domingo, fevereiro 02, 2014

Museus de El Calafate

Dias de museu.
Primeiro dia, de manhã, o Museu do Gelo .

 De tarde, o Museu de Interpretação Histórica.


Segundo dia, de manhã, o Museu dos Brinquedos, composto pelo Museu das Maravilhas (os brinquedos propriamente ditos) e pelo Museu Evita Perón.  Infelizmente é proibido fotografar e filmar lá dentro. Mas clique no vínculo e veja como é interessante este museu.  É uma verdadeira viagem no tempo rumo à infância.  Há brinquedos virtualmente de todo o mundo e de todas as épocas.  Para mim, foi um dos mais agradáveis museus que já visitei.
De tarde, o Museu Regional Municipal de El Calafate, o mais simples de todos, com menor acervo e destaque para a história da cidade, mas que merece ao menos uma hora na agenda de qualquer turista.

Ver detalhes nos respectivos sítios, ao clicar em seus vínculos.
Claro que o ponto forte da cidade não são os museus.  No caso de El Calafate, a atração imperdível, sem dúvida, é o glaciar (ou geleira) Perito Moreno. No entanto, entre um passeio e outro, ou entre uma refeição e outra, não há desculpas para não visitar os museus.  Pelo menos, os dois principais, em minha percepção: o do Gelo e o dos Brinquedos.  A não ser que você seja um daqueles coxinhas cuja prioridade durante as viagens é fazer compras. Saiba que turismo também é cultura.  Viajar é entrar numa aula de geografia, de história, de política, de filosofia, de religião, de ciência.

sábado, fevereiro 01, 2014

De fanáticos e de medíocres

Uma vez um colega de trabalho avisou seus pares: “Olha, estão esperando na Recepção dois asiáticos e um normal”.  Ou eram um asiático e dois ”normais”, não me lembro.  Não importa. E também não vem ao caso se o que o colega queria destacar era a procedência dos visitantes.  O que, para mim, chama a atenção é a distinção entre quem é normal e quem é diferente.  Quem é normal e quem é diferente? Aquele que é local ou o estrangeiro? O branco, o amarelo ou o negro? O católico, o judeu ou o muçulmano? O corintiano, o flamenguista ou o pontepretano? O heterossexual ou o homossexual? Depende do ponto de vista?  Em minha percepção, o que importa é como o normal vê e trata o diferente.  E se a diversidade e a pluralidade são vistas e tratadas com tolerância e cosmopolitismo.
Por outro lado, é interessante notar que, mesmo em grupos relativamente “homogêneos”, isto é, só de pessoas “normais”, existe uma ojeriza latente aos “pontos fora da curva”, àqueles que fogem da média. Um par de sapatos pretos em um ambiente em que se usam apenas sapatos brancos pode causar algum desconforto e até certa insegurança.  A harmonia do grupo é mantida quando todos tiram a mesma nota.  Mas se alguém ousar destacar-se, conquistar a medalha de honra ao mérito, aparecer mais, ganhar mais, aí nascem a inveja e o ódio.  O vencedor será crucificado ou o pódio será menosprezado. Lembra-se da fábula da raposa e as uvas? Se a raposa não puder alcançar as uvas maduras, então “dirá” que estão verdes ou azedas.  Nós vivemos a era da mediocridade, quando o normal é ser mediano, comum, vulgar.  É curioso ver muita gente falar em “quebrar paradigmas”, principalmente considerando que a maioria nem sabe o que paradigma significa. Mas ai de quem não seguir o modelo! Coitado daquele que ousar divergir da unanimidade (burra, como diria Nelson Rodrigues).  É proibido exceder. Optar pelo senso crítico em detrimento do senso comum, nem pensar! Se alguém subverter esta ordem, será tachado de fanático até por quem não sabe o que realmente é fanatismo.
É realmente uma pena que os medíocres tenham preconceito com o entusiasmo.  Um ícone dos textos de autoajuda uma vez afirmou que “há uma mágica real no entusiasmo. Ela explicita a diferença entre a mediocridade e a realização”.

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...