domingo, outubro 13, 2013

O Cremador

Karl Kopfrkingl (Rudolf Hrusínský) dirige um crematório em Praga, na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas, em 1930.   Ele é um perfeccionista, obcecado pela religião tibetana, defensor da cremação dos cadáveres para libertar e purificar a alma dos mortos.  Ao reencontrar o nazista Reineke, com quem ele tinha lutado pela Áustria na Primeira Guerra Mundial, Karl é levado a crer que tem sangue alemão e por isso deve enviar seu filho para uma escola alemã.  Depois Reineke o convence de que sua esposa é meio judia e, portanto, seus filhos também são judeus.  No contexto da radicalização política e da morte do Dalai Lama, Karl enlouquece e mata a esposa e o filho, mas falha ao tentar matar a filha.
O filme, dirigido por Juraj Herz em 1969, com roteiro dele mesmo e do autor Ladislav Fuks, tem cerca de uma hora e meia.  Confesso que achei bem chata a primeira hora, ao vê-lo pela primeira vez, mas o último terço ganha mais ação e o filme se torna inesquecível.   Em branco e preto, e com uma bela música, virou cult após vinte anos de proibição, sendo considerado um dos melhores filmes tchecos.  É meio expressionista, humor negro, sombrio, carregado.  Lembra Friedrich Murnau, Robert Wiene, Fritz Lang e até Nietzsche e Freud.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...