sábado, janeiro 28, 2006

Justiça em Dobro


Por enquanto este é apenas o subtítulo do filme que revi hoje: "Starsky e Hutch - Justiça em Dobro" (Starsky & Hutch, 2004, Todd Phillips). Nele os policiais Starsky (Ben Stiller) e Hutch (Owen Wilson), da série homônima de TV dos anos 70, resolvem um caso de tráfico de drogas. Até que enfim uma adaptação de série de TV ficou boa. O diretor soube tirar o melhor da estória e dos personagens. E foi bem legal a aparição dos atores da série, Paul Michael Glaser, o Starsky, e David Soul, o Hutch. Legal também foi o Owen Wilson cantar "Don't Give Up On Us Baby", que tinha sido gravado pelo David Soul em 1977. Resumo: não é filme para se pensar, mas rir bastante. Bom entretenimento.

Cenas de um Shopping


Refiro-me ao filme "Cenas de um Shopping" (Scenes from a Mall, 1991, Paul Mazursky), a estória do casal Deborah (Bette Midler) e Nick (Woody Allen) que discute sua relação em um shopping de Los Angeles. Bom, por essa dupla de atores, você já pode deduzir que o filme tem cenas engraçadíssimas. E tem mesmo. E note que nesse filme Allen "apenas" atua, não dirige. O diretor é o Paul Mazursky. Fiquei fã dele quando vi "Próxima Parada, Bairro Boêmio" (Next Stop, Greenwich Village, 1976). Ele dirigiu também "Uma Mulher Descasada" (An Unmarried Woman, 1978) com a Jill Clayburgh perfeita, e "Harry, o Amigo de Tonto" (Harry and Tonto, 1974), com Art Carney recebendo Oscar de Melhor Ator. Segundo os críticos, "Cenas de um Shopping" é um filme mediano, mas confesso que gostei. Poderia ser mais profundo, mas aí já temos "Cenas de um Casamento" (Scener ur ett äktenskap, 1973) do genial Ingmar Bergman. Meu parecer: recomendo. Mas não espere efeitos especiais e modelos.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

São Paulo, 452 anos


Como bom paulistano hoje eu tentei visitar o mirante do prédio do Banespa. Mas desisti ao ver o tamanho da fila, que dobrava o quarteirão. Hoje, no aniversário da cidade, muita gente teve a mesma idéia. Não faz mal, vou tentar no fim de semana. Para não perder a viagem, resolvi entrar na Igreja de São Bento. Não sou propriamente católico, mas gosto de visitar igrejas católicas, apreciar seus vitrais, suas abóbadas, seus órgãos de tubo, e visitar suas torres quando possível. Acho que peguei essa mania ao viajar pela Europa há alguns anos. A arte sacra é riquíssima, em todos os sentidos. Gostei muito. Dica: todo domingo tem missa às 10 horas com canto gregoriano e órgão. Pronto. Já coloquei na minha agenda.
Já viajei bastante e nunca vi em outro lugar essa característica interessante que talvez só São Paulo tenha: ruas e quarteirões especializados em determinados ramos do comércio. Exemplos:
Rua 25 de Março (Centro): paraíso de compras para sacoleiros e sacoleiras de todo o país. Tem de tudo: perfumes e cosméticos, enfeites, artigos de decoração, cortinas e persianas, tapetes, confecções, tecidos para cama, mesa e banho, bolsas e acessórios, jóias, relógios e bijuterias, artigos para festas, fantasias, brinquedos, artigos de armarinhos e artesanato...
Rua Florêncio de Abreu (Centro): máquinas, ferramentas, material mecânico e elétrico, equipamentos para estabelecimentos comerciais e industriais, rolamentos, borrachas...
Rua da Consolação (Consolação): lustres e iluminação em geral, locadoras de automóveis.
Rua São Caetano (Luz): moda e vestidos de noivas, madrinhas, debutantes.
Rua Oriente e Maria Marcolina (Brás): vestuário, enxovais, artigos de cama, mesa e banho.
Rua Santa Efigênia (Centro): eletro-eletrônicos e instrumentos musicais.
Alameda Barão de Limeira (Campos Elíseos): acessórios e peças para motocicletas.
Rua Teodoro Sampaio (Pinheiros): móveis, instrumentos musicais.
Rua do Gasômetro (Brás) e Paes Leme (Pinheiros): ferragens, madeiras e acessórios para marcenaria.
E há muitas outras ruas e regiões de comércio especializado. Aliás, aqui você encontra de tudo. E gente de todo lugar. Parabéns, minha cidade.

