domingo, dezembro 28, 2014

Veja o apogeu da enganação

A apenas quatro dias da virada do ano, e da posse da presidenta, parte da mídia ainda está inconformada com a vitória popular nas urnas.  É o caso do Estadão, cujos editoriais seguem aquela linha panfletária e reacionária da revista VejaQueNojo.  O despeito fica claro no editorial de hoje, ‘o consumo da informação’, ao festejar o resultado da Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, que ainda aponta o jornal como o meio de comunicação mais confiável. Dos entrevistados, 58% confiam nos jornais enquanto que de 67% a 71% não confiam em sites, blogs e redes sociais. Jornalão dos Mesquita fala em credibilidade e ‘bom jornalismo’, mas esquece de que para isso é necessário isenção, independência, apartidarismo e pluralismo.  Com medo da regulação da mídia, esquecem-se do princípio do contraditório e da ampla defesa.
A Folha, para variar, está em cima do muro e dá um refresco.  O editorial ‘Dilma 2.0’ é um retrato disso. O melhor do jornalão dos Frias ainda é a coluna do Janio de Freitas: ‘Como um paredão’ aborda de forma equilibrada inclusive o novo ministério da Dilma.
O Globo, embora cada vez mais parecido com a Época e seu modelo, a Caras, dá uma lição sobre o contraditório e a ampla defesa, ao abordar a questão do MERCOSUL e incluir a opinião do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).
A VejaQue Nojo diz que pagou mico em 2014, o apogeu da enganação.  Não li e não vou ler, mas talvez se refiram também à maior barriga jornalística de sua história, o caso Boimate.
A QuantoÉ dependente continua com aquela ladainha que é o novo mimimi dos derrotados nas urnas, da ‘nova oposição’.  Festejam a ascensão da velha direita, com Caiado, Bolsonaro e os fascistas de sempre.
A Época, imprensa rosa, que inspira o jornal dos Marinho, mal disfarça o pensamento coxinha que festejou Joaquim Barbosa e agora tieta Venina Velosa da Fonseca. Jornalismo de esgoto não merece comentários.
Foi-se o Natal.  Então é Ano Novo. Feliz 2015 para todo mundo, inclusive os walking dead teleguiados por nossa mídia sempre golpista.

domingo, dezembro 21, 2014

Mídia engajada não ouve também a outra parte

Ei, ei, você se lembra dos meus editoriais? Continuam os mesmos.  Mas a nossa aparência, quanta diferença! Estamos cada vez mais parecidos com aquela revista de fofocas da imprensa rosa.
A Folha continua dando uma no cravo e outra na ferradura, dissimulada como sempre. Praticamente a única coisa que presta nesse pasquim que apoiou a ditadura é a coluna do Janio de Freitas, um verdadeiro oásis nesse deserto de canalhice que é a mídia brasileira.
O Estadão está cada vez pior, com seus editoriais que mais parecem a homepage do tucanato.  Claramente ainda está inconformado com o resultado das eleições, assim como as revistas VejaQueNojo e QuantoÉ-dependente, além da Rádio Jovem Pan AM, apenas para citar alguns dos mais fervorosos adeptos da cruzada contra o PT, Lula e Dilma.
O húngaro-americano Joseph Pulitzer foi um verdadeiro profeta quando afirmou que, com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma. Formar uma opinião, escolher um lado e descer do muro, ao contrário do pensa a mediocridade, está muito longe de radicalismo ou de extremismo.  A mídia também tem esse direito, mas não pode se transformar em libelo acusatório e difamatório, desprezando o princípio do contraditório e da ampla defesa.  É um direito do consumidor que a opinião esteja separada da informação.  Isto é, a mídia, se quisesse, bem que podia tentar ser um pouquinho isenta, plural, independente e apartidária.
A boa nova é que cada vez mais as pessoas estão deixando de lado a velha mídia formada por rádio, TV, revistas e jornais, que está concentrada nas mãos de uma dúzia de famiglias, para buscar alternativas na Internet.  Continuarei então a sugerir algumas opções para leitura e reflexão, dessa vez com bastante bom humor:

