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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Leitura de domingo

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Faltando cinco semanas para o primeiro turno das eleições, a ‘ombudsman’ tenta explicar por que a Folha não assume uma candidatura, como sempre fez o New York Times e vem fazendo o Estadão.  Desde os tempos da universidade a Folha foi meu jornal preferido por duas razões.  Sempre foi muito inovador na forma, na diagramação, nas cores etc..  Sempre deu espaço a opiniões diversas.  Achei estranho o comportamento do jornal já em 1992, quando participou da campanha da revista Veja contra Collor, que tinha sido o queridinho da mídia em 1989.  Mas confesso que só conheci mesmo a Folha depois de 2003, no governo Lula.   Em 2009 em editorial criticando Hugo Chávez, a Folha usa o termo ‘ditabranda’ para o fascismo que vivemos de 1964 a 1985.  Em 2010 sua executiva e presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Maria Judith Brito, assumiu a imprensa como partido político.  Em 2011, em seu aniversário de 90 anos, a Folha finalmente confessou sua participação na ditadura militar.  Agora, a…

Leitura de domingo

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As revistas semanais que colocaram Eduardo Campos na capa da semana passada, com exceção da CartaCapital, agora trazem Marina, cuja ascensão nas pesquisas de intenção de voto é o assunto da semana.
Veja, que continua firme em sua militância político-eleitoral contra Dilma e o PT, questiona se Marina é uma miragem efêmera ou se ela representa uma candidatura ‘sustentável’.  Dentro dela, enquanto um sabujo (Azevedo) critica Marina, outro (Nunes) malha a presidenta.  Não é necessário ser especialista em política para perceber que o candidato desse folhetim é o playboy mineiro, Aécio.
Época, imprensa rosa, pergunta até onde Marina vai.  E cita a senadora Kátia Abreu, miss desmatamento e musa da serra elétrica, ao destacar que Marina faz da questão ambiental uma religião.  Parece que a única matéria que presta nesta edição é do bissexual autor de novelas Walcyr Carrasco, “Elevador de serviço e banheiro de empregada”, em que expõe o preconceito contra negros e pobres, infelizmente tão comu…

Entrada e saída simples em modo gráfico com VBA

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No Visual Basic for Applications (VBA) do Microsoft Excel é possível fazer o mesmo que fizemos no VB, incluindo o preenchimento de uma célula da planilha com o mesmo texto digitado no formulário simples contendo os controles painel, rótulo, caixa de texto e botão.  Clicar um botão é o evento que orienta esta aplicação.  O texto digitado nas caixas de texto é mostrado em um rótulo e em uma caixa de texto desabilitada, após o pressionamento dos botões “Entrar” e “Concatenar”.  Os outros dois botões têm ações óbvias. Veja a seguir ilustrações da aplicação em tempo de execução e seu respectivo código.

Private Sub Workbook_Open()     frmIO.Show End Sub
Private Sub cmdConcatenar_Click()     lblSaida.Caption = txtNome.Text & " " & txtSobrenome.Text     txtSaida.Text = txtNome.Text & " " & txtSobrenome.Text     Me.Caption = txtNome.Text & " " & txtSobrenome.Text     Range("A1").Value = txtNome.Text & " " & txtSobrenome…

Leitura de domingo

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O destaque da semana, sem dúvida, foi o trágico desaparecimento de Eduardo Campos na quarta-feira, 13 de agosto, exatamente 9 anos depois do avô, Miguel Arraes, fato lembrado por mim neste blog.  A mesma Folha que, como toda a mídia, hoje endeusa Eduardo e sua substituta, em 2005 chamou Arraes de ícone da velha esquerda. Mal houve o acidente e até agora, antes do enterro, se vê claramente o uso político dessa tragédia.  A farsa começou com afirmações da própria família do candidato e se estendeu pelo resto da semana com teorias de conspiração de gente mal intencionada, espalhadas por alienados nas redes sociais e até pela mídia golpista, especialmente em programas de baixo nível da TV. Chegou-se a comparar Eduardo com o avô, e até com Tancredo.
O pasquim da ditabranda usa os termos romaria, devoção, clamor, emocional, incerteza, esperança.  Nas entrelinhas o jornal a serviço do conservador expressa o desejo de que Marina supere Dilma num eventual segundo turno.  Ou seja, devido ao mau …

Leitura de domingo

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Nada de novo no front. Ou quase nada. O pasquim reacionário estampa a contadora do doleiro que lavava dinheiro para empreiteiras e o repassava a políticos.  Destaca também a “fraude da CPI” que a oposição boicotou.  Enfim, continua em plena campanha, como sempre, e como lembra o Observatório da Imprensa, na seção Leituras de ‘Veja’. Segundo a Folha, pautada pela Veja, o doleiro preso desde março na Operação Lava Jato agora ameaça com delação premiada. O jornalão que apoiou a ditadura também mostra que cresceram as doações dos empresários aos candidatos, que o candidato da direita arrecadou mais do que a Dilma, e que o PMDB lidera a arrecadação com praticamente 52 milhões entre os 20 principais financiadores do país.  Isto mostra que, além da mídia, os empresários apostam contra Dilma.  Quem salva a edição novamente é o Jânio de Freitas, com seu comentário sobre os túneis entre Gaza e Israel, contrariando a vocação sionista não apenas da Folha como também do Estadão e de toda a grande…

Leitura de domingo

A grande mídia parece ter acreditado na “verdade sobre o aeroporto” contada à Folha na última quinta-feira pelo candidato da direita, Aécio Neves.  Hoje a colunista Eliane Cantanhêde afirma que “a indústria dá o troco”, comemorando o aumento da arrecadação para a campanha tucana, que já seria maior do que Serra recebeu em 2010. Sobre a credibilidade da Eliane, também conhecida por Tacanhede e Tucanhede, vale a pena lembrar-se de suas “barrigas” e o sítio timeriverflow fez um bom resumo delas.  Por outro lado, Jânio de Freitas salva a edição ao comentar “para além das bombas” os fins de Israel justificando os meios (massacres), e também os erros atrás de erros do candidato da direita. No Estadão de hoje o “cessar fogo” não se refere ao massacre praticado por Israel em Gaza, mas à disputa eleitoral em São Paulo, comentada pela colunista Dora Kramer.  Desde a Unicamp aprendi que para ficar bem informado não basta ler as manchetes de um jornal, mas é indispensável conhecer o dono desse jor…