sábado, maio 21, 2011

Sionismo é a principal causa do antissemitismo

Na quinta, 19, para surpresa geral, Obama apoiou e defendeu a criação de um estado palestino desmilitarizado com base nas fronteiras de 1967.  No dia seguinte Israel reagiu de forma agressiva e o premiê fascista Benjamin Netanyahu puxou a orelha do presidente americano, alegando que o poderoso Israel, com todo seu armamento nuclear, ficaria indefeso.
Pois é.  No dia seguinte nossa mídia golpista também reagiu indignada, através de alguns parajornalistas que escrevem a soldo para empresários e políticos de direita.  Não vou citar o nome deles, mas basta abrir os jornalões e as revistas semanais para identifica-los.  Aproveito a oportunidade para deixar claro que concordo integralmente com a proposta de Obama.  E deixo claro minha posição em relação ao conflito árabe-israelense.  Ou, seja, em minha opinião, Israel deve devolver as terras que roubou durante sua expansão atroz, imoral e ilegal.
Para não deixar de falar de cinema, na quarta, 18, o dinamarquês Lars von Trier, que dirigiu o extraordinário Dogville em 2003, durante entrevista coletiva em Cannes sobre seu novo filme (Melancolia), disse que os israelenses são um pé no saco e que ele entende e simpatiza com Hitler.  Resultado: foi banido e considerado persona non grata pelos organizadores do festival, num ato político que talvez expresse o constrangimento francês pelo modo como eles também trataram os judeus na época do nazismo.
É bom deixar claro que Obama e von Trier não são nem nazistas e nem antissemitas.  Concordo integralmente com eles, não sou contra os judeus, mas também desprezo o sionismo.  Tenho visto pessoas desinformadas por nossa mídia golpista atribuírem a causa do terrorismo a radicais fundamentalistas islâmicos. Em nome da liberdade de expressão e do direito à informação, penso que todo mundo deveria saber que quem iniciou o terrorismo no Oriente Médio, ainda sob o mandato britânico (1922-1948), foram justamente os sionistas, entre eles Yitzhak Rabin, Shimon Peres, e Ariel Sharon.  A paz naquela região só existirá com o fim do sionismo, que continua sendo a grande causa do antissemitismo.

segunda-feira, maio 16, 2011

Alta Ansiedade

Esse é o título de um filme de 1977 que o Mel Brooks escreveu, produziu e dirigiu, além de atuar no papel principal e compor música e letra. Esse filme foi dedicado a Alfred Hitchcock, e faz referência a uns dez filmes do mestre do suspense. O próprio título do filme é referência a “Um Corpo Que Cai” (Vertigo, 1958), já que o personagem de Brooks é o Dr. Richard H. Thorndyke, novo diretor do “Instituto Psiconeurótico para Pessoas muito, MUITO Nervosas”.  Ele é um famoso psiquiatra que tem medo de altura.  Lembra daqueles psiquiatras que são mais loucos que os próprios pacientes?  Pois é, os problemas começam quando ele decide descobrir por que seus antecessores morreram inexplicavelmente.  A vilania fica por conta da Enfermeira Diesel (Cloris Leachman, fantástica), que comanda de fato o instituto.  Há referências explícitas e hilariantes a “Intriga Internacional” (North by Northwest, 1959), “Psicose” (Psycho, 1960) e “Os Pássaros” (The Birds, 1963).  Além de Hitchcock, outro homenageado é o Michelangelo Antonioni, pelo filme “Blow Up - Depois Daquele Beijo” (Blow Up, 1966).  Para quem curte cinema, “Alta Ansiedade” é uma verdadeira aula de cinema.  Com certeza, influenciou Brian De Palma, como se pode ver em “Vestida Para Matar” (Dressed to Kill, 1980) e “Blow Out - Um Tiro na Noite” (Blow Out, 1981). Se você prestar atenção ao instituto, sua torre e sua localização num penhasco à beira do mar, vai se lembrar do livro “Ilha do Medo” (Shutter Island), escrito pelo ótimo Dennis Lehane em 2003, tornado filme por Martin Scorsese no ano passado. Um dos pontos altos do filme é o desempenho do próprio Mel Brooks ao interpretar a canção-título imitando Frank Sinatra. Se você não viu, tenho certeza que vai gostar desse filme de Brooks, principalmente se você conhecer as referências citadas.



segunda-feira, maio 09, 2011

Estórias de Obama e Osama

Na semana passada, Obama, praticamente em campanha para reeleição, anunciou a morte de Osama.  Em uma ação ilegal que humilhou o Paquistão, alguém - que pode ter sido Bin Laden ou não - foi assassinado mesmo estando desarmado e teve seu corpo jogado no mar. Com a maior desfaçatez, Obama, o Prêmio Nobel da Paz, disse que a justiça havia sido feita naquele dia.  Justiça sem julgamento, direito a que até mesmo os nazistas tiveram.  Ou seja, execução sumária, promovida por um país que executa oficialmente cerca de um condenado por semana.  Depois foi a novela das fotos, ora falsas, ora não disponíveis para publicação.  O PiG americano, mais exatamente a Fox, já tinha divulgado a morte do terrorista há dez anos, logo depois dos atentados de onze de setembro. Em meio a tantas estórias mal contadas, não dá para saber com certeza se a morte de Bin Laden é verdadeira ou não, mas sua divulgação deve interessar às duas partes, já que a Al Qaeda acabou por admiti-la também. Nos Estados Unidos a notícia da morte de seu inimigo “número um” foi motivo de alegria e festa, e a popularidade do presidente subiu oito pontos.  Muito conveniente tudo isso, num momento em que Obama é alvo constante de críticas promovidas pela extrema direita americana.

segunda-feira, maio 02, 2011

Psicopatas no trabalho

Essa é a manchete de capa da edição de maio da revista “Super Interessante”, da editora Abril.  O assunto não é exatamente novo.  Aliás, ao final do artigo há a referência a obras de 1993 e de 2006 dos pesquisadores Robert Hare e Paul Babiak.  Uma simples consulta no Google lista diversos artigos semelhantes.  Cito alguns deles ao final desse post.  A má notícia é que existe uma probabilidade quatro vezes maior de se encontrar psicopatas nas empresas do que encontrá-los nas ruas.  Nas grandes empresas eles seduzem os entrevistadores e usam as pessoas a fim de obter informações e resultados que os conduzirão a posições estratégicas.  As próprias empresas muitas vezes apresentam uma espécie de transtorno dissociativo de identidade, ou seja, ao menos duas faces: uma imaginária, aquela ideal, dos valores; e a outra, real, prática, composta pelas pessoas.  Na primeira, o colaborador deve ser respeitado porque é objeto de amor e gratidão.  Na segunda, a obsessão por resultados em curto prazo leva à omissão diante de ocorrências de bullying e assédio moral.  Aí se vê toda sorte de espécies corporativas, como o maquiavélico, o vampiro, o narcisista, o manipulador, o perfeccionista, o ditador, o workaholic, o puxa-saco etc. A ocorrência de indivíduos assim dentro das empresas infelizmente é muito mais comum do que se imagina.  Veja a seguir algumas referências: