domingo, maio 28, 2006

Elenco, roteiro e diretor

A HBO passou ontem "Doze Homens e Outro Segredo" (Ocean's Twelve, 2004, Steven Soderbergh), um excelente exemplo de que o resultado de um filme depende do elenco (atores, atrizes), do diretor e do roteiro (isto é, do escritor), além, claro, do produtor, editor e pessoal técnico. Não basta colocar um bando de atores conhecidos, como George Clooney (o tal Danny Ocean, chefe do grupo, e que dá nome ao filme), Brad Pitt, Matt Damon, Andy Garcia, Don Cheadle, Bernie Mac, Catherine Zeta-Jones e Julia Roberts. Como no futebol, juntar um grupo de bons jogadores não faz um time. É preciso um bom técnico. E um bom planejamento estratégico, tático, técnico, incluindo treinamentos e preparação física. Numa empresa é a mesma coisa: às vezes se tem um grupo de bons profissionais (não necessariamente os que amamos), mas sem sincronia, sintonia, causa comum. Este diretor - Soderbergh - já fez coisa melhor, como "Erin Brockovich, uma Mulher de Talento" (Erin Brockovich, 2000), "O Inventor de Ilusões" (King of the Hill, 1993), "Traffic" (Traffic, 2000) - o melhor que ele dirigiu, além do precursor "Onze Homens e um Segredo" (Ocean's Eleven, 2001). Para 2007 vem aí Ocean's Thirteen. Se tiver um roteiro desastroso como este, cuidado. Pode ser melhor se concentrar na pipoca ou alguma outra coisa no escurinho do cinema.

segunda-feira, maio 15, 2006

Tudo sob Controle

É o que afirmou o governador Lembo, PFL, ex-Arena. Claro que a situação é grave, mas não está tão caótica quanto afirmam os alarmistas e boateiros. O momento é de atenção, alerta, sem dúvida. E devemos tomar cuidado porque tem muita gente explorando o tema com tintas político-eleitorais. Tem tucano dizendo que tudo isso está acontecendo porque o governo reduziu a verba destinada à segurança nos estados. Talvez isso seja verdade em parte. Mas o fato é que nesta campanha, só se divulgam meias verdades. A Folha de hoje comenta que "Gestão Lembo faz negociação com o PCC" e que "emissários do secretário Nagashi Furukawa estiveram ontem em Presidente Venceslau", o que é muito estranho. Tanto o arenista como o "Picolé de Chuchu", que foi à Bahia pedir a benção do "democrata" ACM, afirmam que não negociam com o crime organizado. O que será que o secretário deles foi fazer lá? Outro fato estranho é que o governador disse saber dos planos do PCC há vinte dias, mas aparentemente a polícia foi pega de surpresa!
Bem, tenho procurado ficar razoavelmente distante dos temas políticos aqui. Mas a gente ouve e lê certas "coisas" tão notáveis, que fica difícil não comentar nada. Mas sigo na intenção de ficar longe do debate político-eleitoral. Podem ter certeza de que não vou enviar nem repassar nenhum e-mail com a intenção de falar bem ou mal deste ou daquele político. Tenho minhas convicções. E vou reservá-las para as urnas. Assim como outros tantos amigos. Bem ou mal, o povo vai dar a sua própria resposta nas urnas. E a gente deve aceitar que, para o bem ou para o mal, a nação não é composta apenas de plutocratas e da classe média. Que pena!

sábado, maio 06, 2006

O Homem que Calculava

Terminei de ler "O Homem que Calculava" (1938, 62a. edição: 2003) do Malba Tahan, aliás de Júlio César de Melo e Sousa, professor de Matemática, educador, pedagogo, escritor e conferencista. Ouvi falar desse livro há muito tempo. Mas só agora tive a oportunidade de lê-lo. E foi um belo presente. Muito legal as soluções que o "calculista" persa Beremiz Samir encontrava para os diversos problemas matemáticos e lógicos contados no livro pelo também fictício Malba Tahan.
Entre os diversos desafios encontrados por Beremiz, achei mais notável o problema dos cinco discos. Um rei submeteu três príncipes, candidatos à mão de sua filha, a um teste para determinar qual seria o mais inteligente. Um monge trouxera cinco discos de madeira fina, que tinham a mesma forma, tamanho, brilho e peso, e só se distinguiam pela cor. Três eram brancos, e dois, pretos. O monge vendou os príncipes, e aleatoriamente lhes pendurou nas costas um disco. Eles seriam então interrogados e o primeiro que acertasse a cor do próprio disco, justificando-se com um raciocínio rigoroso, metódico e simples, venceria a disputa e se casaria com a moça. O primeiro a ser interrogado poderia ver o discos dos outros dois concorrentes. O segundo poderia ver só o disco do terceiro. E o terceiro não poderia ver nada. Os príncipes escolheram a ordem. Aconteceu que tanto o primeiro como o segundo erraram. E coube ao terceiro solucionar o problema. Se acertasse, casaria com a princesa. E não é que ele acertou?! Acertou e descreveu o raciocínio que utilizou para chegar à conclusão correta. Qual a cor do disco dele e como ele a descobriu?
Recomendo que você leia este curioso livro. Vale a pena.

segunda-feira, maio 01, 2006

Ora (direis) ouvir estrelas!

Hoje visitei o Planetário do Carmo, o novo planetário da cidade, que fica no bucólico Parque do Carmo, zona leste da Capital. Está aí um programa que vale a pena. É o segundo parque da cidade em extensão, só atrás do Parque do Ibirapuera, com 1,5 milhão de metros quadrados. E seu planetário é novinho em folha. Tem 4 sessões por dia em sábados, domingos e feriados, sendo 2 sessões para crianças e outras 2 para adultos. Veja mais detalhes no link. Palavra mágica: tudo gratuito.
E para variar, pude recordar os velhos tempos. Tempo em que eu, meu irmão caçula e alguns amiguinhos íamos todo fim de semana ao Ibirapuera. Íamos de ônibus, jogávamos futebol na grama, participávamos de todo e qualquer evento que ocorresse ali. E era sagrado: pegávamos todas as sessões do planetário. Sabíamos de cor os programas através do ano. Cheguei a fazer alguns cursos na Escola Municipal de Astrofísica (EMA). Isto mais o fato de eu ser vidrado na série de TV "Perdidos no Espaço" me levaram anos mais tarde a entrar no curso de Bacharelado em Física da Unicamp. Tempos bons.

Jornal só serve para embrulhar peixe?

Síntese do golpe de 2016 Conheci gente que, quando abria um jornal, ia direto e somente às seções de esporte, diversão e lazer.  Ho...