sábado, dezembro 31, 2005

Cidade do Pecado


Sin City (2005, Frank Miller, Robert Rodriguez e Quentin Tarantino) é uma perfeita transposição dos quadrinhos de Frank Miller para a telona. Este filme combina três graphic novels: The Hard Goodbye, The Big Fat Kill e That Yellow Bastard. Tarantino dirigiu parte do segundo episódio, ponto baixo do filme, em retribuição a Rodriguez, que tinha composto a trilha sonora de Kill Bill - Volume 2 (2004). Branco e preto, apresentando cores somente quando totalmente relevante para a estória. Descontando-se a segunda parte, é um excelente filme noir, misto de policial e suspense, que mostra uma cidade corrupta e cheia de gângsters, vigaristas, assassinos, vigilantes, mulheres lindas e fatais. A terceira parte, com Bruce Willis, me fez lembrar o game Max Payne (2001, Remedy Entertainment). Descontando-se uma certa violência - não é um filme para toda a família, vale a pena conferir.

sábado, dezembro 24, 2005

De novo, a amizade


Henry Ford disse: "my best friend is the one who brings out the best in me", que poderíamos traduzir como: o melhor amigo é aquele que cultiva, desenvolve e revela o melhor de nós. De certa forma, o melhor amigo nos obriga a fazer coisas que até detestamos, só porque é melhor para nós. E nos faz querer ser pessoas melhores. Nossos amigos vêem o melhor em nós e só por causa disto extraem o melhor de nós. E nós temos a necessidade de ter alguém assim, que nos obrigue a realizar aquilo de que somos capazes. É este o papel da amizade.
Então amigos, como disse Tancredo em 1985, "não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos...Com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão".
Em outras palavras, feliz Natal e o melhor Ano Novo para todos vocês!

terça-feira, dezembro 13, 2005

Evolucionismo


Outro dia (23/11) mencionei a polêmica envolvendo o darwinismo e o criacionismo. Embora eu tenha deixado claro, penso, chegaram a me perguntar de que lado eu estava. Disse que estava do lado da ciência. E não da religião - nenhuma religião. Aliás, nenhum credo político, filosófico ou religioso que rotule pessoas, mentes ou nações com os adjetivos "primitivo", "civilizado", "atrasado", "avançado" etc.
Para mim, o único evolucionismo aceitável é o darwinismo, que trata da evolução biológica baseada na seleção natural e na sobrevivência das espécies mais adaptadas. Neste caso, evolução não significa melhoria, a não ser de adaptação. Assim, não vejo espécies (ou espécimes) melhores ou piores, mais ou menos evoluídas, mas mais adaptadas ou não. Não entendo que a Periplaneta americana seja menos evoluída que o Homo sapiens. Aliás, ela é muitíssimo bem adaptada. Não é à toa que está aí há muito mais tempo que o Homo sapiens, e é capaz de permanecer no planeta mesmo após uma eventual catástrofe nuclear. Que espécie é mais "evoluída"?
Acho muito perigoso apropriar-se do darwinismo aplicando-o à ideologia. Os positivistas fizeram isto, criando o evolucionismo social, que justificou o colonialismo e a escravidão. E muito pior: o social-darwinismo, que justifica o nazismo, o fascismo, e todas as ditaduras e formas de racismo.

domingo, dezembro 11, 2005

Hellboy


Ontem vi na HBO um filme de super-herói, baseado em histórias em quadrinhos. Foi "Hellboy" (Hellboy, 2004, Guillermo del Toro). O protagonista é um diabinho produzido com magia negra pelos nazistas, resgatado pelos aliados, que cresce e se torna um super-herói. Apesar das constantes batalhas entre os bons e os maus, os mocinhos e os vilões, fórmula já superexplorada, o filme é divertido. Seu ponto forte está no comportamento rebelde e no humor irreverente do herói. Hellboy (Ron Perlman) tem o corpo vermelho, a mão direita feita de pedra, um rabo longo, e chifres que ele apara diariamente como se estivesse fazendo a barba. E morre de ciúmes da namorada, Liz (Selma Blair), que tem poderes "pirocinéticos", lembrando bastante os X-Men. Mas o que gostei mesmo foi o que disse o narrador no final:
"What makes a man a Man? A friend of mine once wondered.
Is it his origins? The way he comes to life? I don't think so.
It's the choices he makes. Not how he starts things, but how he decides to end them".
A tradução ficou mais ou menos assim:
"O que determina o caráter de um homem? Um amigo me perguntou. São suas origens? A forma como ele nasce? Não acredito nisso. São as escolhas que ele faz. Não como ele começa as coisas, mas como ele decide terminá-las".

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...