domingo, novembro 16, 2014

Resenha da semana - ressaca eleitoral e a angústia dos reacionários



A Folha, que nem sempre ficou em cima do muro já que apoiou a ditadura, hoje novamente dá uma no cravo e outra na ferradura.  Ao mesmo tempo em que critica em editorial o governo federal, a Petrobras, o Congresso e os líderes políticos, chama de 'seca de informações' a pouca transparência do governo Alckmin sobre a crise hídrica. Como de costume, o que salva a edição é a coluna do Jânio de Freitas, "Abaixo e acima de tudo", sobre a atuação da PF e daqueles delegados engajados na campanha do playboy Aécio.

Em papel, o Estadão destaca que 'delatores falam em propina de R$ 200 milhões a PT e PMDB'.  No site: Investigação de corrupção na Petrobrás pode mudar País 'para sempre', diz Dilma.  Quase igual a O Globo: Investigação 'pode mudar o Brasil para sempre', diz Dilma. E o mesmo na Folha/UOL: 'Caso de corrupção na Petrobras muda Brasil para sempre, afirma Dilma'. Mas a Folha contrabalança: Lava Jato não é 3º turno, afirma ministro da Justiça.

Hoje estou sem estômago para falar das revistas Veja e IstoÉ, porta-vozes da extrema direita, que no sábado reuniu 2500 pessoas na avenida Paulista para pedir o golpe militar e o impeachment da Dilma. Entre os presentes estava Aloysio PQP Nunes, motorista e guarda-costas do Marighella, assaltante de trem pagador e candidato a vice do playboy.  A CartaCapital destaca que a divergência sobre apoio ao golpe militar racha ato em SP.

Lamento informar aos coxinhas que a corrupção neste país não começou em 2003, no governo Lula.  É claro que a corrupção atual não se justifica pela anterior.  Mas é insensato querer trazer de volta os tucanos, com seus inúmeros escândalos como, por exemplo, o mensalão original (do PSDB-MG), da concorrência do SIVAM/SIPAM, da pasta rosa, da compra de votos para a reeleição do FHC, da escandalosa doação da Companhia Vale do Rio Doce, da privatização da Telebrás, o caso dos bancos Marka e FonteCindam, a farra do PROER, a desvalorização do real, a dengue e o apagão. A diferença é que, enquanto naqueles tempos tudo era engavetado, hoje se investiga, se julga e se prende.

Também não há nada para dizer da Época, cada vez mais parecida com a Caras, imprensa rosa, e do jornalão O Globo, exceto pelos excelentes artigos de Dorrit Harazim, sobre uma infâmia no passado da Suíça, e do Cacá Diegues, a Hollywood de Hitler. É, tem gente cuja pátria e cujo Deus é o dinheiro.

A nossa mídia sempre me faz lembrar o que disse uma vez Thomas Jefferson: os anúncios publicitários contêm as únicas verdades confiáveis em um jornal (ou revista). Sem dúvida, a Folha é o nosso melhor jornal, pelo menos na propaganda. Aliás, até nisso ela é partidária.  Quem não se lembra daquela propaganda de 1987 mostrando Hitler, premiada com o Leão de Ouro em Cannes?  Oportunamente esta propaganda ganhou um remake às vésperas das eleições de 2010, quando a Folha apoiou o Zé Bolinha.  Curiosamente, a mesma Folha, que é contra as cotas raciais e a política econômica atual, fala de manipulação da notícia ao recomendar 'muito cuidado com a informação e o jornal que você recebe'.  Por falar nisso é bom mesmo tomar muito cuidado também com prêmios, que normalmente são políticos ou comerciais.  Em 2012 a Folha faturou o Prêmio Esso de Jornalismo que deveria ter sido dado à Record um ano antes.  Clique no link para recordar.

