domingo, julho 31, 2005

Trama Macabra


Não tem nada a ver com o mensalão. "Trama Macabra" (Family Plot, 1976, Alfred Hitchcock) é um suspense bem humorado sobre uma falsa médium, Blanche (Barbara Harris) e seu namorado motorista de táxi e detetive particular amador, George (Bruce Dern). Ao procurar por um herdeiro desconhecido de uma velhinha rica, eles acabam descobrindo um seqüestrador e ladrão de jóias, Arthur (William Devane) e sua comparsa Fran (Karen Black). Embora não seja um clássico, é uma bela trama. Tem como base o romance "The Rainbird Pattern" de Victor Canning. O nome do filme seria "Deceit" (Fraude), mas Hitchcock não gostou desse nome. Embora preferisse nomes simples (como Psicose, Notorius, Frenesi, Topázio etc), acabou aceitando "Family Plot" por falta de alternativas. Destaque para a cena com o carro sem freios e com o acelerador travado a toda velocidade numa estrada tortuosa e cheia de barrancos. Esta cena, inclusive, não foi dirigida pelo mestre, que a essa altura já não queria dirigir cenas externas. É, infelizmente, o último filme do grande mestre do suspense.

sábado, julho 30, 2005

A questão do desarmamento


Recebi um e-mail que anda circulando pela Internet para defender a posse de armas de fogo e munição. Nele, afirma-se que em muitos países houve muitos massacres após o desarmamento da população. Pelo jeito, já é campanha eleitoral para o plebiscito sobre desarmamento, de dois de outubro próximo. E disfarçadamente também já começou a campanha para presidente em 2006. A direita está feliz da vida porque um setor da esquerda fez agora o que ela sempre fez no Brasil.
Já que recebi esse lixo cheio de motivos contra o desarmamento, dou aqui minha opinião: vou votar a favor do desarmamento, sim. Nunca andei armado e nunca vou andar. É isso.

As Vinhas da Ira


A TV Globo passou nesta madrugada este magnífico filme em branco e preto: "As Vinhas da Ira" (The Grapes of Wrath, 1940, John Ford). A pobre família Joad é forçada a deixar sua terrinha em Oklahoma, viajando como retirantes para a Califórnia (pela Rota 66), na esperança de arrumar emprego. São os sem teto da era da Grande Depressão nos Estados Unidos. É uma história de trabalhadores camponeses oprimidos e explorados pelo capitalismo. Baseada no livro de John Steinbeck. Tem Henry Fonda (Tom Joad) e John Caradine (Casy) no elenco. Obra-prima de John Ford. É por isso que eu fico atento à programação da TV.

Dias difíceis


Parte I - A tragédia


O teto branco parecia passar rapidamente. Uma luminária após a outra, em linha, brancas também. Era um corredor. Vira-se à direita. Outro corredor. Logo depois, à esquerda, outro. As portas duplas se abriam, tocadas pela maca. E deviam se fechar assim que a maca passava. Não conseguia ver. Nem via quem guiava a maca, onde eu estava deitado. Só sei que estava indo para o centro cirúrgico. Litotripsia (renal ou ureteral) intracorpórea, também conhecido por Lico. Era o que eu ia fazer. Ou melhor, era o procedimento médico pelo qual eu estava preste a passar. A sala era azulejada, em verde claro. Mudaram-me rapidamente da maca para a mesa de operação. Eu já estava com aquela roupa de hospital (uma espécie de avental, ou bata), toca e meias brancas. No teto, havia umas luminárias grandes, redondas, espelhadas, onde eu tentava ver nem que fosse um pedaço de minha imagem refletida. Não consegui. Havia um monitor. Perguntei se era para ver o caminho da sonda. O médico confirmou. E me mostrou a mini-câmera, que ia capturar a imagem através de uma espécie de fibra óptica. As enfermeiras tiravam meu soro e procuravam uma veia em meu pulso. Logo iam me anestesiar. Dessa vez seria parcial, da cintura para baixo. Nesse meio tempo, estava para decidir se entrava em pânico ou não. Com a pulsação nem alta e nem baixa, como se estivesse esperando por minha decisão. Achei melhor manter a calma. Afinal, era minha segunda vez. Na primeira, há quinze anos, tinha sido anestesia geral. Então não vi nada e só acordei horas depois, já no quarto. Dessa vez fiquei apenas sonolento. Devo ter tirado uma soneca. Não vi o procedimento. Mas acordei logo em seguida, numa espécie de centro de recuperação, ainda no centro cirúrgico. Estava de volta. Mas não sentia nada da cintura para baixo. Isso me deu um pouco de aflição. Não conseguia mover uma perna, um pé, nada. Os médicos e enfermeiras passavam para lá e para cá. Um deles me deu um frasco com uma pedrinha de cerca de meio centímetro (de diâmetro). Era o meu novo cálculo - que me tinha feito refém de cólicas renais insuportáveis. Entendi que logo que eu conseguisse mover as pernas, seria levado de volta para o quarto. Um pouquinho ansioso, mas paciente, esperei o tempo passar. E tudo deu certo, como previsto. Logo estava de volta ao quarto, podendo me mover à vontade. Sem mencionar o soro que uma enfermeira prestativa se encarregou de colocar de volta em meu braço esquerdo. Tinha os analgésicos e antiinflamatórios. Tudo bem. O pior tinha passado.

