quarta-feira, julho 27, 2011

Pasquim diz que advogado pagou "estadia" de ministro do STF

Hoje é manchete da Folha que advogado pagou estadia de ministro do STF. Claro, ela se refere ao ministro Antônio Dias Toffoli, por este ter sido um dos duzentos convidados a uma festa promovida por um advogado na Itália. Talvez o ministro não devesse ter aceitado o convite do amigo, mas acontecido isto, agora bastaria que ambos tomassem o cuidado de evitar trabalho conjunto em algum caso. Bem, não entendo muito o trâmite do Judiciário. No entanto, ao pensar um pouco nos motivos da Folha, que hoje parece toda serelepe porque o Jobim declarou ter votado no Çerra (grande novidade!), lembrei que ela não é assim tão "isenta, plural e apartidária" quando se trata de ministro ligado ao tucanato, como é o caso do Gilmar Mendes. Veja mais detalhes no Blog do Mello.
Na minha infância muitas vezes meu pai me perguntava em que gibi eu tinha lido sobre determinado fato, quando esse era ou parecia improvável ou não digno de credibilidade. Hoje eu responderia que li no jornal. Não que eu aprove a atitude de não ler jornais ou só ler as seções de esportes e entretenimento. Conheço muita gente com essas atitudes, e o pior é quando acabam formando opinião com base em spam e fofoca.
Outro aspecto interessante da manchete é o mau uso do vocábulo "estadia". Na norma culta, à qual deveria seguir o jornal, esse termo é adequado para meios de transporte, como navio, automóvel, carroça e até animais. O termo adequado para a permanência de uma pessoa em algum local é "estada". O jornal que apoiou explicitamente a ditadura militar, e tem entre seus articulistas até torturador, agora deixa de lado até a boa gramática. Tudo bem que a língua é dinâmica e faz todo sentido a gente falar "cê" ou "você" em vez de "vossa mercê", mas a um veículo que pretende formar opinião não fica bem acelerar o processo nivelando por baixo. Infelizmente é o caso desse pasquim, que imerso não declaradamente na campanha do Zé Chirico, publicou até ficha falsa e apócrifa sobre a presidenta.
É, não dá mais pra ler, mesmo.

segunda-feira, julho 18, 2011

Extermínio

Não, esse título não se refere ao extermínio que o povo impôs recentemente à oposição, derrotando nas urnas vários caciques de direita. Na verdade, aquele é o título em português do filme "28 Days Later...", que o Danny Boyle dirigiu em 2002, depois de "Trainspotting - Sem Limites" (1996) e antes de "Quem Quer Ser um Milionário?" (2008) e o recente "127 Horas" (2010). Pode parecer, mas não é mais um filme de mortos-vivos na praça, apesar do subtítulo "Danny Boyle reinventa o filme de terror de zumbis, que é assustador como o inferno". Na estória, que é uma mistura de ficção científica, suspense e terror, o vírus da raiva se espalha rapidamente (em 28 dias) pela Inglaterra enquanto alguns poucos sobreviventes tentam localizar um santuário onde possam se ver livres das hordas de zumbis furiosamente encolerizados. Sendo britânico, esse filme não tem aqueles efeitos especiais dos blockbusters. Tampouco se vê aquele desfile de armas nas mãos de todo mundo, comum nos filmes americanos, que sempre mostram a tara americana por armas de fogo.
O filme é tão bom que teve uma seqüência, Extermínio 2 (28 Weeks Later), dirigida pelo espanhol Juan Carlos Fresnadillo em 2007, inferior, mas que não fez feio. E, claro, de certa forma, outra seqüência aconteceu aqui no ano passado. Desde então diversos mortos-vivos, eleitoralmente falando, estão vagando por aí, cheios de ódio no coração. É o caso de Arthur Virgílio, Tasso Jereissati, Rita Camata, Marco Maciel, Heráclito Fortes, Efraim Moraes, César Maia e Mão Santa, entre outros. E, sem dúvida, do vampiro Zé Çerra, (com cedilha mesmo, porque é falso), o sempre candidato mais preparado desde criancinha, preferido pela mídia golpista e pelos setores mais reacionários de nosso país.

terça-feira, julho 12, 2011

Paranapiacaba, patrimônio abandonado


Nesse fim de semana estive mais uma vez em Paranapiacaba. Trago duas novidades de lá.
A boa notícia é que visitei o Museu do Castelinho. Foi lá, no casarão em cima do morro, que morou o engenheiro-chefe da antiga São Paulo Railway. Durante as visitas, monitores voluntários contam um pouco da história da cidade. E a vista a partir daquelas inúmeras janelas fazem valer a pena a visita. Lá a gente aprende sobre a cidade alta, a cidade baixa, a vila antiga, a vila nova, o barão de Mauá, a presença dos ingleses e a ferrovia. Recomendo.
A má notícia é que a cidade está praticamente abandonada, e a situação só não está pior graças à determinação e ao esforço da comunidade. A depender das autoridades, de todos os níveis, a cidade estaria, sim, totalmente abandonada. É muito triste ver o estado de abandono dessa jóia de nosso patrimônio histórico, cultural e turístico.
O distrito de Paranapiacaba, vizinho a Cubatão, fica a três cidades (Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) do centro de Santo André, a que pertence política e administrativamente. Acho que nisso está uma das razões de seu abandono.
Saiba mais sobre essa jóia em decomposição em: Guia_Paranapiacaba e A_Vila_Inglesa

Mídia golpista hoje

Domingo é dia de folhear os jornalões e tentar entender o que a máfia dos barões da mídia está querendo que a gente acredite. O Globo, en...