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Mostrando postagens de Maio, 2008

Pedras de Gonçalves

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Feriadão de Corpus Christi. Fugi para as montanhas de Minas, para o triângulo Gonçalves-Monte Verde-Campos do Jordão. Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí ficam em São Paulo, mas a paisagem é a mesma - montanha, ar puro, friozinho, lareira, comida boa, pinga da boa, tudo de bom. Dessa vez voltei a Gonçalves para conhecer duas pedras: a Chanfrada (1771m, foto acima à esquerda) e do Forno (1970m, foto abaixo à esquerda). Para falar a verdade, também fui à Pedra do Cruzeiro (1152m), no bairro Atrás da Pedra. Faltaram a Pedra Bonita (2120m, a mais alta) e a do Barnabé (1780m), já que a de São Domingos (2050m) eu já conhecia. Do portal de Gonçalves também se avista a belíssima Pedra do Baú (1950m), que fica em São Bento do Sapucaí. Outra atração comum é o grande número de cachoeiras. Mas aí são outros quinhentos. Depois comento.

As Cores de Kieslowski

O polonês Krzysztof Kieslowski dirigiu em 1993 e 1994 a trilogia que faz referência às cores da bandeira francesa:
"A Liberdade é Azul" (Three Colors: Blue, setembro de 1993) é um filme sobre perda, dor, tristeza, frieza, mas surpreendentemente otimista. Julie (Juliette Binoche) é uma mulher que perde marido e filha em um acidente de automóvel.
"A Igualdade é Branca" (Three Colors: White, fevereiro de 1994) é comédia e drama ao mesmo tempo. Dominique (Julie Delpy) é uma francesa insatisfeita que se divorcia do marido polonês. O coitado planeja e executa uma vingança, para ficar quites com a ex-esposa.
"A Fraternidade é Vermelha" (Three Colors: Red, dezembro de 1994) é um filme sobre amizade, tolerância, destino, coincidências. Valentine (Irène Jacob), ao dirigir de volta para casa, atropela uma cachorra que tem escrito na coleira o endereço do dono.

Ao ver qualquer um destes filmes, a gente se sente como se estivesse lendo um livro. Não tem nada a ver com …

Ubaldo, o Paranóico

Quero sempre acreditar que a democracia está consolidada neste país porque, assim como no caso do Ubaldo, personagem do Henfil, meu maior medo é o da volta e do recrudescimento do regime militar. A história está aí fora, acontecendo. Se o Supremo Tribunal Federal optar pela manutenção da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol nos moldes em que foi homologada pelo governo Lula, o nosso glorioso Exército, parceiro do agronegócio e dos garimpeiros, vai negar os direitos dos povos indígenas alegando que isso afetaria a soberania nacional. O nosso General Custer já deixou isso bem claro quando afirmou que "nossa política indigenista é caótica." Os milicos têm dito que a Amazônia é nossa (deles, dos brancos, e não dos índios). E a imprensa marrom, através de seus parajornalistas que são bem pagos pelo patrão, já escolheu seu lado nesta questão, que é o lado dos brancos, claro. Então é hora de pôr a barba no molho.