domingo, setembro 28, 2014

Leitura de domingo


Agora falta só uma semana, seis edições do telejornal Jornal Nacional, da Globo, e uma capa da revista Veja, da Abril e da Naspers.
A Folha, dúbia como quem nunca desce do muro, por um lado estampa o que pode ser a bala de prata da banda antipetista da PF, que apura elo entre tesoureiro do PT e doleiro preso; e por outro, as doações do PSDB a partidos nanicos e ao PSB em SP. Para variar, o que salva a edição é a coluna do Janio de Freitas, comentando esta campanha eleitoral “freia, grossa e errada”, de forma clara, sintética e precisa.
O Estadão parece desanimado e confessa que seu candidato, Aécio, gasta mais tempo criticando direta e indiretamente os adversários, mostrando dados do Manchetômetro.  Aliás é essencial visitar este site da UERJ, que nos lembra Malcolm X: “Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”.
O Globo, assim como o Estadão, mostra estratégia dos candidatos para esta semana e um eventual segundo turno.  E, pautado pela Veja, repercute: “Costa diz que PT pediu em 2010 R$2 milhões”, sublinhando que “Marina defende investigação sobre relato de Costa publicado pela Veja”.   Aliás, a coluna do Noblat reproduz conteúdo da Veja, perguntando “por que o terceiro ‘poste’ de Lula não deu certo”, referindo-se a Padilha.
Tanto o Estadão quanto O Globo destacam a prisão do coronel reformado que transportava 351kg de maconha.  Há 5 meses o  coronel Paulo Malhães foi assassinado, após ter confessado participação em torturas e mortes durante a ditadura militar.  Há 2 dias, 28 generais da reserva contestaram o ministro da Defesa, Celso Amorim, e atacaram a Comissão Nacional da Verdade, afirmando que não pedem desculpas e têm orgulho pelo que fizeram.  São responsáveis por torturas e assassinatos de presos militantes da resistência à ditadura militar.  Convém lembrar que os milicos de pijama estão divididos entre Marina e Aécio. Cabe perguntar: quem é o mocinho e quem é o bandido nesta história?
Os panfletos semanais continuam sem novidades.  O folhetim fascista da Abril e da Naspers continua em plena e devotada cruzada contra o PT, Lula e Dilma.
A IstoÉ parece que deseja o público vil daquele folhetim decadente, destacando o vale-tudo eleitoral, as mentiras das campanhas, as candidaturas de políticos corruptos, e recentes escândalos nos 3 poderes que expõem a ‘crise de valores éticos no país’.  Como a Folha, acredita em 2° turno empatado e critica gestão (do PSDB) na USP.
A Época da Globo, entrevista Marina, que diz ter ‘muito respeito pelo Armínio’ Fraga, defensor de medidas impopulares, crítico do salário mínimo ‘muito alto’ e eventual ministro do Aécio. A imprensa rosa também tenta livrar a cara dos tucanos do trensalão ao apontar um ‘terceiro homem do caso Alstom’, envolvendo Hélio Bicudo e Fleury (que agora está com Maluf, Kassab e Skaf).
A única revista semanal que se salva é a CartaCapital, cujo editorial ‘Nova é esta Marina Silva’ mostra que Marina pratica a velha política enquanto prega o contrário e destrói o ideário de Eduardo Campos.  Esta edição destaca que Obama continua uma tradição americana de bombardear problemas que há décadas os faz crescerem.
Hoje destaco o blog “DCM – Diário do Centro do Mundo”.
Boa semana e vamos reeleger Dilma presidenta no primeiro turno, domingo que vem.

