sexta-feira, junho 30, 2006

Pra não dizer que não falei da Copa

"Tempo de fazer amigos" e "Diga não ao racismo" são os lemas desta Copa do Mundo. A partir de hoje os capitães das seleções que estão nas quartas-de-final começaram a ler mensagens anti-racistas antes do início das partidas - foi assim hoje e será amanhã também. É uma louvável iniciativa da FIFA e da UNICEF.
Os neonazistas alemães andaram distribuindo panfletos com o seguinte texto: "Branco. Algo mais que a cor de uma camisa. Por uma seleção realmente branca".
O líder da Frente Nacional, partido francês de extrema direita, Jean-Marie Le Pen disse que os franceses não se identificam com sua seleção porque há muitos negros no time, que a França não se reconhece totalmente nesse time, e que talvez o treinador tenha exagerado na proporção de jogadores de cor.
Até mesmo os equatorianos pisaram na bola dizendo que "os negritos equatorianos iriam dar golpes nos brancos ingleses" no jogo contra a Inglaterra, domingo passado.
Por outro lado, os alemães parecem ter aprendido com os erros do passado e estão firmes na luta contra o racismo, o anti-semitismo e a xenofobia. A final desta Copa será no Estádio Olímpico de Berlim, que foi palco das conquistas do atleta negro norte-americano Jesse Owens, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936, que envergonharam os nazistas. Alguns dizem que Adolf Hitler se retirou de lá para não ter que entregar as medalhas a Jesse Owens, ou nem chegou a ir lá para não ter que ver o atleta negro competindo nas provas de atletismo.
A meu ver, está aí a razão de os Estados Unidos serem hoje a maior e mais importante nação do planeta: o pluralismo... político, filosófico, religioso, racial etc. A América aceitou a todos, de braços abertos, e suas maiores cidades são todas cosmopolitas, e sem espaço para o provincianismo.
Os social-darwinistas devem ter faltado na aula de Genética e não aprenderam que a força da sobrevivência está justamente na pluralidade. Bem, mas este é tema para outra ocasião. Agora é Copa do Mundo.

quarta-feira, junho 28, 2006

O Prêmio, um mero plágio?

Hoje cheguei e vi por acaso que o TCM estava passando um filme com o Paul Newman que a princípio pensei ser "Cortina Rasgada" (Torn Curtain, 1966, Hitchcock). Mas não era, apesar de também parecer propaganda americana dos tempos da Guerra Fria. A cada cena dava para se notar algo "hitchcockiano". Apesar do filme estar na metade, aquilo me prendeu a atenção. Só nos créditos finais, soube que era "Os Criminosos Não Merecem Prêmio" (The Prize, 1963, Mark Robson) - adivinhe quem eram os criminosos! ;-)
Mas valeu a pena ter visto. Se for possível, verei o filme inteiro. O TCM costuma repetir os filmes, como toda TV paga, infelizmente. Bom, felizmente, algumas vezes. Além da belíssima Elke Sommer, é interessante ver as cenas inspiradas no excelente "Intriga Internacional" (North by Northwest, 1959), um dos melhores filmes do gênio Hitchcock, ao lado de "Janela Indiscreta" (Rear Window, 1954), "Psicose" (Psycho, 1960) e "Um Corpo Que Cai" (Vertigo, 1958).
Não sei se podemos considerá-lo um plágio. Ambos (The Prize e North by Northwest) têm roteiro do americano Ernest Lehman, que também escreveu "Trama Macabra" (Family Plot, 1976), o último filme do mestre do suspense. Então fica registrada a dica. Mas lembre-se: não é Hitchcock. É Mark Robson, o diretor de "Terremoto" (Earthquake, 1974). Mas não desanime, a não ser que você pense que todo filme novo sempre é melhor.

domingo, junho 11, 2006

Melinda e Melinda

Antes de comprar, resolvi alugar "Melinda e Melinda" (Melinda and Melinda, 2004, Woody Allen). Vi. Gostei. Vou comprar. No começo, lamentei a ausência do escritor e diretor entre os atores. Mas aos poucos percebi que o personagem Hobie (Will Ferrell) faz a vez de Allen neste filme, em sua metade comédia. Este filme é um romance, metade dramático, metade cômico. Existe uma Melinda problemática e pessimista e outra Melinda também problemática mas otimista. A atriz Radha Mitchell faz muito bem as duas personagens. São duas estórias alternadas sobre as tentativas de Melinda de acertar a própria vida. "A vida pode ser uma comédia ou uma tragédia... tudo só depende da maneira como você a encara". Embora tenha sido o filme mais visto do Woody Allen em nossos cinemas, está longe de ser um blockbuster. Ainda bem. É um filme que nos faz pensar sobre nossas escolhas. E como escolhemos nos sentir. Filme para pensar. Veja.

sexta-feira, junho 09, 2006

Adeus, Fiori Giglioti

É fogo, torcida brasileira. O tempo passa... Agüenta coração.
Lá vai o moço de Barra Bonita.
Agora não adianta chorar. Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo.
Até logo, Fiori.