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Mostrando postagens de Abril, 2011

Grande Mídia

Quando eu era garoto o meu pai não comprava jornal.  Não que fosse tão caro, acho.  Mas nos faria falta.  Comprar um jornal de manhã, lê-lo durante o dia e descartá-lo à noite era um luxo apenas para a classe média, da qual a gente não fazia parte.  De vez em quando a gente lia as manchetes nas primeiras páginas, colocadas nas laterais das bancas de jornal.  O restante das notícias, só às 19 horas, na “Hora do Brasil”, quando a gente se reunia na sala, em torno do rádio.  A gente não tinha televisão.  Revistas, eu só lia no barbeiro, mas lá eu preferia os gibis mesmo.  Aprendi a ler na cartilha “Caminho Suave” e fui culturalmente colonizado pelo “Mickey”. Hoje, depois ter assinado por muito tempo um grande jornal paulistano e algumas revistas semanais, estou decepcionado com a grande mídia.  Compreendi o significado de “PiG”, o partido da imprensa golpista, isto é, a nossa grande mídia, principalmente Globo/CBN/Época, Band, Folha, Estado, Abril/Veja.  Prefiro me informar pela Internet,…

Jogo de Poder

Na maioria das vezes dou maior peso à direção, mas a opinião da crítica especializada e o tema também são critérios que uso para escolher os filmes que vejo.E, claro, algumas vezes o elenco também chama a minha atenção.Foi o caso de “Jogo de Poder” (Fair Game, 2010), do mesmo diretor de “Identidade Bourne” (The Bourne Identity, 2002), Doug Liman.Nesse caso, minha escolha foi influenciada pela presença de Sean Penn e Naomi Watts, que também atuaram juntos em outro drama biográfico, “O Assassinato de um Presidente” (The Assassination of Richard Nixon, 2004, Niels Mueller), além do ótimo “21 Gramas” (21 Grams, 2003, Alejandro González Iñárritu).Em “Jogo de Poder” eles interpretam o casal Joe Wilson e Valerie Plame.Ele escreve e publica um artigo desmentindo o governo Bush, que na época (2003) montava a farsa usada para invadir o Iraque.Em represália, o chefe de pessoal do vice-presidente Dick Cheney deixa vazar intencionalmente a identidade de sua esposa, que era agente da CIA.

Semana passada

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Já se escreveu bastante sobre a morte de José de Alencar na terça, lamentada até pelos conservadores, que de forma oportunista lembraram que o vice (mais querido de nossa história) sempre criticava os juros vigentes em nossa economia. O PiG só não comparou o histórico das taxas de juros do governo que apoiou (FHC) e do governo que perseguiu (Lula), e que está disponível na página do Banco Central.
Vou-me restringir apenas aos fatos envolvendo os conservadores na segunda-feira (28/03) e na sexta-feira (01/04).
Na segunda, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), "viúva" da ditadura militar, além de expressar livremente (a convite do programa "CQC", da Band) sua opinião, aliás já conhecida, sobre cotas raciais e sobre homossexualismo, cometeu crime de prática de racismo em um meio de comunicação ao responder a uma pergunta da cantora Preta Gil.  Veja o trecho do programa no YouTube. É interessante notar que não houve um improviso, já que as respostas dele foram gra…