domingo, setembro 21, 2014

Leitura de domingo

Os jornalões estão sem assunto hoje. Parecem desanimados.   A Folha mostra que Dilma está na frente entre os excluídos e na classe média baixa e na intermediária, que representam 72% do eleitorado.  Na classe média alta, 20% do eleitorado, Dilma fica 8 pontos atrás de Marina.  E na classe alta, 7% do eleitorado, Dilma está atrás dos dois candidatos da direita, Marina e Aécio. Segundo a colunista Mônica Bergamo, Marina e Aécio dividem o tradicional reduto tucano do high society de SP. A disputa mais acirrada está justamente na classe média intermediária, em que a diferença é de apenas 2 pontos a favor de Dilma.  Parece que as pessoas, à medida que ficam menos pobres, passam a preferir os candidatos dos ricos e conservadores.  O fato notável é a distorção que houve na antiga pirâmide das classes sociais: o grupo dos excluídos diminuiu, a classe média baixa praticamente caiu pela metade enquanto a classe média intermediária praticamente dobrou, graças aos 12 anos do governo trabalhista de Lula e Dilma.  Esse é o dado concreto.  O resto é pó e blábláblá, se me entende.
O Estadão mostra que o doleiro Alberto Youssef, preso pela PF na Operação Lava Jato, é reincidente em esquemas de lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas desde o primeiro mandato de FHC e durante seu segundo mandato comprado.  Naquela época estava envolvido o presidente do Banco Central, Gustavo Franco, além de Celso Pitta e Samuel Klein (dono das Casas Bahia).
O Globo também destaca Youssef, que teria enviado R$ 1 bi ao exterior, e mostra que PF e MP, mirando instituições que não coibiram fraudes, investigarão os bancos que fizeram vista grossa a transações feitas pelo doleiro.
Entre as revistas, o folhetim fascista estampa as armas dos candidatos nesta reta final, atribuindo emoção a Marina e racionalidade a Aécio.  Parece que o truque de inflar Marina não deu certo, e a direita volta a apostar em seu plano A, o tucano que diz saber transformar sonho em realidade – não o fez como governador em Minas, mas promete fazer como presidente.
IstoÉ, numa guinada à direita, acompanha o panfleto da Abril, entrando na “onda da razão” ao acreditar que a escolha racional (Aécio) prevalecerá sobre o voto da emoção (Marina).  E afirma que há clima tenso e desespero no Planalto, que adota a tática do medo sob a expectativa de eventual derrota no segundo turno. Na capa, envolve o governador Cid Gomes e o delator Paulo Roberto Costa.  Na IstoÉ Dinheiro, critica a falta de credibilidade do Banco Central com Alexandre Tombini.
A Época, imprensa rosa, põe Tiririca na capa, questionando se o povo sabe votar e chamando de piada o voto popular.  Além disso, ‘mostra’ como o PT seduz blogueiros e dissemina ataques na campanha digital.
A CartaCapital salva a semana ao perguntar por que existe o ódio ao PT e ao destacar que Danilo Gentili é mais que um rematado idiota, é um covarde, citando Roger, Hitler e a Ku Klux Klan. 
O destaque da semana fica para a trapalhada do IBGE e a PNAD com seus erros graves sobre desigualdade de renda, índice de analfabetismo e população desocupada, que chegou a animar a oposição que torce contra o país.  Mas o melhor de tudo foi o candidato ao governo do Rio, Garotinho, pedindo o DARF da Globo, em entrevista ao vivo na própria Globo! Lembrou o melhor momento da história da TV brasileira.
O blog da vez é o tendenciosíssimo Conversa Afiada, do PHA, o sempre bem humorado Paulo Henrique Amorim.

domingo, setembro 14, 2014

Leitura de domingo

As pesquisas eleitorais têm deixado os jornalões atordoados com o desempenho de seu candidato preferido, o senador mineiro que não sai do Rio, e com a queda de seu Plano B, a santinha do pau oco.
O que salva novamente a edição da Folha é a coluna do Jânio de Freitas, que comenta uma campanha indigna.   Mostra como Collor, Serra, Aécio e Marina baixaram o nível das campanhas eleitorais.  Vale a pena lê-lo.
O Estadão destaca que o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, devolverá dinheiro depositado na Suíça (paraíso de sonegadores) em troca de redução de pena.
O Globo achou melhor destacar que o perfil de Costa na Wikipédia foi alterado a partir da rede da Petrobrás, quando ficou evidente que Costa cresceu profissionalmente na empresa durante o governo de FHC.
Na prática os três jornalões ainda repercutem a pauta da revista de fofocas literalmente ‘mais vendida’, cuja missão é uma cruzada ideológica e político-eleitoral contra o PT, Lula e Dilma.  A capa desse pasquim destaca a ‘fúria contra Marina’, deixando claro que, muito a contragosto dos mais radicais, a direita abandonou seu Plano A, Aécio, elegendo como tábua de salvação o Plano B, que é Marina.
A revista IstoÉ traz na capa ‘como o esquema na Petrobrás abasteceu as campanhas de aliados do governo’ e destaca a ‘tática do medo’ que a campanha de Dilma estaria usando contra Marina – exagero desmentido pelo mais sensato colunista da Folha.
A revista Época, imprensa rosa, além de mostrar depoimentos que revelariam elo entre esquemas da Petrobrás e do mensalão do PT, dá voz ao pastor neopentecostal André Salles, que converteu Marina: “Deus me revelou que Marina será a próxima presidente”. 
Entre as revistonas semanais continua mais equilibrada a CartaCapital, que avalia o viés político do vazamento das investigações na Petrobrás, mal calculado para influenciar as eleições.  Também lembra que São Paulo garante a posição de Marina.  Quem entende SP? Insegurança pública, pedágio mais caro do mundo nas estradas estaduais, trensalão tucano assaltando trens e metrô por 20 anos, e agora racionamento de água por má gestão na SABESP.  Ainda assim, Picolé de Chuchu, servidor da Opus Dei, deve ser eleito no primeiro turno!
O blog que destaco hoje é o hilário Hariovaldo Almeida Prado, grande mestre no combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã.

sábado, setembro 13, 2014

Eu Sou o Número Quarenta e Dois

A última ditadura militar fascista no Brasil durou 21 anos.  Em 15 de janeiro de 1985 foi eleito indiretamente presidente do país o advogado, empresário e político mineiro Tancredo Neves.  Ao ser eleito, terminou seu discurso dizendo: “Não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos, como nas praças públicas, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Se todos quisermos, dizia-nos, há quase duzentos anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, podemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la!”.  Mostrou grande habilidade política para que aquele dia chegasse, já que a extrema direita queria mais 2 anos para João Figueiredo antes da sucessão por eleições diretas, eventualmente.  Mas, como tinha dito Getúlio Vargas, “no Brasil, não basta vencer a eleição, é preciso ganhar a posse!”.   Tancredo faleceu 96 dias depois, misteriosamente.  E quem assumiu a presidência em 15 de março foi José Sarney, também recém-integrante do PMDB, mas ex-correligionário de PFL, PDS, ARENA e UDN.  Assim acabou a ditadura.
Só que não. O fim da ditadura foi apenas formal, já que a sociedade brasileira, passados mais 29 anos, ainda tem um ranço autoritário herdado dos tempos da colonização.   A cultura autoritária, que era apenas da elite conservadora, ainda hoje persiste nas famílias, nos condomínios, nas ruas, nas escolas, nas empresas, nas igrejas, nos clubes, nos sindicatos, nos partidos, nas polícias, na mídia, nas diversas instâncias dos três poderes.  Passado tanto tempo, justamente o neto do moderado Tancredo agora afronta a democracia ao processar mecanismos de busca na internet, redes sociais e até institutos de pesquisa, responsabilizando-os por sua enorme rejeição popular e pelo seu terceiro lugar nas pesquisas eleitorais.  De fato, nunca antes na história deste país a direita concorreu à presidência da república com um candidato tão fraco.   E tão desesperado.  Serra, em 2010, fingiu passar mal e chegou até a fazer tomografia por causa de uma bolinha de papel que acertou sua cabeça.  Muito pior acontece agora, quando seu desafeto correligionário persegue judicialmente 66 internautas, na iminência de nem disputar eventual segundo turno mesmo em seu estado natal.   Eu sou o número 42, mas na verdade somos todos 66, os que amam a liberdade, a justiça social e a verdadeira democracia.
Lembrando Cândido e seu mentor Pangloss, de Voltaire, “tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis”.  Isto é, a boa notícia é que na hora h, às vésperas das eleições, os candidatos da direita deixam cair suas máscaras de democratas, revelando o espírito autoritário não apenas deles próprios, mas também de seus eleitores e da mídia golpista que os apoiam.

domingo, setembro 07, 2014

Leitura de domingo

Agora falta um mês para o primeiro turno.  E mais quatro capas da revista Veja.  O pasquim sionista da famiglia Civita continua em sua cruzada contra o PT, Lula e Dilma.  A capa desta semana se delicia com vazamentos seletivos do depoimento do ex-diretor da Petrobras à Polícia Federal, Paulo Roberto Costa.  Ele citou governadores (Sergio Cabral, Roseana Sarney e Eduardo Campos), ministro de Minas e Energia (Edison Lobão) e parlamentares (Renan Calheiros e outros).  Essa também foi a pauta dos jornalões, mas sem o partidarismo apaixonado do folhetim da Abril.  O procedimento normal é a polícia investigar, o ministério público acusar e a justiça julgar.  Mas a revista do grupo racista Naspers faz tudo isto ao mesmo tempo.  Escolhe o que vai ‘informar’, como vai fazê-lo e QUANDO, isto é, às vésperas das eleições.  Falta isenção, independência, apartidarismo e pluralismo.  Ou seja, não é jornalismo.  É pura e simplesmente militância política, partidária, eleitoral.
A Folha tem destaques interessantes: a opção dos eleitores de direita à Marina, a admissão de falha e descuido de Aécio com Minas Gerais, o patrocínio do Itaú ao instituto de Marina, e as empreiteiras sendo alvo da PF nas investigações sobre a Petrobras.  A colunista tucana Cantanhêde tem esperanças de que seu candidato Aécio se recupere mediante as providenciais denúncias engendradas para serem balas de prata.  O que salva a edição novamente é a coluna do Janio de Freitas, segundo a qual as hipóteses estão abertas quanto ao resultado da eleição.
O Estadão, eleitor de Aécio, estampa: PT avalia que a denúncia contra aliados põe Dilma na defensiva.  A presidenta espera dados ‘oficiais’ para tomar providências. Enquanto isto Aécio oportunamente chama as denúncias de propina na Petrobras de ‘mensalão 2’.  Já Marina, em defesa de Eduardo Campos, diz que não quer vê-lo morrer duas vezes.
O Globo, também eleitor de Aécio, mostra que a delação poderá até livrar de cadeia ex-diretor da Petrobras, quando o STF homologar acordo com o ministério público.  Mensalões anteriores não inibiram os políticos e a corrupção continua por causa, principalmente, de interesses privados e fragilidade das instituições. Está certo.  Só faltou deixar claro que a corrupção é um problema da sociedade, e não exclusivo de nenhum dos poderes do Estado – se bem que o nosso Judiciário é o pior deles.
A revista Época, da Globo, imprensa rosa, destaca a força dos evangélicos e o processo por improbidade a que responde Fábio Vaz, o marido da Marina Silva.  Interessante também é destaque ao movimento Marimar, unificação dos eleitores de Marina e de Marconi Perillo, candidato a reeleição em Goiás pelo PSDB.  Como bem lembramos, Perillo é sócio ou ex-sócio do bicheiro que pauta ou pautava a revista Veja, Carlinhos Cachoeira.  O movimento também ficou conhecido como Mariconi!
A IstoÉ, bastante tucana desta vez, destaca a ofensiva ou cartada de Aécio (plano para virar o jogo e chegar ao segundo turno), a Propinobras (esquema criminoso de PT e aliados na Petrobras) e a busca dos indecisos (na campanha que continua aberta).  E lembra que Maluf, a exemplo da Soninha, foi barrado na Ficha Limpa, além de ser chamado de “Sr. Propina” pela Transparência Internacional.
A CartaCapital destaca o programa de caridade Criança Esperança, a “Bolsa Globo”, uma contradição da organização que hipnotiza o brasileiro, opositora ferrenha dos programas sociais do governo.  Outro destaque interessante é a pergunta afinal, quem são os evangélicos?
Como se vê, a mídia ainda não desistiu de seu candidato, o tucano Aécio Neves.  E o plano B da mídia, dos conservadores e dos especuladores é Marina, para a eventualidade do senador playboy não emplacar sua bolsa de denúncias e suas balas de prata.
O blog recomendado hoje é o do Balaio do Kotscho

