sábado, abril 23, 2016

Uma reflexão sobre os golpistas

Uma crescente parte da classe média não sabe que é fascista.  Aliás, nem sabe o que é o fascismo. Faltou ou colou nas aulas de História.  Não faz mal. A gente explica.
André Singer destaca dados de pesquisa Datafolha recente em que Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem 8% das intenções de voto com preferência de 20% de entrevistados com renda acima de 10 salários mínimos familiares mensais, o que sinaliza a inclinação da classe média pelo fascismo.  Faz sentido.
O nacionalismo oportunista ficou claro naquele circo de horrores transmitido pela mídia golpista domingo passado (17 de abril, dia brasileiro da infâmia e da vergonha), em que políticos fisiológicos e conservadores, enrolados em bandeiras do Brasil e usando uma fita verde amarela em volta do pescoço, gritavam “Sim!” ao impeachment em nome de Deus, da pátria, da família, da tradição, da propriedade, do patrão, de Israel etc. Conforme o Jornal do Brasil, dos 367 que votaram pelo golpe, cerca de 1/3 responde a processos ou são suspeitos. São os moralistas sem moral.
Por outro lado, foi um pesadelo vergonhoso ver a classe média vestida com a camisa da CBF e aos gritos de “fora Dilma, fora PT”, ligando e desligando freneticamente as luzes de seus amplos apartamentos com bandeiras do Brasil expostas em terraços e janelas, buzinando, batendo panelas e soltando rojões. Essa classe média é a mesma que, no futebol, torce por times europeus, fica deslumbrada ao fazer compras em Miami, uma das cidades mais miseráveis dos Estados Unidos, e não perde por nada nenhum daqueles blockbusters com Superman e Capitão América, diversão para retardados mentais.
Essa gente, bem representada na Câmara dos Deputados, destaca-se por ser ignorante, hipócrita e preconceituosa.  Eles desdenham as Artes, as Letras e a intelectualidade.  Não gostam de ler. Quando leem, é só Caras, Veja, comics ianques, publicações culturalmente vazias. Alguns deles adoram burlar as empresas de serviços (água, gás, luz, telefone, TV, internet), sonegar e fraudar o imposto de renda. Outros não escondem o preconceito por quem é diferente ou “diferenciado”, como pobres, negros, nortistas e nordestinos, estrangeiros que não sejam do chamado primeiro mundo, ou minorias com outras opções políticas, filosóficas, religiosas, sexuais etc.
Eles são todos milhões de Cunha.

quinta-feira, abril 21, 2016

About the coup d'état in Brazil


Thanks to the Internet we can and must report to the world about the coup that is underway in Brazil. Political criminals, adherent prosecutors and federal police, cowed judiciary and tax evader media are promoting a blow to democracy similar to what happened in Paraguay in 2012. The Brazilian right wing can not elect a president, even with media support, so promotes the blow with the money of plutocrats and large corporations.

domingo, abril 17, 2016

Com que máscara o coxinha vai à Paulista hoje?

O coxinha walking dead e analfabeto político, que não lê e que fugiu das aulas de História, integrante da classe média branca, ignorante, hipócrita e preconceituosa, deve atender ao chamado da mídia canalha, tal qual os ratos hipnotizados pela flauta de Hamelin, vestidos naturalmente com o uniforme da CBF.  Ávidos por privilégios, mal sabem que terão os direitos trabalhistas confiscados pela elite econômica e pelo deus Mercado, a que tanto veneram ajoelhados em frente à FIESP e seu pato plagiado.  Coitados, caíram no conto do combate à corrupção ironicamente conduzido por 300 picaretas, sob a indiferença de um Judiciário partidarizado e acovardado. A máscara é o que menos importa, já que os ídolos dessa gente são sempre efêmeros, passageiros, como foram Fernando Collor, Demóstenes Torres, Joaquim Barbosa, Eduardo ("Somos Todos") Cunha, o japonês da Federal, e tantos outros atuais e por vir.

Um Dia Muito Especial - O Terceiro Turno

Brasília, 17 de abril de 2016. Michel Temer e Eduardo Cunha se encontram para selar a união política que pretende jogar o país novamente na escuridão do fascismo. Praticamente toda a população de coxinhas walking dead, classe média branca, vestidos com o uniforme da CBF, vai acompanhar este acontecimento vergonhoso na Avenida Paulista, bem em frente ao prédio da FIESP e sob a sombra do pato plagiado dos patrões ávidos por retirar direitos dos trabalhadores. É a festa do impeachment, farsa montada por uma gangue de ladrões para tirar Dilma do Planalto.  É o auge de uma trama golpista, iniciada com a Operação Lava Jato, criada em 2014 para evitar a reeleição da presidenta.  Apesar da cúmplice mídia, Dilma se reelegeu.  Os golpistas do PSDB então tentaram evitar sua posse, alegando fraude eleitoral e pedindo a recontagem dos votos. Como ela tomou posse, a etapa seguinte foi boicotar seu governo, impedindo-a de governar.  No entanto a desastrada Lava Jato acabou sendo um tiro no pé dos golpistas porque começou a vir à tona o envolvimento da oposição no esquema de financiamento de campanhas eleitorais iniciado talvez na fundação de Brasília em 1960, envolvendo empresários da iniciativa privada e servidores das estatais.  Devido ao fato de Dilma ser honesta e não ser complacente com a corrupção, a quadrilha comandada pela cúpula do PMDB resolveu vingativamente afastar a presidenta baseando-se nas tais “pedaladas”, operações contábeis usuais há muito tempo em todas as esferas do Executivo.  A maior punição cabível para esta prática seria, legalmente, a inegibilidade.  Punir com afastamento é o mesmo que colocar na prisão quem estaciona em local proibido.  O resultado é este espetáculo dantesco de uma cambada de vagabundos e pilantras, que são os “trezentos picaretas” do Congresso, fazendo hora extra para votar o impeachment da presidenta honesta e legitimamente eleita.
Hoje é um dia triste, mas vamos encarar este golpe com criatividade, assim:
E assim:

domingo, abril 10, 2016

Sobre o golpe fascista que está em curso no Brasil

Veja, com o perdão da palavra, no vídeo acima como o professor Igor Fuser explica direitinho o que está se passando no Brasil nos históricos dias de hoje. Assim como em 1964, há dois anos que a direita, cansada de perder eleições, articula um golpe contra a democracia para implantar uma agenda neoliberal e tirar direitos dos trabalhadores.  Isto fica evidente quando se compara o papel do empresariado e do setor financeiro em 1964 e em 2014-2016.  A partir de 1969 a OBAN (Operação Bandeirante, do Exército) foi financiada por diversas empresas, como Grupo UltraFordGMGrupo Camargo CorrêaGrupo ObjetivoGrupo FolhaAmador Aguiar (Bradesco) etc. Agora, as federações industriais estaduais, comandadas por Paulo Skaf da FIESP, financiam o golpe, como deu a entender o deputado Paulinho, pelego da Força Sindical e do Solidariedade (ao Patrão?).  Adivinhe quem vai pagar o ridículo pato amarelo plagiado pela FIESP.

A mídia de aluguel, concentrada em meia dúzia de famiglias, tem papel importante na manipulação da opinião pública. É muito importante estar atento e cautelosamente procurar informações fidedignas na Internet, nos “blogs sujos” (como este) e nas redes sociais porque se você não for cuidadoso, a grande mídia fará com que você idolatre os opressores e odeie os oprimidos, como já alertava Malcolm X, ativista por direitos humanos, nos EUA, anos 60.  Confira no vídeo abaixo, produzido pela Al Jazeera, TV mais importante do mundo árabe, o papel da mídia nas crises políticas do Brasil.


terça-feira, abril 05, 2016

Advogada do golpe surta durante discurso sobre cobras

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Essa senhora, Janaína Paschoal, é a jurista e professora que protocolou o pedido de impeachment da nossa presidenta eleita democraticamente.  Ela se doutorou em Direito Penal na USP, orientada por Miguel Reale Jr., ex-ministro de FHC e filho de um conhecido integralista brasileiro. Vale lembrar que o integralismo é a versão tupiniquim do fascismo.

O vídeo é impressionante e fala por si.  Parece uma pessoa ensandecida, possuída, que fala em cobras.  Talvez sua melhor interpretação seja a do site Sensacionalista.

#NãoVaiTerGolpe

domingo, abril 03, 2016

Lava Jato é Tribunal do Santo Ofício da Inquisição

Apoio logístico da Folha à ditadura militar
Hoje eu vou falar só do folhetim dos Frias, que apoiou a ditadura militar na quartelada de 1964, chamada de “ditabranda” pela Folha.
O editorial de hoje, Nem Dilma nem Temer, propõe que Dilma e Temer devem renunciar já.  Como de costume, o jornalão dissimulado dá uma no cravo e outra na ferradura já que, para variar, seu melhor colunista Janio de Freitas resume a ópera: a Lava Jato é uma operação judicial político-partidário que tem como  alvo os governos do PT e não a corrupção na Petrobras e nas empreiteiras e tampouco a lavagem de dinheiro.  Ao mesmo tempo, o UOL, portal do Grupo Folha, anuncia que documentos indicam grampo ilegal e abusos de Moro na origem da Lava Jato.  Fica evidente que a Lava Jato, como a Mãos Limpas, não tem como objetivo combater a corrupção porque é instrumento espetacular para a tomada do poder sem eleições.
Ficha falsa publicada pela Folha
Ao mesmo tempo Folha e UOL perguntam “quem paga oposição nas ruas? ” e revelam que os movimentos antigoverno não revelam origem e volume de suas receitas.  Citam os movimentos Vem Pra Rua, Revoltados Online e Movimento Brasil Livre, que manipulam os coxinhas walking dead vestidos com a camisa da CBF.  Este último grupo, o MBL, tem conexão com o Charles Koch Institute, os Estudantes pela Liberdade, o Instituto Ordem Livre, o Instituto Liberal e o Instituto Liberdade, conforme tinha revelado a melhor revista semanal CartaCapital e o blog OutrasPalavras.  O modelo deles é a Ku Klux Klan – ver o site da TruthOut, ou seja, tem dinheiro de patrão ianque nesta pataquada.  Por falar nisso, o deputado Paulinho, pelego da Força Sindical e do Solidariedade, já tinha dito que “tem muita gente pra financiar o impeachment” e agora sabemos que existe um caixa 2 de entidades empresariais para financiar o golpe, assim como fizeram com a OBAN (Operação Bandeirante) nos anos 70.  A FIESP e federações industriais de outros estados estão financiando o golpe jurídico-parlamentar-midiático.  Aliás, o pato amarelo do Skaf é plágio da obra de um artista holandês e fica então a pergunta: quem vai pagar o plágio?
Ontem a Folha mostrou que o grupo de ultradireita Movimento Endireita Brasil de Ricardo Salles, ex-secretário do santo governador Geraldo Alckmin (Picolé de Chuchu, da Opus Dei) ofereceu mil reais a quem filmasse e hostilizasse Ciro Gomes em um restaurante.  O próprio filho de Ciro Gomes fez a filmagem!
Resumidamente: a direita está desesperada porque #NãoVaiTerGolpe.
Acompanhe as notícias do golpe: