domingo, abril 30, 2006

O desespero das elites

A cada dia que passa recebo mais spam político-eleitoral a serviço das elites que pela primeira vez na história do país ficaram de fora do núcleo do poder. Estão desesperados para voltar. Vão apelar e fazer de tudo para voltar. Estão famintos e sedentos de poder. Quem são eles? São aqueles que apoiaram o regime fascista que foi implantado no Brasil em 1964 para defender os interesses geopolíticos dos norte-americanos, e hoje se apresentam como se fossem democratas. No plano político, são os reacionários, conservadores e liberais, ex-UDN, ex-Arena, e hoje espalhados pelo PFL, PSDB, PP, PL e PRONA. Essa gente é apresentada como a esperança e o futuro do país pela imprensa marrom, como é o caso da revista da família Civita, a Veja, esse arremedo de jornalismo. Eles e outros tubarões estão financiando a campanha "Quero Mais Brasil" - já viram aquela propaganda com a mulherada lavando a bandeira do Brasil num rio? Pois é. As raposas querem voltar a tomar conta do galinheiro.
Leitor e assinante da Veja, acorde. Procure, para variar, ler a revista Novae, a Caros Amigos, ou o Observatório da Imprensa, por exemplo. É preciso ouvir diferentes opiniões e pontos de vista, e ponderar equilibradamente para podermos formar e ter opinião própria. Se não, vamos ficar repassando e-mails por aí, disseminando preconceitos e ideologias alheias?

sábado, abril 29, 2006

Emular, para matar saudades

Estou numa fase nostálgica. Nestes dois últimos dias, tenho curtido as lembranças de meus primeiros micros. Meu primeiro contato com a informática foi na faculdade. Foi num curso sobre uma linguagem que não entendi, e por isso detestei informática naquele momento. Uns anos depois, comprei meu primeiro "personal computer", um TK85, da Microdigital, que era (como seus antecessores TK82, TK82C e TK83) um clone do Sinclair ZX-81. Tinha que ser ligado à televisão, mas não tinha cores nem som. Os programas eram armazenados em fita cassete.
No Plano Cruzado, comprei um CP400 Color II, clone do TRS-Color II da Tandy Radio Shack. Foi um avanço e tanto. Era praticamente um teclado, parecido com esses atuais, de PC. Também não tinha monitor, mas já tinha cores e som! Além disso, tinha saída para impressora, joystick e entrada para cartuchos. A armazenagem dos programas podia ser em fita cassete e também em disquetes de 5 1/4" - cheguei a ter um drive.
Depois, tive um MSX Gradiente Expert 1.1 Br, com monitor monocromático (verde), modem, cartão de 80 colunas, gravador de fita cassete e uma série de periféricos, inclusive drive de disquetes de 3 1/2", que era o mesmo do PC.
Por causa desse micros, aprendi linguagem de máquina (assembly) do Z80 (chip do TK85 e do MSX) e BASIC (Beginner's All-purpose Symbolic Instruction Code, ou Código de Instruções Simbólicas de Uso Genérico para Principiantes). E daí, o interesse por Visual Basic e Java.
Mas porque mencionei tudo isto? É porque encontrei na Internet alguns emuladores para meus 3 antigos micros. Resultado: só diversão. E algum trabalho, para lembrar das instruções nas suas respectivas versões de BASIC. Eis os links para os emuladores que estão tomando meu tempo agora:

Em tempo: estou montando um curso de programação das linguagens BASIC, Visual BASIC e Java. Já coloquei a página de Introdução ao BASIC em minha homepage. Se tiver paciência, dê uma olhada em http://www.geocities.com/lcmoura/program/basic1.htm

terça-feira, abril 25, 2006

Martin Scorsese

O Scorsese é um daqueles grandes diretores que até hoje não receberam nenhum prêmio da Academia (de Artes e Ciências Cinematográficas) de Hollywood, isto é, nenhum Oscar. Ainda bem, poderíamos dizer, já que este é um prêmio discutível, comercial demais talvez. Afinal, olha quem também não ganhou: Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Federico Fellini, Akira Kurosawa, e Ingmar Bergman! Se estes gênios não ganharam, talvez seja até um demérito ganhar, não?
Com mais de 30 filmes, do Martin Scorsese eu citaria: "Caminhos Perigosos" * (Mean Streets, 1973), "Alice Não Mora Mais Aqui" (Alice Doesnt't Live Here Anymore, 1974), "Taxi Driver- Motorista de Táxi" * (Taxi Driver, 1976), "Touro Indomável" * (Raging Bull, 1980), "O Rei da Comédia" * (The King of Comedy, 1983), "Depois de Horas" (After Hours, 1985), "A Última Tentação de Cristo" (The Last Temptation of Christ, 1988), "Os Bons Companheiros" * (Goodfellas, 1990), "Cabo do Medo" * (Cape Fear, 1991), Cassino * (Casino, 1995), "Gangues de Nova Iorque" (Gangs of New York, 2002), e "O Aviador" (The Aviator, 2004). Os que estão com asterisco (*) têm no elenco o completo Robert De Niro.
Sabe que já comentei aqui mais de 60 filmes? Acho que seria uma boa idéia fazer uma lista deles, não?

