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Mostrando postagens de Julho, 2009

Nobres é mais que bonito!

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Nobres é lindo! Essa é uma alusão à cidade de Bonito, que fica em Mato Grosso do Sul. Nobres tem um grande potencial turístico, explorado há menos de 5 anos. Fica apenas a 140 km de Cuiabá-MT, com pelo menos 40 km em estrada de terra, dependendo do caminho escolhido. A foto ao lado mostra o Aquário Encantado, que é um dos passeios realizados pela agência Rota das Águas. Lá se pode mergulhar com snorkel, colete e papetes flutuantes, para contemplar os cardumes de piraputangas e diversas outras espécies de peixes, em águas transparentes e cristalinas.

Pantanal

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O Pantanal é a maior planície alagada do mundo. A foto ao lado foi tirada num passeio de barco pelo Rio Pixaim. O passeio dura cerca de uma hora, e custa cerca de R$ 35,00 por pessoa no Pantanal Mato Grosso Hotel, que fica no km 65 da Rodovia Transpantaneira. Essa rodovia liga Poconé a Porto Jofre, em Mato Grosso, e não é pavimentada, mas está em boas condições nesta época de seca. Poconé, por sua vez, fica a 100 km de Cuiabá. Para se ver jacarés e aves diversas em grande número, uma boa dica é visitar a Pousada Curicaca.

Chapada dos Guimarães

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Esta é a Cachoeira Véu da Noiva, que fica no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no município de mesmo nome, a cerca de 60 km de Cuiabá-MT. O parque foi reaberto parcialmente há uma semana, após ficar fechado durante um ano e quatro meses devido a um acidente. O acesso é fácil, a 1 km da estrada, na parada Buriti. É permitida a entrada (gratuita) de 100 pessoas por vez. Existe uma linha de ônibus que liga Cuiabá à Chapada em cerca de uma hora, e a passagem é de apenas 7 a 10 reais.

Despejos, demolições, fascismo e racismo

Estados Unidos, União Européia e Rússia estão criticando a prática expansionista de Israel, que está despejando palestinos e demolindo suas casas em Jerusalém Oriental. Essa é a estratégia da direita israelense para atrapalhar os planos de paz que incluem o estabelecimento de parte de Jerusalém como capital do futuro estado palestino. Pelo jeito, Israel vai continuar não obedecendo à ONU e fazendo o que bem entende porque seus cidadãos têm muito dinheiro nos países que poderiam contrariar seu interesse expansionista.
Conforme a Folha de hoje, o chanceler israelense Avigdor Liberman, que é líder de um partido de extrema direita, está hoje em São Paulo e evita locais públicos. Esse indivíduo defende que os árabes israelenses assinem um contrato de lealdade ao Estado judaico. Então deve ter razão o Valter Pomar, secretário para relações internacionais do PT, que chamou o chanceler de fascista e racista. Pode até se discutir a forma, isto é, talvez ele devesse ter sido mais diplomátic…

A Primeira Alunissagem

Já que hoje é dia de comemorar a primeira alunissagem, para falar a verdade, este é o primeiro filme de ficção científica sobre o assunto, realizado por Georges Méliès em 1902, adaptando o famoso romance "Da Terra à Lua" (De la Terre à la Lune, 1865) de Júlio Verne. Pegue o e-book no Virtual Books ou veja o filme no YouTube:


Este é o filme que recomendo sobre alunissagens, porque afinal de contas a primeira alunissagem a gente nunca esquece.

Vlad, o Príncipe Empalador

"Nosferatu" (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922, F.W. Murnau) talvez seja o filme mais antigo sobre vampiros. É mudo e em preto e branco mas, para mim, é o melhor de todos até hoje. O filme tem roteiro de Henrik Galeen e não faz menção ao autor do romance "Dracula", Bram Stoker. Por isso, a viúva de Stoker processou os realizadores do filme, e as autoridades alemãs ordenaram a destruição de todas as suas cópias. Por sorte, intencionalmente nem todas as cópias foram apagadas (...).
A seguir, cito outros filmes de vampiros, em ordem cronológica e, coincidentemente, em ordem (decrescente) de qualidade:
"Drácula"(Dracula, 1931), dirigido por Tod Browning, com Bela Lugosi interpretando o Conde Drácula.
"Drácula"(Dracula, 1958), dirigido por Terence Fisher, com Christopher Lee interpretando o Conde Drácula e Peter Cushing como o Doutor Van Helsing.
"Nosferatu - o Vampiro da Noite"(Nosferatu: Phantom der Nacht, 1979), dirigido por Wer…

