Cisne Negro

Sábado fui ver “Cisne Negro”, do nova-iorquino Darren Aronofsky e com a israelense Natalie Portman, que acabou de ganhar o Oscar de melhor atriz.  Oscar merecido, por sinal.  Natalie já atuou em diversos filmes, iniciando no ótimo “O Profissional” (Léon, Luc Besson, 1994) e participando dos excelentes “Fogo contra Fogo” (Heat, Michael Mann, 1995) e “V de Vingança” (V for Vendetta, James McTeigue, 2006).  Hoje, segundo a agência AFP, Natalie, que é judia, condenou os recentes comentários anti-semitas do estilista Jhon Galliano da maison Dior.
Voltando ao filme, Natalie interpreta Nina, que tem obsessão por ser a melhor bailarina e lograr substituir a recém aposentada Beth (Wynona Ryder) no clássico “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky.  Para isso ela tem que interpretar o Cisne Negro (Odile, a feiticeira perversa) tão bem quanto interpreta o Cisne Branco (a angelical princesa Odette).  É uma tarefa extremamente difícil porque Nina, embora muito dedicada e tecnicamente perfeita, é do tipo certinha e comportada.  A pressão da mãe (Barbara Hershey), do diretor (Vincent Cassel) e de uma nova concorrente, Lily (Mila Kunis), leva a uma metamorfose psicológica aterrorizante.  Confesso que esperava um pouco mais da condução do desfecho do filme, mas mesmo assim o recomendo para quem gosta de cinema.
Depois do Oscar de 2010, em que o medíocre e belicista “Guerra ao Terror” superou o belo e pacifista “Avatar”, estava achando que esse ano o prêmio não seria político e comercial.  Fui ingênuo, não?

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