domingo, abril 23, 2006

Família

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Eu e meus irmãos, na Vila Madalena, sexta-feira. Momento raro. A gente se vê assim umas duas ou três vezes por ano, somente. Coisas da vida. Cada um segue seu próprio caminho. Como diz um provérbio, um irmão é um amigo que Deus te deu; um amigo é um irmão que teu coração escolheu. Não é incomum as pessoas terem amigos muito mais próximos que os próprios irmãos. Mas concordo com o ator americano Leonardo DiCaprio, que disse que "irmãos não têm necessariamente que dizer alguma coisa uns aos outros - eles podem se sentar numa sala, ficar juntos e completamente confortáveis uns com os outros".

domingo, abril 16, 2006

Socorro!

  
Está tudo bem. Passei a Páscoa revisitando Socorro, Serra Negra, Lindóia e Águas de Lindóia, o chamado circuito paulista das águas, a cerca de 120 km da Capital. Bom local para descansar e fugir do tumulto em que as praias devem ter-se tornado neste feriadão de Páscoa.

Em Socorro, fui ao Parque dos Sonhos (foto acima), a "Terra da Aventura", com suas trilhas, cachoeiras e atrações radicais (como uma tirolesa de 1 km de extensão e a 160 m de altura). E também visitei a Gruta do Anjo, onde pilotei um radicalíssimo pedalinho! ;-)

Em Águas de Lindóia, que continua cada vez mais linda, fui (devidamente trajado) ao Morro Pelado (1400 m), de onde flagrei um pôr-do-sol e um nascer-da-lua.

De quebra, prestigiei a FACITUR, feira de artesanato e algo mais de Serra Negra, e a FENAT, feira do tricot de Monte Sião, ambas com desfiles de moda e sorteios de brindes.
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quarta-feira, abril 12, 2006

Turismo em Sampa

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Hoje coloquei o cavalo na chuva e fui passear no centro velho de São Paulo, de novo. Por sorte não choveu. Nem eu fui a cavalo. Fez um dia ensolarado, com poucas nuvens, céu de brigadeiro. E fui de metrô. Fora da hora do rush. Nada mal. Mas, olha o que visitei:



  • Torre do Banespa: mirante com vista panorâmica de 360° do centro de São Paulo. Pena que só abre dias de semana, das 10 às 17 horas. Fim de semana, só em janeiro. Gratuito.
  • BM&F - Bolsa de Mercadorias & Futuro: dá para ver o pregão, aquela movimentação e gritaria de uns querendo vender e outros querendo comprar, como a gente vê pela TV. Gratuito.
  • Museu da Língua Portuguesa: na Estação da Luz, com 3 andares dedicados à língua, sua literatura e história, e muita interatividade e ótimos recursos audio-visuais. Veja o site, que vale a pena. Só R$ 4,00.
  • Pinacoteca do Estado: exposição de cerca de 4 mil peças, muitos quadros e esculturas, passeio altamente cultural. Fica ao lado da Estação da Luz e da Praça da Luz, revitalizadas. Também R$ 4,00.


terça-feira, abril 11, 2006

Cidade de Deus

Na semana passada a Globo exibiu "Cidade de Deus" (2002, Fernando Meirelles). O filme se passa em uma favela carioca. E mostra a violência e o tráfico de drogas, sob o ponto de vista de Buscapé (Luís Otávio, criança, e Alexandre Rodrigues, adulto), que consegue escapar da bandidagem tornando-se um fotógrafo. É simplesmente excelente. Assim como a série "Cidade dos Homens", sobre as aventuras de Laranjinha (Darlan Cunha, Dadinho no filme) e Acerola (Douglas Silva, Filé-com-Fritas no filme), co-dirigida pelo Fernando Meirelles. O Fernando também co-dirigiu "Domésticas - O Filme" (2001). E recentemente dirigiu "O Jardineiro Fiel" (The Constant Gardener, 2005), adaptação do romance do John Le Carré, com o Ralph Fiennes e a Rachel Weisz, que ganhou o Oscar e o Golden Globe de melhor atriz coadjuvante em 2006. Dica: fique de olho nesse diretor. São só três filmes. Mas excelentes filmes.