Acredite se quiser

Segundo a Folha de hoje, a Nasa apagou "sem querer" fitas originais da ida à Lua. Incrível. Ou será crível? Faça a sua escolha. Há algum tempo, comentei com amigos que não acredito que houve de fato o tal pouso lunar em 20 de julho de 1969. Alguns, não lembro se todos, me olharam com um ar de reprovação como se eu tivesse cometido um sacrilégio. Quer saber? Deixei para lá. Não vale a pena se indispor com as pessoas por razões de credo, principalmente político, filosófico ou religioso, como dizia meu pai. Não vou debater aqui as razões de minha profanação. Só lembro que o ano era 1969, ou seja, há 40 anos, em meio à Guerra Fria, à corrida armamentista e astronáutica, quando era muito impopular a participação americana na Guerra do Vietnã. A seguir deixo dois links que tratam desta discussão:
A Fraude do Século, e
Show da Lua.
Ó inquisitor, por favor não me recrimine, porque eu acredito, sim, nas estórias da Carochinha.

Ler ou não ler: eis a questão

Outro dia abordei a questão da leitura e da escrita. Hoje o editorial da Folha comenta sobre o analfabetismo infantil, lembrando que, segundo o IBGE, 11,5% das crianças de oito e nove anos são analfabetas no Brasil. É alarmante. Mas existem boas iniciativas nessa área, como o movimento Todos Pela Educação. E também foi motivo de celebração o balanço positivo da FLIP, realizada na primeira semana deste mês. Vale a pena refletir sobre o assunto. Vale também lembrar Mário Quintana e Bertold Brecht que, respectivamente, disseram o seguinte:
O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância polít…

Carrancas

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Carrancas fica no sul de Minas Gerais, a cerca de 430km de São Paulo, na região da Estrada Real. Possui diversas quedas d'água, poços, escorregadores, corredeiras, cânions e grutas, espalhadas por fazendas antigas e propriedades particulares. Há construções conservadas dos séculos XVIII e XIX, incluindo mobília e peças da época colonial. A cidade fica no "caminho velho", que ligava Ouro Preto ao porto de Parati, por onde circulavam os escravos e o ouro. Para um maior detalhamento, veja o site da Estrada Real. A primeira foto acima mostra a cidade, vista da Pousada 7 Quedas. E a seguir, a Cachoeira da Fumaça (22m), que fica a 8 km na estrada de terra para Minduri, num complexo que inclui as cachoeiras Véu da Noiva, do Flávio e da Serrinha. Para banho, recomendo as piscinas naturais do Poço do Coração, com água limpinha e cristalina, a apenas 3 km na estrada para Itutinga.

O Acossado

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Em 1958 a jornalista Françoise Giroud publicou um ensaio chamado La Nouvelle Vague (A Nova Onda), sobre a juventude da época, que acabou qualificando o estilo dos novos cineastas franceses, colaboradores da revista "Cahiers du Cinéma" e da Rive Gauche parisiense, sendo os mais importantes:

Alain Resnais

Nuit et brouillard, 1955 (Night and Fog ou Noite e Neblina)
Hiroshima mon amour, 1959
L'année dernière à Marienbad, 1961 (Last Year at Marienbad ou O Ano Passado em Marienbad)

François Truffaut

Les quatre cents coups, 1959 (The 400 Blows ou Os Incompreendidos)
Jules et Jim, 1962 (Jules and Jim ou Jules e Jim)
La nuit américaine, 1973 (Day for night ou A Noite Americana)

Jean-Luc Godard

À bout de souffle, 1960 (Breathless ou Acossado)
Vivre sa vie: film en douze tableaux, 1962 (My life to live ou Viver a vida)
Bande à part, 1964 (Band of outsiders)


A Nouvelle Vague foi influenciada pelo Neorealismo italiano, dos mestres Rossellini, De Sica, Visconti e Fellini. E certamente influencio…

Cine Majestic

A Fox reprisou hoje "Cine Majestic" (The Majestic, 2001, Frank Darabont). Para quem não lembra, Darabont dirigiu os excelentes "Um Sonho de Liberdade" (The Shawshank Redemption, 1994) e "À Espera de um Milagre" (The Green Mile, 1999), cujos roteiros também escreveu baseado em contos de Stephen King. Não chega a ser uma obra-prima como aquelas, mas é um filme interessante pelo argumento e pela atuação diferente e competente do Jim Carrey. O filme não tem nada de blockbuster - efeitos especiais, velocidade, violência, sexo. Conta a estória do roteirista Peter Appleton (Jim Carrey) que, depois de ser colocado na lista negra de Hollywood pelo comitê macartista, sofre um acidente, perde a memória e é confundido com um soldado desaparecido na Segunda Guerra Mundial. Acredite-me: Jim Carrey está ótimo e não faz sequer uma careta em todo o filme! É um drama sobre os anos 50, mas ainda infelizmente muito atual, já que retrata a intolerância que persegue as pes…