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Mostrando postagens de Setembro, 2010

Está chegando a hora

Domingo vai rolar a festa. Do povo. Sua. Nossa. De quem quiser.
Mas tem gente que vai ficar de fora:
Filhinho de papai que ridiculariza empregados domésticos. E gente chique que se diverte com isso.
Novo-rico que sonega imposto de renda. E acha que o importante é levar vantagem em tudo, certo?
Jornalista que ofende e humilha garis. E que chama patrão de colega.
Spammer que espalha difamação e conspiração.
Hipócrita que posa de moralista.
Reacionário de memória curta, isto é, que não lê, e se “informa” por fofoca e por spam.
Xenófilo que acha que tudo que é primeiro-mundo é melhor. E que tem vergonha do que é genuinamente brasileiro.
Gente cheirosa que tem nojo de pobre.
Viúva e filhote da ditadura.
Torturador.
Fujão.
Vira-casaca.
Esqueci de alguém?

Liberdade sob ataque

Essa é a manchete na capa da revista Veja desta semana. Faz parte do movimento dos reacionários iniciado há uma semana e que realizou um ato público na última quarta-feira, chamado de “manifesto em defesa da democracia”. Tudo começou sábado passado, em Campinas, quando o presidente afirmou que alguns jornais e revistas se comportam como se fossem um partido político e têm um candidato. É claro que Lula se referiu ao PiG, principalmente Veja e Folha, que se transformaram no comitê central da campanha de Serra à presidência. Diz-se que amanhã o Estadão vai declarar seu voto em Serra. Apesar de tudo, tenho que reconhecer que o Estadão sempre foi mais transparente que a Folha, desde os anos de chumbo.
Na quinta-feira houve o ato contra o golpismo midiático e pela ampla liberdade de expressão, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. No mesmo dia, Lula afirmou ao portal Terra que nove ou dez famílias dominam a comunicação no Brasil. É verdade.
Há uma polarização que se acentua à medi…

Viver é fazer escolhas

Quem me conhece sabe que não sou um grande entusiasta dos assuntos religiosos. Mas confesso que as últimas eleições e o referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido em 2005, trouxeram à minha lembrança aquela passagem de Mateus 24:40-41: “Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro, duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra”. Explico o motivo. De alguma forma, acho desconfortável a situação em que pessoas, inclusive amigos, parentes e familiares acabam por fazer escolhas diferentes e mesmo antagônicas. É claro que o problema não é a democracia e o pluralismo. O problema passa a existir quando as pessoas se separam e se afastam por causa daquelas escolhas e há uma ruptura que se aprofunda pela falta de tolerância. A exacerbação desse processo leva eventualmente à agressividade e ao ódio.
Pela observação da linguagem, tanto falada quanto escrita, de pessoas inconformadas com a escolha alheia, a…

A Noite dos Mortos-Vivos

A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, George Romero, 1968) é um filme de terror, independente e de baixo custo, que acabou se tornando um dos maiores clássicos do gênero. Nele, um homem morto se levanta, antes de ser enterrado, e ataca os irmãos Barbra e Johnny, que estão depositando flores no túmulo do pai. Ela consegue escapar, refugiando-se na casa sede de uma fazenda. Devido a uma estranha radiação vinda do espaço, os mortos estão voltando a andar! Bem, não vou contar o filme, que consegui ver somente hoje. Durante sua exibição, que tem começo, meio e fim bem delimitados, seqüenciais, sem flashbacks, fiquei me perguntando qual seria o significado daquela horda de zumbis perseguindo as pessoas para literalmente devorá-las. É importante lembrar do momento histórico pelo qual passava os Estados Unidos. Seria uma multidão de comunistas bárbaros a fim de destruir o modo de vida americano? Seria a nova geração, prestes a romper com as sagradas tradições? Seria um leva…