segunda-feira, abril 10, 2006

Livro Livre

Na época do e-mail, a boa nova é que a gente tem que aprender a escrever, e a melhor forma de fazer isto é aprendendo a ler! Não é preciso acender uma vela em pleno dia e, a la Diógenes, andar à procura de alguém que não tenha dificuldades com a nossa bela língua portuguesa. Então, vou comentar com os amigos essa idéia do Movimento Livro Livre e do BookCrossing.com. Passar adiante um livro que você já tenha lido é uma boa idéia. Claro que pode ser melhorada, com sugestões e críticas construtivas. Mas é um bom princípio. Que me desculpem os que pensam diferente, mas ler é fundamental. Não resisto a fazer apenas duas citações, bem discretamente. Quando tenho algum dinheiro, eu compro livros; e sobrando algum dinheiro, compro comida e roupa*. Há crimes piores do que a queima de livros; um desses crimes é não lê-los**. Por falar nisso, quem já foi ao Museu da Língua Portuguesa? Preciso ir.


* Desiderius Erasmus (1465 - 1536)
** Joseph Brodsky (1940 - 1996

Liberdade de Expressão

Hoje em dia, infelizmente é comum a gente receber e-mails não solicitados e mesmo indesejados. É o famigerado "spam". É propaganda de produtos e serviços, campanha político-eleitoral, correntes, fórmulas infalíveis de ganhar dinheiro, lograr conquistas e aumentar isso ou aquilo, pornografia, apresentações diversas em PowerPoint, piadas discriminatórias etc. Veja uma definição mais completa no Movimento Brasileiro de Combate ao Spam.
Hoje respondi assim a um spam político-eleitoral repassado por um amigo:
"Solicito que não me repasse esse tipo de spam. Respeito a opinião alheia e solicito que a minha opinião também seja respeitada. Nós, eu e você com certeza, prezamos muito a liberdade de pensamento e de expressão. As pessoas têm o direito de falar o que quiserem, assumindo o que pensam com responsabilidade. E também têm o direito de escolher o que querem ouvir e ver. Há canais adequados para a livre expressão. Entendo que o e-mail (e particularmente o corporativo) não é o canal mais adequado, a não ser que previamente combinado. Assim, peço que não me repasse nenhuma mensagem contendo julgamento político, filosófico, religioso ou étnico, sob nenhum pretexto.
Deixemos as brincadeiras para as crianças, que são inocentes. E, como homens e mulheres, busquemos o que entendemos ser melhor para todos, sempre respeitando e tratando as diferenças de forma democrática.
Abraço saudoso a você e aos amigos da lista"
Outro dia a companhia telefônica me ofereceu o serviço de leitura de e-mail em meu celular. Seria ótimo, caso não houvesse tanto lixo enviado à nossa caixa-postal. Sempre que abro minha correspondência, vejo lá centenas de mensagens inconvenientes. Não leio. Apago todas. Mas sempre sobram algumas, principalmente de amigos, colegas, conhecidos. Respondo quando acho que vale a pena. E dificilmente repasso uma mensagem. Já repassei, claro. Mas decidi não fazê-lo mais. Mesmo que eu repasse a um círculo reduzido de amigos, estes podem por sua vez repassar a outro círculo também reduzido de amigos, e assim por diante. Sei que muitas vezes as pessoas não estão mal intencionadas. Eu mesmo já devo ter incomodado pessoas, sugerindo-lhes que dessem uma olhadinha nesse blog. Peço desculpas, portanto. De qualquer forma, é preciso bom senso e discernimento. Vamos usufruir do direito de livre expressão com responsabilidade, sem cercear o nosso sagrado direito de escolha.

domingo, abril 09, 2006

Santos é Campeão Paulista de 2006!