sábado, janeiro 21, 2006

Fui ao Maranhão e conheci Jesus



São LuísPosted by Picasa
Se me converti a alguma seita cristã ou pseudo-cristã? Não. É que viajei de férias a São Luís do Maranhão. E lá existe um refrigerante local, recentemente adquirido pela Coca-Cola. É o Guaraná Jesus, criado em 1920 pelo farmacêutico Jesus Gomes. Apesar do nome, tem cor de rosa e sabor de canela.
Ah, conheci também o César Nascimento através da canção Ilha Magnética, que é um dos hinos a São Luís do Maranhão. Essa cidade de cerca de um milhão de habitantes tem vários clubes e bares de reggae. A música popular maranhense inclui vários ritmos, como o bumba-meu-boi, tambor de crioula, casa das minas, blocos tradicionais e grupos carnavalescos. Conheci um pouco do folclore local na Casa do Maranhão e na Casa de Nhozinho, no centro histórico.
Visitei também Alcântara, no continente, indo de lancha. Dica: tomar um antiemético, como o Dramin por exemplo, meia hora antes de embarcar. A travessia de cerca de uma hora e quinze minutos é terrível! Mas se você gosta de História, vale a pena visitar a praça da Matriz de São Matias e do Pelourinho, as ruas calçadas com referências à maçonaria, o casario azulejado, os sobrados com mirantes, os museus, as capelas e as igrejas.
Mas o melhor de tudo foi ir até Barreirinhas e conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. No passeio pelo Rio Preguiças, margeado pelo mangue e palmeiras de buriti, babaçu, carnaúba, açaí (jussara) e cupuaçu, visitei Vassouras com suas dunas, Mandacaru e seu farol, além de Caburé, área dos Pequenos Lencóis, entre o Rio Preguiças e o Oceano Atlântico. Talvez a melhor opção de passeio a partir de Barreirinhas seja visitar também, além dos Lençóis e do Rio Preguiças, o delta do Rio Parnaíba, no Piauí, e Jericoacoara, no Ceará. Não fiz este roteiro porque já conhecia o paraíso que é Jeri, uma das dez mais belas praias do planeta.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Lições Para Toda A Vida


Sábado passou na HBO "Lições Para Toda A Vida" (Secondhand Lions, 2003, Tim McCanlies), um belo filme para se assistir com a família. É a estória de um garoto tímido, Walter (Haley Joel Osment), que é deixado pela mãe, a irresponsável e mentirosa Mae (Kyra Sedgwick), com seus tios ricos e excêntricos, Garth (Michael Caine) e Hub (Robert Duvall), num sítio do Texas. Veja parte das lições do tio Hub:
"Às vezes as coisas que podem ou não ser verdades são as coisas em que um homem precisa muito acreditar. Que as pessoas são basicamente boas; que a honra, a coragem, e a virtude significam algo; que o poder e o dinheiro nada significam; que o bem sempre triunfa sobre o mal; e quero que você se lembre que o amor...o verdadeiro amor nunca morre. Lembre-se disso. Não importa se é verdade ou não. Veja, um homem tem que acreditar nestas coisas, porque elas são as coisas em que vale a pena acreditar."
Essa tradução é minha. O filme vai de novo amanhã e algumas outras vezes no mês. Veja os horários no site da HBO. Não perca.

Drácula


Quem já viu meu blog, sem me conhecer pessoalmente, acha que eu só gosto dos filmes do Hitchcock. Não é bem assim. Gosto do chamado cinema de autor, de diretor. Freqüentei muito o Cine Bijou e o Belas Artes, principalmente. Acho que o principal num filme é o diretor. É como se fosse o treinador ou técnico de um time de futebol - para mim seu papel é essencial. Acho mais fácil haver um bom filme com um bom diretor e um grupo de atores razoáveis do que com um diretor ruim e um grupo de bons atores. Meus diretores preferidos: Woody Allen, Robert Altman, Ingmar Bergman, Tim Burton, os irmãos Joel e Ethan Coen, Francis Ford Coppola, Brian de Palma, Clint Eastwood, David Lynch, Roman Polanski, Sydney Pollack, Martin Scorcese, Quentin Tarantino, Bernardo Bertolucci, Paul Mazursky e Alan Parker, para falar só dos vivos. Por falar nisso, voltemos ao assunto que eu queria comentar: Drácula.
Gosto muito dos filmes de Drácula. Outro dia, vi na TV aberta "Vampiro da Noite" (Horror of Dracula, 1958, Terence Fisher), baseado no romance do Bram Stoker, e que tem Peter Cushing como o Dr. Van Helsing e Christopher Lee como o Conde Drácula, ambos excelentes e inesquecíveis.