quinta-feira, junho 30, 2005

O Homem Errado


Hoje resolvi rever "O Homem Errado" (The Wrong Man, Alfred Hitchcock, 1956). É um filme interessante porque é baseado em fatos verídicos. E também porque é a primeira e única vez em que Hitchcock fala em um filme, narrando pessoalmente o prólogo. Um músico conhecido como "Manny" (Henry Fonda) é preso porque algumas testemunhas o confundem com um assaltante. Daí, sua mulher Rose (Vera Miles) fica deprimida a ponto de ser internada. É um drama psicológico que deixa o expectador agoniado, numa atmosfera sombria de injustiça e desespero, magistralmente criada pelo gênio de Hitchcock. Cinematografia de primeira.

quarta-feira, junho 29, 2005

Fútbol - Copa Confederaciones



  • Clarín: La Selección vivió una pesadilla contra Brasil.
  • Olé: Brasil se tomó revancha: goleó por 4-1 a la Argentina y es el campeón.

sábado, junho 25, 2005

Cidadania


Ajude-me a divulgar estes dois portais muito interessantes. O primeiro é de interesse comum. E o segundo é de interesse estudantil, acadêmico, científico.

A Falsária


Acabei de ver "A Falsária" (A Good Woman, Mike Barker, 2004), comédia romântica baseada numa peça teatral de Oscar Wilde ("Lady Windermere's Fan"). E foi um prazer ver a Helen Hunt, já balzaquiana. E também a bela Scarlett Johansson e Tom Wilkinson, que trabalharam juntos em "Moça com Brinco de Pérola" (Girl with a Pearl Earring, Peter Webber, 2003), outro belo filme. A Helen Hunt é a Sra. Erlynne, que tem um passado e que diz: "If we were always guided by other people's thoughts what's the point in having our own?". Não se trata de uma obra-prima, mas vale a pena ser visto. Confira.

Falou, companheiro!


Ao ouvir o pronunciamento do presidente em cadeia de rádio e TV na última quinta, achei que tinha que escrever algo a respeito. Mas também achei melhor observar a reação à sua fala, para ponderar os prós e os contras. Tenho evitado abordar política aqui. Não sei se é o certo. Muitos blogs especializaram-se neste campo. Segundo a imprensa, nos Estados Unidos os blogs políticos já são tão importantes quanto a própria mídia tradicional. Talvez os amigos possam me ajudar a decidir se devo comentar mais política neste espaço. Quem me conhece sabe que sou democrata. Que não cheguei a lutar, mas torci pelo fim da ditadura que se instalou aqui durante a quartelada de 1° de abril de 1964. Entrou para a história como 31 de março para não ficar associada ao dia da mentira. E, claro, não me simpatizo com aqueles que se calaram e tampouco com os que foram seus moleques de recado. Também não é por isso que ponho a mão no fogo por quem a combateu. Em todos os casos, estes têm a minha simpatia. Mas voltemos ao tema inicial.
Na sexta pela manhã ouvi os comentaristas da Rádio Jovem Pan, que criticaram o pronunciamento. Nenhuma novidade. Não sei porque essa emissora tão destacada dá espaço a gente tão retrógrada. Prefiro nem citar nomes, para não promovê-los também, mas tem gente ligada até à Opus Dei! Só não mudei de estação porque não conheço outra emissora jornalisticamente tão inovadora. A impressão que me dá ouvindo aquelas pessoas é de que abri o Estadão e o Jornal da Tarde. A tinta que eles usam me fazem torcer o nariz...
Hoje o editorial da Folha - "Lula na TV", se não é simpático, está bem neutro e equilibrado - é por isso que a assino faz muitos anos. Ela destaca a fala do presidente: "... feliz do país que tem uma imprensa livre e democrática que a tudo pode acompanhar, fiscalizar e investigar."
Critiquei quando o Fernando Henrique aliou-se ao PFL para governar, e encaro da mesma forma o fato do Lula chamar o PTB, o PL e o PP para compor a base governista. Mas tenho que concordar com o Genoíno que "nenhum presidente vai governar sem ter maioria no Congresso". Na minha opinião, a melhor aliança para o país seria entre PT e PSDB. Usando as palavras do presidente, espero que tenham maturidade para corrigir seus próprios erros.

domingo, junho 19, 2005

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


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  • "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain" (2001, Jean-Pierre Jeunet) é um dos filmes da coleção de DVDs que a Folha lançou recentemente. Amélie, uma inocente e ingênua garçonete de Paris, com seu próprio senso de justiça, decide ajudar as pessoas, muda a vida delas e acaba descobrindo o amor. E a gente acaba apaixonado, não sabemos se pela personagem ou se pela atriz (Audrey Tautou, que vai ser Sophie Neveu em "The Da Vinci Code", a ser lançado ano que vem, como já comentei). O filme carrega nas cores, principalmente no verde e no vermelho, e tem uma fotografia belíssima. O filme é falado em francês. A menos que você seja americanófilo(a), veja, que vale a pena.
  • Hoje vi também "The Lodger" (O Pensionista, 1927), primeiro suspense do Alfred Hitchcock, mudo, em que um serial killer chamado "O Vingador" está à solta em Londres, assassinando loiras, no estilo de Jack, o estripador. Se aconselho? Só para os fãs.

domingo, junho 12, 2005

Die Fetten Jahre sind vorbei



  • Hoje vi Edukators (2004), do Hans Weingartner. É uma bela surpresa do cinema alemão. É o drama de três jovens ativistas que fazem protestos pacíficos, invadindo casas de ricos para trocar móveis e objetos de lugar a fim de deixar a burguesia com medo e consciência pesada. O título significa "os dias de fartura se acabaram" e é a mensagem que eles deixavam nas casas. Não é um filme panfletário, não se preocupe. Tem até um ar romântico. Confira, que vale a pena.
  • Nesta quinzena vi também dois filmes do Hitchcock, que recomendo só para os fãs:
    - Topázio (Topaz, 1969), suspense sobre a crise dos mísseis durante a guerra fria, em que um francês, a serviço dos americanos, obtém informações sobre os mísseis que os soviéticos estavam instalando em Cuba.
    - Estalagem Maldita (Jamaica Inn, 1939), film noir sobre uma gangue que saqueia navios naufragados em Cornwall lá pelo ano de 1800.

Jornal só serve para embrulhar peixe?

Síntese do golpe de 2016 Conheci gente que, quando abria um jornal, ia direto e somente às seções de esporte, diversão e lazer.  Ho...