domingo, novembro 21, 2010

Cinema de Billy Wilder

“Inferno N° 17” (Stalag 17, 1953) é um filme dramático de Billy Wilder sobre um campo de prisioneiros militares na Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.  É baseado numa peça escrita para a Broadway por Donald Bevan e Edmund Trzcinski, que também atua no filme. A estória gira em torno da suspeita de que o sargento Sefton (William Holden) fosse um informante dos nazistas.
 Holden atuou também em “A Ponte do Rio Kwai” (The Bridge on the River Kwai, 1957, David Lean) e “Meu Ódio Será Sua Herança” (The Wild Bunch, 1969, Sam Peckinpah), além de ser dirigido por Wilder no ótimo “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset Blvd, 1950).
Um dos destaques é o diretor Otto Preminger, de “Laura” (1944, com Vincent Price) e “Anatomia de Um Crime” (Anatomy of a Murder, 1959, com James Stewart) interpretando o comandante Oberst von Scherbach, que faz questão de calçar as botas quando tem que telefonar para Berlim, só para bater uma na outra ao fazer a continência.
Mas o principal destaque é a dupla formada por Roberto Strauss e Harvey Lembeck, que também viveram os sargentos Stanislaus Animal Kuzawa e Harry Shapiro naquela peça.  É o contraponto cômico à tragédia da guerra.
Billy Wilder era um repórter judeu que fazia roteiros para filmes alemães até a ascensão de Hitler, quando fugiu para os Estados Unidos e onde aprendeu inglês e dirigiu outros filmes fantásticos como:
“Pacto de Sangue” (Double Indemnity, 1944)
 “Farrapo Humano” (The Lost Weekend, 1945)
“A Montanha dos Sete Abutres” (Ace in the Hole, 1951, com Kirk Douglas)
“Testemunha de Acusação” (Witness for the Prosecution, 1957, da Agatha Christie, com Tyrone Power e Marlene Dietrich)
“Quanto Mais Quente Melhor” (Some Like It Hot, 1959, com Marilyn Monroe)
“Se Meu Apartamento Falasse” (The Apartment, 1960, com Shirley MacLaine) 

terça-feira, novembro 02, 2010

The Walking Dead

As TV's pagas Fox e FX estão exibindo em pleno feriado de Finados o primeiro episódio de "The Walking Dead", do Frank Darabont, que estreou antes de ontem nos Estados Unidos.  Para quem não se lembra, o franco-americano Frank Darabont dirigiu os ótimos "Um Sonho de Liberdade" (The Shawshank Redemption, 1994) e "À Espera de um Milagre" (The Green Mile, 1999).  Depois dos vampiros, agora é a vez dos zumbis no cinema e na literatura.

Ignorância ou cinismo?

A velha classe média paulista não votou na Dilma porque ela teria sido “terrorista”, mas elegeu senador o Aloysio Nunes, motorista e guarda-costas do Carlos Marighela.  Será cinismo ou simplesmente ignorância?  Agora, essa gente destila preconceito e discriminação, apontando como causa de sua frustração e amargura principalmente os nordestinos e os analfabetos.  Logo essa burguesia, que é politicamente analfabeta e alienada.  Pensando nessa “raça”, termo usado por aquela múmia nazista de Santa Catarina, lembrei de Cazuza: “A burguesia fede, a burguesia quer ficar rica, e enquanto houver burguesia não vai haver poesia”.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Para entender a vitória do povo

Dilma venceu na região norte, com destaque para o Amazonas, e com exceções mais importantes de Roraima e principalmente do Acre. No Acre, o Tião Viana se elegeu no primeiro turno, batendo o candidato da direita. Não sei até que ponto a Marina teve influência.
Dilma venceu bem no Nordeste, com destaque para Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia.
Dilma venceu no sudeste, graças a Minas e Rio, que fizeram toda a diferença. Para entender o resultado de Minas é preciso lembrar do editorial do jornal “O Estado de Minas” em 3 de março: “Minas a reboque, não!”.
As regiões sul e centro-oeste optaram pelo candidato da direita, com destaque para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A coalizão de direita elegeu dez governadores, com destaque para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas. Minas só não quis votar no paulistano Zé Chirico. Em São Paulo, a vitória do Picolé de Chuchu, da Opus Dei, foi apertada e, mesmo para a presidência, a direita não deslanchou. No Paraná, venceram os defensores da liberdade de expressão que impediram a divulgação de pesquisas e foram punidos pelo T.R.E. por divulgar pesquisas clandestinas! A escolha de Santa Catarina não é nenhuma novidade, já que é reduto da direita, talvez por causa da forte presença de imigrantes germânicos.
No Pará, a Ana Júlia não conseguiu se reeleger.
O PSB foi muito bem nessas eleições, dobrando o número de governadores, totalizando seis deles, com destaque para o Eduardo Campos, que teve 82,84% em Pernambuco. Foi bem também no Espírito Santo, com 82,30%, vencendo a direita, mas o estado surpreendentemente preferiu o Zé Chirico. O PSB perdeu da direita apenas no Rio Grande do Norte. A direita, por outro lado, perdeu principalmente no Rio, com o vira-casaca Gabeira, e no Ceará, onde Tasso Jereissati faz companhia aos “mortos-vivos”, ao lado de Artur Virgílio, Heráclito Fortes e Mão Santa. E na Bahia, o carlismo foi definitivamente sepultado, graças a Deus.
No Distrito Federal, onde Marina venceu no primeiro turno, deu Dilma e Agnelo. Curiosamente, a Weslian Roriz até que teve uma votação expressiva (33,90%), considerando-se as circunstâncias. O marido dela, o vira-casaca Joaquim Roriz, como se sabe, esteve envolvido em diversos escândalos, ao lado do José Roberto Arruda. Este seria candidato a vice do Zé Chirico, não fosse o envolvimento no mensalão do DEM.
Um fato curioso aconteceu no Rio Grande do Sul, onde o Tarso Genro se elegeu no primeiro turno, após uma gestão catastrófica da Yeda Crusius, que não conseguiu nem disputar o segundo turno. Lá Dilma venceu no primeiro turno, mas no segundo turno o Zé Chirico ficou na frente por uma pequena vantagem.
Falando-se de cidades, destaco as vitórias de Dilma no ABC: Diadema, Mauá, São Bernardo do Campo e Rio Grande da Serra. Curiosamente, o candidato da direita obteve uma virada principalmente em Belo Horizonte, Guarulhos e Santo André.
A impressão é de que a direita venceu apenas nas localidades mais privilegiadas em termos econômicos e, apesar do terrorismo que tentou impor à população, perdeu porque, segundo o IBGE, 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média e houve crescimento da renda e do emprego com carteira assinada nesse governo, avaliado como bom e ótimo por mais de 80% da população. O resultado não poderia ter sido diferente.
Em tempo: é bom lembrar uma reporcagem da Folha, de 13/08/2006, segundo a qual 47% do eleitorado diz ter posição política de direita.