Parte II - A comédia


Na verdade não fiquei num quarto. Fiquei numa enfermaria. Havia outras duas camas. Uma tinha cada dia um paciente, nos três dias que fiquei lá. Outra tinha um paciente que aguardava uma operação já havia uns três ou quatro dias. E parece que sua operação só seria na próxima segunda-feira. Resultado: o coitado estava entediado. E perguntou se tudo bem caso sua esposa trouxesse uma TV ou um rádio. Por mim, não faz mal, concordei. Ela trouxe um rádio. Ouvimos os jogos da rodada de quinta, após minha volta do centro cirúrgico. Na sexta o tal paciente ligou o rádio logo cedo. Na Difusora FM. Lembra dessa estação? Foi a primeira FM que eu me lembro de ter ouvido, nos anos 70. Naquela época, era uma emissora da moda, voltada ao público jovem, e praticamente só tocava música americana. A ditadura não permitia que houvesse criação nacional. Para minha surpresa, essa emissora hoje em dia só toca música popular sertaneja, Roberto Carlos, country, aquelas jocosas de duplo sentido... Na realidade é outra emissora, que herdou somente o nome daquela anterior. Então imagine a minha cara ao ouvir aquele som. Bom, foi um exercício de tolerância. Que encarei com paciência. E boa vontade em me "atualizar". Vamos ver se lembro algumas pérolas:
Tocou uma que afirmava que "é na sola da bota, é na palma da mão...” Rio Negro e Solimões!
Outra dizia que "eu e minha mulher, a gente janta tarde, depois da uma...”
Também fiquei sabendo que "unha de gato" é um remédio "danado de bão" para artrite, artrose, e uma série de doenças inflamatórias.
Olha, foram tantas músicas bregas e músicas de corno, que imaginei que estava no Paraguai ou no México. Juro. Mas, para minha sorte, recebi alta antes de querer voltar para o centro cirúrgico.

quarta-feira, julho 20, 2005

Entrando numa fria


Não. Não é política, ainda. Logo comento a política nacional. Espera. Agora quero comentar dois filmes do Jay Roach, que dirigiu Austin Powers (os 3 filmes):

  • "Entrando Numa Fria" (Meet the Parents, 2000): Gaylor 'Greg' Focker (Ben Stiller), aqui traduzido por Greg Pinto, vai conhecer os pais da namorada Pam (Teri Polo), a mãe Dina (Blythe Danner) e o pai Jack Byrnes (nada mais nada menos que o Robert De Niro), para lhes pedir a mão da moça. Jack (De Niro) faz de tudo para o rapaz desistir. Muito engraçado. Não deixe de ver.
  • "Entrando Numa Fria Maior Ainda" (Meet the Fockers, 2004): agora são os Byrnes que vão conhecer os pais do Greg, Roz (Barbra Streisand) e Bernie Focker (Dustin Hoffman). O próprio Ben Stiller é que pediu que a Barbra Streisand, sem atuar por 8 anos, fosse contratada para interpretar sua mãe nesse filme engraçadíssimo. Veja sem falta. Hilário!

segunda-feira, julho 18, 2005

Brasil é pentacampeão do Grand Prix


Agora foi a vez das meninas, que ganharam da Itália em Sendai, Japão. Veja o que diz o site da FIBV (Fédération Internationale de Volleyball): Brazil win Grand Prix 'final' epic. Quer mais? A Paula Pequeno (atacante, 23 anos) foi eleita a melhor jogadora do Grand Prix. Nós somos atualmente os "papa-tudo" no vôlei!
A Itália fica em segundo lugar - veja o que diz o La Repubblica.

domingo, julho 17, 2005

Filmes novos



  • "Reencarnação" (Birth, 2004, Jonathan Glazer) parece ser filme espírita ou de terror, mas é um drama romântico, psicológico, que não chega a ser um suspense, mas mantém uma atmosfera misteriosa do começo ao fim. Este clima e a atuação da Nicole Kidman valem a pena. Ela é a viúva Anna, que resolve se casar novamente após dez anos. Mas aí aparece um garoto de dez anos de idade e que a convence que é seu falecido marido. Problemas à vista.
  • "Ray" (Ray, 2004, Taylor Hackford) conta a história do cantor Ray Charles, interpretado muito bem por Jamie Foxx. Ainda garoto, Ray aprende a tocar piano; testemunha a morte acidental de seu irmão caçula; e aos sete anos fica cego. Sua mãe o faz prometer que nunca deixará nada ou ninguém transformá-lo num inválido. Isso marcaria toda sua vida. Aliás, coincidentemente, o próprio Ray Charles faleceu pouco depois que este filme foi finalizado, em junho do ano passado.
  • "Menina de Ouro" (Milion Dollar Baby, 2004, Clint Eastwood) é a estória de uma moça, Maggie (Hilary Swank), que quer ser boxeadora e acaba sendo treinada por Frankie (o próprio Clint), convencido pelo amigo Scrap (Morgan Freeman). É uma estória de determinação, com final triste e polêmico. Não consegui vê-lo no cinema, mas estava na expectativa de seu lançamento em DVD. Apesar de ter sido o grande vencedor do Oscar. Digo isto porque tenho lá minhas reservas quanto ao Oscar. E confesso que esperava um pouco mais do Clint Eastwood desta vez.

sábado, julho 16, 2005

O crime era quase perfeito


Refiro-me a "Disque M para Matar" (Dial M for Murder, 1954), baseado na peça teatral de Frederick Knott (que também fez o roteiro). O mestre Hitchcock é facilmente visto logo no começo, em uma fotografia. O ex-tenista profissional Tony (Ray Milland) planeja matar sua bela mulher, Margot (Grace Kelly), que usa roupas em cores vivas no início do filme, e que vão escurecendo aos poucos até o final. Caso sua trama funcionasse, Tony teria se vingado de uma traição e ficaria com todo o dinheiro da esposa. Quando as coisas dão errado, ele improvisa um plano B. O final é um pouco chato. Mas é cinema. É Hitchcock.

Mudanças climáticas


Outro dia uma amiga me enviou o seguinte artigo publicado no International Herald Tribune por Roger Cohen em sua coluna Globalist: "A glimpse of Earth in its precious fragility", isto é, um vislumbre da Terra em sua preciosa fragilidade. Resumo:
O presidente Bush, quando rejeitou o Protocolo de Kyoto de 1997, causou mais dano à sua imagem internacional do que qualquer outro ato, exceto sua decisão de invadir o Iraque. Kyoto, que foi ratificado por todos os países do G8 exceto os Estados Unidos, estabelece metas de redução para o dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa.
O Brasil é freqüentemente criticado pela destruição da floresta tropical amazônica devido aos desmatamentos, mas por outro lado é exemplo em áreas em que os Estados Unidos poderiam aprender se tivesse vontade política:

  • mais de três milhões de carros que agora rodam a álcool, e os modelos flex-fuel (que rodam com gasolina ou álcool ou sua mistura) representaram 30% das vendas de carros em 2004;
  • predomínio da energia hidrelétrica para geração de eletricidade;
  • e o desenvolvimento do chamado biodiesel a partir de fontes como o óleo de girassol.