domingo, novembro 09, 2014

Resenha da semana - Aceita que dói menos


A mídia golpista sofreu um forte revés com a reeleição de Dilma Rousseff.  Folha, Estado, Globo, Abril, Editora Três, Band, SBT, entre outros, fizeram de tudo para eleger Aécio Neves, trocando o jornalismo pelo proselitismo político-eleitoral.
A Folha, dissimulada, demitiu 25 jornalistas, entre os quais Fernando Rodrigues e Eliane Cantanhede, a 'colunista mais alinhada com o PSDB'.  É a mão pesada do Otavinho, cujo pai visitava o DOPS e financiava a OBAN, assim como os então presidentes da Ultragaz, do Grupo Ultra, do Bradesco e da FIESP nos anos 70, conforme revelou Carlos Eugênio da Paz, colega do Aloysio Nunes (vice do Aécio) no PCB e na ALN. Não deixe de ver o filme acima!
O Estadão continua com seus editoriais ressentidos e partidários, enquanto O Globo está preocupado, opinando que 'aumenta pressão sobre a imprensa no continente'.  Motivo: a mídia golpista teme a regulação da mídia, proposta por Dilma e também aprovada pela rainha Elisabeth II no Reino Unido.
Enquanto a Veja continua como linha auxiliar do PSDB, a IstoÉ assumiu-se de vez como porta-voz da extrema direita que agora envergonha os tucanos.
Luciano Costa fez um bom resumo da imprensa atual ao comentar sobre jornalistas e 'marronzinhos', no Observatório da Imprensa.
Só nos resta acompanhar as novidades através do jornalismo alternativo, como o Observatório da Imprensa, o Fazendo Media, o Luis Nassif Online, o Brasil247,  o PML, o DCM, o Poços 10 Notícias, o Portal Fórum, a Carta Maior, o Viomundo, entre outros, além dos chamados 'blogs sujos', como este aqui.

domingo, novembro 02, 2014

Leitura de domingo - a dor de corno dos coxinhas

Os jornalões estão de ressaca eleitoral, assim como as revistas semanais.  Nenhuma novidade importante, só dor de cotovelo.  O melhor exemplo disso é o vídeo acima, em que os lambe-botas da Globo tentam de toda forma criticar a vitória popular, como sempre fazem já que trocaram o jornalismo pela campanha político-eleitoral. Então vamos destacar hoje a mídia que não pertence àquelas famiglias de “cristãos novos” e sionistas, isto é, Frias, Mesquita, Marinho, Civita, Abravanel, Sirotsky, Bloch, Levy etc.
O Blog Thomas Conti publicou um interessante mapa da distribuição de votos nas últimas eleições, “Contra o preconceito! O Resultado Ponderado das Eleições por Estado”, que demonstra como é a falsa a afirmação de que Dilma venceu só por causa do nordeste.  De fato, ela só teve menos de 40% dos votos válidos em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, estados conservadores, além de Distrito Federal e Acre, novidades.  O candidato do retrocesso perdeu em MG e RJ nos dois turnos.
Na segunda-feira, Luís Nassif destacou “a última tacada de Fábio Barbosa e da Editora Abril”, texto em que destaca a aventura irresponsável, anacrônica e criminosa da revista Veja, pautada por Carlinhos Cachoeira.  No Tumblr o terrorismo da Veja virou bom humor imperdível: Desespero da Veja (clique para rir).
Na terça-feira o Rodrigo Viana comentou no Portal Fórum o resultado das eleições e o comportamento da mídia: 52% x 48%: a mesma diferença nos EUA e no Brasil; mas compare as manchetes
No Observatório da Imprensa, Luciano Martins Costa mostrou na sexta-feira a bizarra simbiose entre o Estadão e o PSDB, a nau dos insensatos.
No sábado, Lobão, um dos Bolsonaro e cerca de dois mil walking dead pediram o impeachment da presidenta, a recontagem dos votos e a volta da ditadura militar.  É a dor de corno dos coxinhas que não cumpriram a promessa de ir para Miami caso Dilma vencesse, o que gerou a tag #AceitaQueDoiMenos. 
Hoje o NaMariaNews nos revela que “sem medo de ser feliz, governo paulista desova mais de 155 milhões na Abril, Folha, Estadão, IstoÉ, Época e Panini”.  Dá para entender como a mídia é literalmente ‘comprada’?  Por que você acha que a máfia midiática em São Paulo esconde o domínio do crime organizado no estado, os pedágios mais caros do mundo, o assalto a trem e metrô da cidade em conluio com multinacionais, e a desastrosa gestão da SABESP culminando na falta de água que parece ter afetado o cérebro dos paulistas?
Também hoje o Poços 10 Notícias destaca que a “mídia golpista não mostra: Dilma ganhou em municípios com poucos beneficiados pelo bolsa família”.  Aliás, um tucano me perguntou se eu recebo o Bolsa Família (que o PSDB chamou de Bolsa Esmola mas o Aécio ia preservar) por ter votado na Dilma.  Não, não perguntei se ele ia receber um aecioporto em caso de vitória do cheirador.
O povo venceu as eleições, apesar da mídia golpista e do judiciário corrupto, mas a luta continua.  O fascismo renasceu, financiado pelos inimigos do Brasil. Vigiai, ficai atentos e sempre alerta.