quarta-feira, setembro 03, 2014

Sobre hipocrisia, animais e crianças

Quanto mais conheço as pessoas, mais amo os animais.  Não se sabe exatamente quem disse esta frase pela primeira vez, mas ela é atribuída a Rui Barbosa, a Alexandre Herculano e a Blaise Pascal, como vemos no Google.  Não importa quem disse.  E nem a forma, que pode variar um pouco, sendo pessoas substituídas por homens, e animais, por cachorros, por exemplo. O que importa é seu conteúdo.  Não saberia fazer uma análise psicológica ou psicoterapêutica da frase, mas ela revela a repulsa por pessoas, o fracasso ou a negação dos relacionamentos, a solidão, o individualismo, a carência afetiva, a fuga da realidade, a alienação.
Basta entrar no Facebook e no Instagram que você verá centenas de pessoas exibindo orgulhosamente seus pets, sejam cachorros, gatos, passarinhos e até, como cantaram os Titãs, oncinha pintada, zebrinha listrada e coelhinho peludo.
A mídia golpista recentemente divulgou dados do IBGE e da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) mostrando que o brasileiro gasta cerca de 6 bilhões de reais por ano com animais de estimação, sendo um terço desse total em São Paulo. E aqui as indústrias do setor só faturam menos do que nos Estados Unidos.  Manter um cachorro demanda o gasto de praticamente meio salário mínimo ao mês com ração, vermífugo, vacina, controle de pulgas, veterinário, banho, tosa.   Dá para arriscar a dizer que há muito animal por aí que tem vida melhor do que a vida de muitas crianças pobres, abandonadas.
Há pessoas que viajam aos centros de compras da moda mundo afora, com seus pets ou não, só para trazer, entre as inúmeras sacolas, bens para seus bichanos.  E animais domésticos são considerados por muita gente como fazendo parte da família, às vezes sendo de fato a única família de muitas pessoas.
Há pessoas que amam seus animais e odeiam o ser humano.  Não digo que odeiam o semelhante porque, a esta altura, para estas pessoas o semelhante é exatamente o animal.  Eles odeiam a gente ‘diferenciada’, aquele que vem ‘lá de nós’, o forasteiro, o nortista, o nordestino, o empregado, o pobre.  Estas mesmas pessoas, que se acham ou se dizem cristãs, não amam o próximo como a si mesmas.  Mas amam a seus animais com toda possessividade.  Para elas, mais vale um cão ou um gato do que uma criança. 
Essa alienação é tão contraditória que estes amantes de animais não dão a mínima se o animal for um boi, um porco, um cabrito, uma galinha.  Esses bichos não são ‘fofinhos’. Danem-se.  Os alienados que outro dia invadiram um laboratório que usava animais para testes ‘libertaram’ apenas os bichos fofinhos, deixaram de lado os ratos feios.  Esses alienados jamais visitaram um abatedouro, um matadouro ou um frigorífico.  Eles não se importam que os bichos que não são fofinhos sofram quando cruelmente massacrados.   Da mesma forma que a mídia golpista não se importa com o genocídio cometido todos os dias pelos sionistas ladrões das terras palestinas. De fato, hoje em dia não se pode esperar muito das pessoas mesmo.