Belo texto. Assino embaixo. Ao ouvir falar do Bush, principalmente em relação ao protocolo de Kyoto e a invasão do Iraque, fico indignado. E me vem à cabeça a comparação do presidente deles com o nosso. Está certo que os conservadores daqui torcem o nariz para o nosso presidente, que é analfabeto (segundo alguns), que é nordestino, que é ex-operário, que é de esquerda (não sei se comeu criancinha como certos padres), que é corintiano ( ;-) )... Esqueci de alguma outra rejeição? A comparação não tem nada a ver, não é? Afinal Bush, junto com o Blair, é defensor da liberdade e do nosso jeito de viver.

domingo, julho 10, 2005

O que é RSS?


A sigla RSS pode significar Rich Site Summary, RDF Site Summary e Really Simple Syndication, uma família de formatos de arquivo XML (não se preocupe com essas siglas agora) para publicação na Internet, usada por websites de notícias e blogs. O RSS proporciona descrições curtas (títulos resumidos) do conteúdo de páginas da Internet com links para sua versão completa. Esta informação é enviada e recebida na forma de um arquivo XML chamado de RSS feed, webfeed, RSS stream ou RSS channel. O RSS permite que um usuário freqüentador de um determinado site esteja sempre a par das atualizações deste site, usando um feed reader, news aggregator, feed aggregator ou simplesmente aggregator, que é um programa que você pode baixar gratuitamente da Internet e instalar em seu micro. Leia mais a respeito nos portais UOL e Terra. Hoje eu instalei o FeedReader, que é indicado para principiantes por ser simples de usar. Para ter as atualizações do meu blog faça o seguinte (depois de baixar e instalar o FeedReader):

  1. Clique com o botão esquerdo do mouse no menu File e em seguida clique em Add Folder (adicionar pasta).
  2. Na janela Create new folder, no campo Folder name, digite por exemplo Blog do Luiz Moura.
  3. Clique com o botão esquerdo do mouse no menu File e em seguida clique em Add Feed. Uma alternativa é clicar no botão Add new feed. Ou ainda, teclar F2.
  4. Na janela Add new feed, no campo Location of feed, digite http://feeds.feedburner.com/BlogDoLuizMoura

Agora você pode ficar atualizado com as notícias que quiser, configurando da mesma forma o seu FeedReader. Por exemplo, você pode optar por deixar que seu feed reader baixe as notícias de Cinema & DVD que o Terra oferece.
Parece complicado, mas na prática é facílimo. Tente. Se precisar de ajuda, não hesite em pedir.

Brasil é pentacampeão da Liga Mundial


Depois de um primeiro set irreconhecível, viramos o jogo e ganhamos da Sérvia e Montenegro na casa deles. Veja o que diz o site da FIBV (Fédération Internationale de Volleyball): Brazil beat Serbia & Montenegro 3 - 1 (14-25, 25-14, 25-19, 25-16) - duration 1:39.

Dupla Confusão


"Dupla Confusão" (Tais-toi, 2004, Francis Veber) é um filme que me chamou a atenção porque traz duas feras em uma comédia: Jean Reno, fazendo o criminoso procurado Ruby, e Gérard Depardieu, fazendo o ladrão Quentin. Fugir da cadeia foi fácil. Difícil foi agüentar o parceiro. Isto porque o idiota Quentin insiste que vai abrir um bistrô em sua cidade natal, Montargis, em sociedade com o "amigo" Ruby. As situações inusitadas e hilariantes tornam impossível segurar o riso. Confira.

