segunda-feira, junho 28, 2004

A tirania da escolha


Bem interessante a matéria da edição nacional da Scientific American de maio. Conforme Barry Schwartz, é razoável pensar que um leque maior de opções seria conveniente e agradaria as pessoas, mas o excesso de possibilidades muitas vezes contribui para a infelicidade delas. E aconselha: 1)Escolha o momento de escolher; 2)Aprenda a aceitar o "suficientemente bom"; 3)Não se preocupe com o que você está perdendo; 4)Controle as expectativas. Para conhecer mais sobre o tema, leia a revista ou um de seus livros: "Maximizing versus Satisficing: Happiness is a Matter of Choice" e "The Paradox of Choice: Why More is Less".

segunda-feira, junho 21, 2004

Encontros e despedidas


Achei que este título ficaria melhor do que "nascimento e morte", que é o tema desse meu post.
Hoje é aniversário do nascimento de Machado de Assis, carioca nascido em 1839 que se tornou nosso maior escritor. Desce cedo aprendi a gostar do jeito que ele escreveu, das sentenças curtas e a excelente pontuação. Recentemente reli "Dom Casmurro" e "A mão e a luva". Agora vou reler "Memórias Póstumas de Brás Cubas". Digo que vou reler porque li vários dele nos tempos de colégio.
Hoje morreu o presidente nacional do PDT Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro duas vezes e do Rio Grande do Sul (antes do golpe militar), figura polêmica da oposição e quadro ligado a "A Internacional Socialista", que inclui entre muitos partidos o PSOE da Espanha de Zapatero.

segunda-feira, junho 14, 2004

Jantar dos Tinteiros


É nessa próxima sexta, 18 de junho, a partir das 19 horas, o jantar anual dos químicos de tintas, pessoal. E, como de costume, será no Restaurante Florestal, av. Maria Servidei Demarchi, em frente à BASF (Glasurit), pagamento de R$ 35,00 na entrada. Neste ano, dois colegas muito conhecidos não comparecerão. Mas tenho certeza que estarão presentes nas lembranças de muitos de nós. Valeu, Ricardo e Edson.

Ainda uma palavra sobre filmes e diretores


Alguém poderá não gostar de um ou até mesmo de todos os filmes do Woody Allen, por exemplo. O que isto quer dizer? Não muito, para mim. Pode haver muitas causas. A cultura dessa pessoa é uma possibilidade. Sem ofensa, não se trata de preconceito. Mas o fato de alguém gostar ou não é uma coisa; a obra artística ter qualidade ou não é outra coisa. É comum a gente ver um filme, gostar, e dizer então que o tal filme é bom. De certa forma, o filme foi bom, para quem viu. Mas quando se trata de qualidade propriamente dizendo, um filme pode ser bom e assim mesmo não agradar. Se o expectador não conhece ou não valoriza aquele padrão de qualidade, ou se este padrão de qualidade opõe-se a seus valores políticos, filosóficos ou religiosos, é claro que este expectador não vai gostar desse filme. E isto não significa que o filme seja ruim ou não tenha qualidade.
Outro dia citei alguns diretores, mas depois vi que deixei de citar os maiores segundo a crítica especializada (por exemplo, o FilmSite), além dos já mencionados Kubrick, Capra e Coppola: Alfred Hitchcock, John Ford, Howard Hawks, Michael Curtiz, Willian Wyler, John Huston, Orson Welles, Billy Wilder, D.W. Griffith, Charlie Chaplin e Steven Spielberg. Admito que muita gente pode até não gostar, mas esses diretores são geniais. Aliás, gostar ou não é muito relativo. Quantas pessoas já me disseram que não gostavam de teatro? Muitas. E, por incrível que pareça, quando lhes perguntei se tinham visto muitas peças ruins, simplesmente me afirmaram que não, que nunca tinham ido ao teatro. Ah, aí entendi porque elas não gostavam de teatro. Simplesmente porque nunca tinham ido a um. O mesmo se aplica a cinema de autor, a pintura, a escultura...etc. Nem vou citar o que já ouvi sobre "nu artístico". Como escreve o Pasquale: é isso.

Sociedade Planetária


Hoje ganhei um antigo exemplar do "The Planetary Report", publicação da The Planetary Society, uma boa surpresa. Para quem gosta ou já gostou algum dia de Astronomia e Astronáutica, vale a pena dar uma espiada no site dessa organização, que já teve Carl Sagan como diretor presidente.

domingo, junho 06, 2004

Dirigindo no Escuro


Dica da vez: Woody Allen dirige e interpreta o genial cineasta que filma às cegas em "Tell us your favorite Hollywood Ending!".
Acho que comentei que recentemente vi a Maldição do Escorpião de Jade, não? Nada como o cinema de autor - isso se confirma a cada filme que vejo. Dele, Woody Allen, do Clint Eastwood, do Robert Altman, do Tim Burton, do Frank Kapra, do Francis Ford Coppola, dos irmãos (Joel e Ethan) Coen, do Stanley Kubrick, do Brian de Palma, do Alan Parker, do Martin Scorcese, só para citar alguns americanos.