Postagens

Mostrando postagens de Março, 2011

Farewell, Liz

Hoje o cinema perdeu uma de suas grandes damas, Elisabeth Taylor.  Belíssima, com aqueles olhos violetas, do tempo em que o talento prevalecia sobre a beleza - ao contrário de hoje, quando qualquer rostinho bonito e qualquer modelo vira "atriz" de uma hora para outra, mesmo que nem saiba falar.  Confesso que não vi muitos filmes dela, mas admiro "Um Lugar ao Sol" (A Place in the Sun, 1951) e "Assim Caminha a Humanidade" (Giant, 1956), ambos do George Stevens.  Neles, Liz atua respectivamente ao lado de Montgomery Clift e Rock Hudson.
A crítica destaca como seus melhores filmes: "Gata em Teto de Zinco Quente" (Cat on a Hot Tin Roof, 1958, Richard Brooks) e "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" (Who's Afraid of Virginia Woolf?,1966, Mike Nichols).  Vou tentar vê-los, mas tenho a certeza que já posso recomendá-los para quem gosta de cinema.  Entenda cinema não exatamente como sendo aquelas salas de projeção em shopping centers onde a moça…

Além da Vida

Parece coincidência, mas uma semana antes dessa tragédia no Japão vi o novo filme do Clint Eastwood, “Além da Vida” (Hereafter, 2010), e agora estão apropriadamente tirando-o de cartaz por causa de suas cenas iniciais que mostram o tsunami de 2004 no Índico.Estava para comentar mesmo sofre o filme, que achei interessante ou mais exatamente angustiante.Não pela cena do tsunami, mas pela temática.É um drama que envolve George (Matt Damon), operário americano, Marie (Cécile De France), uma jornalista francesa, e Marcus (Frankie McLaren), um menino londrino.Marie sobrevive ao tsunami após uma experiência de quase-morte.O menino perde o irmão gêmeo em um acidente.E George tem habilidades “paranormais”, isto é, ao tocar nas pessoas, sente, vê e ouve seus entes queridos já mortos.Eastwood dirigiu tudo de forma neutra, equilibrada, abordando essa questão sem me parecer engajado.Além da direção e da produção, Eastwood também é responsável pela música, que achei muito apropriada e, certamente, …

Cisne Negro

Imagem
Sábado fui ver “Cisne Negro”, do nova-iorquino Darren Aronofsky e com a israelense Natalie Portman, que acabou de ganhar o Oscar de melhor atriz.Oscar merecido, por sinal.Natalie já atuou em diversos filmes, iniciando no ótimo “O Profissional” (Léon, Luc Besson, 1994) e participando dos excelentes “Fogo contra Fogo” (Heat, Michael Mann, 1995) e “V de Vingança” (V for Vendetta, James McTeigue, 2006).Hoje, segundo a agência AFP, Natalie, que é judia, condenou os recentes comentários anti-semitas do estilista Jhon Galliano da maison Dior. Voltando ao filme, Natalie interpreta Nina, que tem obsessão por ser a melhor bailarina e lograr substituir a recém aposentada Beth (Wynona Ryder) no clássico “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky.Para isso ela tem que interpretar o Cisne Negro (Odile, a feiticeira perversa) tão bem quanto interpreta o Cisne Branco (a angelical princesa Odette).É uma tarefa extremamente difícil porque Nina, embora muito dedicada e tecnicamente perfeita, é do tipo certinha e…