terça-feira, julho 05, 2005

A Sombra de uma Dúvida


Não, não vou falar de política. Fique tranqüilo (a). Esse é o nome do filme que vi ontem (Shadow of a Doubt, 1943), mais um dos muitos suspenses de Alfred Hitchcock, em que uma garota desconfia que seu querido tio (Uncle Charlie) pode ser um serial killer. Também é classificado como "film noir". A propósito, film noir é francês e significa "filme negro"; refere-se a um tipo de filme americano em que predomina a baixa iluminação, escuridão e sombras, inclusive do ponto de vista psicológico. Geralmente são filmes de suspense, de detetive, em que o protagonista se dá mal no final. Na maioria das vezes o ambiente é o submundo de cidades grandes, com gangsters, violência, corrupção. Duas jóias recentes - "Los Angeles - Cidade Proibida" (L.A. Confidential, 1997, Curtis Hanson) e "Pulp Fiction" (Pulp Fiction, 1994, Quentin Tarantino) - podem ser consideradas versões modernas de film noir. "O Troco" (Payback, 1999, Brian Helgeland), com Mel Gibson como Porter, é um exemplo mais característico, em minha opinião. Desnecessário dizer que é meu tipo favorito de filme.

segunda-feira, julho 04, 2005

De Cinema e de Vinho


Ontem vi "Sideways - Entre Umas e Outras" (Sideways, 2004, Alexander Payne) e hoje tive que abrir uma garrafa de Cabernet Sauvignon - não tinha Pinot, o preferido do personagem Miles (Paul Giamatti), professor deprimido que tenta ser escritor e é fascinado por vinhos. Ele e um amigo viajam pela Califórnia a procura de vinhos, mulheres e de si mesmos. É um filme agradável de ser visto, que tem um pouco de aventura (road movie), comédia, drama, romance, e até lições de enologia. Faça o seguinte: pegue o DVD na locadora e não esqueça de tomar um bom vinho enquanto assiste. Dica: prefira um californiano. Mas pode ser chileno ou argentino também.

domingo, julho 03, 2005

Perto Demais


Hoje vi Closer-Perto Demais (Closer, Mike Nichols, 2004), um belo drama romântico. Um quarteto se envolve numa estória intrigante de paixão e ciúmes. Dan (Jude Law) se apaixona por Alice (Natalie Portman), e depois se envolve com Anna (Julia Roberts). Aí arma um encontro de Anna com o Dr. Larry (Clive Owen), que se apaixonam. Atuações muito boas, diálogos fortes. Gostei do subtítulo "If you believe in love at first sight, you never stop looking", que é mais ou menos o seguinte: "se você acredita em amor à primeira vista, você nunca pára de olhar". Veja, que vale a pena.


Terminei de ler "Fernão Capelo Gaivota" (Jonathan Livingston Seagull, Richard Bach, 1970). Vi o filme (1973, Hall Bartlett) há muitos anos e quis ler o livro. A grande mensagem, para mim, é que a gente nunca deve abandonar nossos sonhos. Por outro lado, o livro tem um clima misto de evangelho e espiritualismo, sugerindo a busca da perfeição, que chega a ter uma nuance de fascismo. Polêmico.

sábado, julho 02, 2005

Sábado de sol



  • Sabedoria Popular:
    A gente ouve muita coisa em uma barbearia. Muita bobagem, muita mentira. Mas hoje, enquanto cortava o cabelo, ouvi uma frase que achei interessante: "O teimoso não anda pra frente". Segundo o filósofo alemão Schopenhauer, "obstinacy is the result of the will forcing itself into the place of the intellect", que quer dizer aproximadamente: " a teimosia é o resultado da vontade tomando o lugar do intelecto". Os teimosos, obstinados e pertinazes vão entender o significado disso tudo.
  • Browsers:
    A Info Exame deste mês traz um artigo sobre os browsers mais populares mostrando que o Firefox 1.0.4, o Opera 8.0 e o Netscape 8.0, nessa ordem, estão bem melhores que o Internet Explorer 6.0. Como eu já tinha ouvido falar bem do Firefox, resolvi instalá-lo. Quando se projeta páginas para a Internet é interessante ter à disposição os browsers mais populares porque eles mostram uma mesma página de modos ligeiramente diferentes.
  • Filmes:
    Hoje vi "Jogos Mortais" (Saw, 2004) do estreante James Wan. É um filme que poderia ser classificado como de terror, suspense, policial. É sobre um maluco que obriga as pessoas a se matarem ou a matar "para compreender o significado da vida". É tão ou mais pesado que "Seven" (David Fincher, 1995). Mas não melhor. Não recomendo, não.