Agora quem dá bola é o Santos
O Santos é o novo campeão
Glorioso alvinegro praiano
Campeão absoluto desse ano

Santos, Santos sempre Santos
Dentro ou fora do alçapão
Jogue onde jogar
És o leão do mar
Salve o novo campeão

sábado, abril 08, 2006

Quis custodiet ipsos custodes

Terminei de ler "Fortaleza Digital" (Digital Fortress, 1998, Dan Brown). Ei, não me olhe com esse ar de reprovação. Eu ganhei o livro. Seria indelicado não lê-lo. Mas tenho que dizer que foi interessante. Não é nenhum clássico. Mas é entretenimento. Suspense. Começa chato. Depois fica interessante. Eu, que lia aos poucos no início, ficava agora curioso a respeito do próximo capítulo. Aí decidi terminar de vez. Demorei uns meses para ler 1/4 do livro. E menos de 24 horas para terminar. Já imagino o texto sendo convertido em roteiro - filme à vista, portanto. Vamos conferir. Afinal este livro continua entre os 10 mais vendidos na categoria de ficção, ao lado de "Anjos e Demônios", "Ponto de Impacto" e "Código Da Vinci", todos do Dan Brown. Em tempo: o título acima está em Latim e significa aproximadamente "Quem guardará os (próprios) guardiões (?)". Significa... melhor você ler o livro, se está curioso (a).

segunda-feira, abril 03, 2006

Polanski

Ontem revi no TCM a "Dança dos Vampiros" (The Fearless Vampire Killers or Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck, 1967, Roman Polanski). E ri novamente com o velho cientista e professor Abronsius (Jack MacGowran) e seu assistente, Alfred (o próprio Polanski), que vão a uma fria e remota vila da Transilvânia em busca dos vampiros. É sempre um grande prazer ver um filme do Polanski. Uma vez comentei com alguém que se você, numa locadora ou numa loja, vir um filme do Polanski, mesmo que não tiver nenhuma referência pode alugar ou comprar sem medo ou dúvida - tenho certeza de que você vai gostar. A referência é o próprio Polanski. Cito alguns filmes dele a seguir: "Repulsa ao Sexo" (1965, com a Catherine Deneuve), "Armadilha do Destino" (1966), "O Bebê de Rosemary" (1968, com a Mia Farrow), "Macbeth" (1971), "Chinatown" (1974, com o Jack Nicholson), "O Inquilino" (1976), "Tess" (1979, com a Nastassja Kinski), "Busca Frenética" (1988, com o Harrison Ford), "Lua de Fel" (1992), "A Morte e a Donzela" (1994), e "O Pianista" (2002). Se você não viu algum, faça o favor a si mesmo. É CINEMA. Isto mesmo, com letra maiúscula.

sábado, abril 01, 2006

Primeiro de Abril

Conforme a Folha de hoje "para Exército, golpe alicerçou democracia". A ordem do dia de ontem, segundo a qual o golpe ajudou a "alicerçar a convicção perene de que preservar a democracia é dever nacional", foi assinada pelo comandante do Exército, general Francisco Albuquerque. Detalhe: no mês passado, esse general democraticamente fez com que um avião, que já estava lotado e iniciando procedimento de decolagem na pista, voltasse para que ele e sua esposa pudessem embarcar no lugar cedido por um casal. Ainda bem que nossas gloriosas forças armadas sempre estão vigilantes na preservação da democracia, não? Excelente.

Dica de Micreiro

Se você gosta de manter seu computador funcionando de forma otimizada, além de freqüentemente rodar o Scandisk e o Defrag e atualizar seu AntiVírus e AntiSpyware, tente estes dois aplicativos gratuitos (freeware):

Brian De Palma

Ontem revi no canal AXN, com som original e legendas em castelhano, "Os Intocáveis" (The Untouchables, 1987, Brian De Palma). Na época da Lei Seca (anos 30) em Chicago, Al Capone (Robert De Niro) é enfrentado pela equipe de agentes federais incorruptíveis formada por Eliot Ness (Kevin Costner), Jim Malone (Sean Connery, que ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante), George Stone (Andy Garcia) e Oscar Wallace (Charles Martin Smith). Dos mais de 30 filmes do Brian De Palma, este é um melhores em minha opinião, assim como "Carrie, a Estranha" (1976, com a Sissy Spacek), "Vestida para Matar" (1980, com o Michael Caine), "Um Tiro na Noite" (1981, com John Travolta), "Scarface" (1983, com Al Pacino), "Dublê de Corpo" (1984, com Melanie Griffith), "O Pagamento Final" (1993, com Al Pacino) e "Olhos de Serpente" (1998, com Nicholas Cage), entre outros. Em "Os Intocáveis" o melhor discípulo de Hitchcock incluiu aquela cena do carrinho de bebê descendo a escadaria, uma citação a Sergei Eisenstein em "O Encouraçado Potemkin" (Bronenosets Potyomkin, 1925). Isto é cinema.