domingo, junho 20, 2010

Eraserhead

“Eraserhead” é o primeiro longa-metragem de David Lynch, o criador da série “Twin Peaks” (1990). Não sei dizer se também é o mais estranho, porque dizem que “Estrada Perdida” (Lost Highway, 1997) é muito esquisito. De qualquer forma, a esquisitice é marca registrada de Lynch, que adora um mundo polarizado e dualista dos bons contra os maus, com ambientes escuros e decadentes, cortinas vermelhas, luzes piscantes, personagens deformados, closes nos olhos, ferimentos na cabeça, sonhos e pesadelos. Mesmo os filmes mais comportados dele, como “O Homem Elefante” (Elephant Man, 1980) e “Uma História Verdadeira” (The Straight Story, 1999), contém pelo menos um desses elementos. Em Eraserhead, Jack Nance interpreta Henry Spencer, um gráfico em férias dividido entre cuidar do filho mutante que teve assexuadamente com a namorada, observar a moça que canta no sistema de calefação, e desejar a vizinha morena e sensual. Veja o trailer no YouTube e só procure assisti-lo se você for mesmo um cinéfilo convicto. Antes um aviso: é para sentir, não para pensar.

domingo, junho 06, 2010

Lazer e cultura na cidade

Nesse feriado fui ao Horto Florestal, também desconhecido por Parque Estadual Alberto Löfgren. É uma das poucas áreas verdes que ainda restam na cidade. Fica ao lado do Núcleo Pedra Grande do Parque Estadual da Cantareira. E é freqüentado principalmente pelos moradores da zona norte da cidade, no distrito do Tremembé. Sempre tem gente espalhada pelas áreas de piquenique, playground, campo de futebol e trilha. Se não me engano, os pedalinhos ainda não voltaram a ficar disponíveis nos lagos, onde se podem observar carpas, patos, gansos, biguás, tartarugas, capivaras e diversos pássaros. Mas me chamou a atenção o pouco interesse pelos museus. O Museu Florestal Otávio Vecchi estava fechado. Mas no Palácio de Verão do Governador pouca gente visitava a exposição de pinturas de pacientes-artistas do Juqueri. Além dos lindos vitrais produzidos pela antiga Casa Conrado (que também criou os vitrais do Mercado Municipal), dos utensílios e do mobiliário do palácio, vale a pena ver as obras, em guache sobre papel e cartão, de Aurora Cursino dos Santos e de Ioitiro Akaba. Detalhe: até dia 13. É grátis. Veja mais detalhes nos links.