Seja Dita Verdade

Desespero da Veja

Limpinho & Cheiroso

Hariovaldo Almeida Prado

Ficha Corrida

Desculpe a nossa fAlha

Tia Carmela

E, para terminar, eis o melhor momento da televisão brasileira:










domingo, dezembro 14, 2014

Após 50 anos ainda restam muitas viúvas das trevas




O melhor do pasquim dos Frias hoje, como no ano todo, é a coluna do Janio de Freitas, ‘Curiosidades a jato’, comentando a relatividade da corrupção, repercutida pelo Brasil247.  Imperdível. 
A página de Opinião do Estadão mais parece a Home do PSDB, com editoriais criticando Lula, Haddad e o PAC.  Nenhuma novidade.

O Globo, que está cada vez mais parecido com a revista Época e ambos com a Caras, ao contrário do Estadão, tem em sua página de Opinião a coluna digna da Dorrit Harazin sugerindo ‘Chega de eufemismos’ ao comentar sobre os relatórios da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão de Inteligência do Senado dos EUA, e as “técnicas de interrogatório avançadas”, o “conjunto de procedimentos alternativos” ou, mais sinceramente, “métodos repugnantes”.  As colunas de José Miguel Wisnik e de Arnaldo Bloch também comentam a prática da tortura como política de Estado tanto no Brasil como nos Estados Unidos.

O panfleto da famiglia Civita continua em sua cruzada político-ideológica contra o PT, Lula e Dilma, com colunistas hidrófobos como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Rodrigo Constantino e outros.  O outro libelo, a QuantoÉ dependente, segue a mesma linha após a guinada à direita com a saída do Paulo Moreira Leite (hoje no Brasil247).

O melhor da semana foi a apresentação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.   O Globo, cria do regime militar-terrorista, repercutiu.  A BBC também comentou sobre os regimes fascistas sul-americanos, apoiados pelos Estados Unidos, destacando que ‘as feridas continuam abertas’ no Cone Sul.  Por outro lado, Jair Bolsonaro diz que o relatório da CNV é ‘revanchista e calunioso, e tem como objetivo atacar as Forças Armadas’.

O pior da semana, a propósito, foi o discurso do Jair Bolsonaro (deputado federal mais votado do PP-RJ, Partido ‘Progressista’) que, em sessão plenária do Conselho de Ética da Câmara, disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia ser estuprada – por ser muito feia, complementou depois. Aí cabe a pergunta: ela mereceria ser estuprada se fosse bonita? O maior problema não é a manifestação livre dele.  Ele fala em nome de seu público, os animais que o curtem e compartilham. É inacreditável o número de walking dead que nas redes sociais defende este filhote da ditadura, representante do que há de pior na direita brasileira. Este é o maior e mais preocupante problema: o renascimento do nazifascismo. Fica a seguinte pergunta: a mãe ou a filha de quem o apoia e elege merece ser estuprada? Que me perdoem os besouros, mas seu alimento, Jair Bolsonaro, precisa ser cassado urgentemente.

Para o alienado que não conhece o animal da direita, veja como ele apoiou o playboy:


domingo, dezembro 07, 2014

Coxinhas hipnotizados defendem impeachment e golpe militar


A Falha destaca hoje que ‘brasileiros responsabilizam Dilma por escândalo de corrupção na Petrobras’, segundo o DataFalha.  E também a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida em 1964 em resposta à ‘ameaça comunista’ porque Jango feriu os interesses da classe média e da elite. Ontem a Marcha da Discórdia, segundo o mesmo folhetim, reuniu 5000 marias-vão-com-as-outras no centro novo de São Paulo, que pediram o impeachment da presidenta e o golpe militar. O lesado cantor Lobão reclamou a ausência do Caiado e do playboy derrotado.  No final apareceu o carbonário Zé Bolinha Çerra para botar lenha na fogueira e confessar na maior cara-de-pau que, como governador irresponsável, se orgulha por ter atrasado o projeto do trem-bala.  Realmente a única coisa que presta neste panfleto da famiglia Frias é a coluna do Janio de Freitas, que hoje aborda o trabalho da Comissão da Verdade.
O conservador confesso Estadão destaca que ‘satisfação com a democracia volta a crescer’, segundo o Globope, mas festeja em editorial a volta da ‘oposição de verdade’, mais parecendo uma nota oficial do PSDB.  Ao mesmo tempo, o folhetim da famiglia Mesquita aborda a institucionalização do racismo em Israel, tema relevantíssimo para um jornal ‘brasileiro’.  De qualquer forma o texto ilustra bem como sionismo e nazifascismo são idênticos.

Devo admitir: O Globo está melhor do que os panfletos paulistanos.  Hoje destaca que as favelas da cidade deixam de serem redutos de miséria.  E está ótima a opinião da Dorrit Harazin, esposa do jornalista Elio Gaspari, Cenas de um Divórcio, abordando a questão racial em Patópolis.  Aliás, recomendo “A Ditadura Envergonhada”, livro do Elio Gaspari sobre o período entre os golpes de 1964 e de 1968 (que faz aniversário no sábado que vem).
Nem vou comentar sobre as nossas revistas semanais, a não ser que a revista QuantoÉ está cada vez mais a cara da VejaQueNojo.  Essas revistas abandonaram o jornalismo para se engajar na militância político-ideológica faz tempo.  A única que vale a pena ser lida é a CartaCapital, ainda.

O melhor da semana, em minha humilde opinião, está no Carta Maior, site que recomendo e que, além de lembrar que a esposa do juiz da Lava Jato é assessora jurídica do vice do governador tucano Beto Richa, traz o artigo do Beto Almeida destacando que, ‘sempre que presidentes brasileiros tomaram medidas em favor dos trabalhadores, houve implacável reação golpista’, prática repetida hoje, como ilustra a foto acima.
 

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Os Corruptos


Não, o título não se refere aos políticos do PSDB que integram a Lista de Furnas.  Trata-se de um dos melhores filmes noir do austríaco Fritz Lang: The Big Heat, 1953.
Nele, o policial Dave Bannion (Glenn Ford) investiga uma organização criminosa politicamente muito poderosa. Não vou contar o fim da estória, claro.  Mas este filme, assim como "Fúria" (Fury, 1936, com Spencer Tracy), de alguma forma lembra nosso país quando era governado pela direita e o comportamento dos golpistas até hoje.  Este gênero é reconhecido pelo preto e branco, pelo forte contraste, pela pouca iluminação, pelas sombras.  Pode ser classificado também como filme de mistério, crime e suspense.  Os protagonistas geralmente são policiais, detetives, vigilantes, gangsters, vigaristas, assassinos, corruptos e corruptores.   O clima psicológico predominante é de cinismo, crueldade, pessimismo, infidelidade, ganância, ambição e frustração.  Apesar disto são obras inesquecíveis de diretores importantes, como Billy Wilder, John Huston, Orson Welles, Otto Preminger, Alfred Hitchcock, Howard Hawks, Stanley Kubrick, Nicholas Ray, Michael Curtiz e William Wyler, entre outros.
Outros títulos imperdíveis do Fritz Lang neste gênero são:
"Almas Perversas" (Scarlet Street, 1945),
"Um Retrato de Mulher" (The Woman in the Window, 1944),
"Os Carrascos Também Morrem" (Hangmen Also Die!, 1943) e
"Vive-se Uma Só Vez" (You Only Live Once, 1937).
A menos que você seja um daqueles alienados que só consomem blockbusters regados a Coca-Cola, não deixe de ver ou rever estes clássicos.  Ah, e se quiser se informar, ou relembrar, saiba mais sobre a Lista de Furnas no "blog sujo" http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com.br/
Lista de Furnas - 1a página

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...