Sim ou não?


Cheguei da escola onde fui votar. Votei "sim" à proibição do comércio de armas de fogo e munição. Pesquisas de boca de urna apontam a vitória do "não". Estou desapontado. Muita gente de quem eu gosto votou ou vai votar no "não". Bom, vou continuar gostando dessas pessoas. Mas não de suas idéias, de suas crenças, de suas escolhas. Por outro lado, acho que algumas pessoas vão me olhar de forma diferente porque explicitei minha escolha pelo "sim". Num ambiente em que é necessário fazer e explicitar uma escolha, sempre há o risco de acabar sendo penalizado, caso sua escolha seja diferente daquela da maioria ou dos mais importantes numa hierarquia. Aí caberia um exercício de maturidade e tolerância: manter a diferenciação entre pessoas e idéias. Infelizmente é comum não se fazer isso. As pessoas não deveriam ser julgadas por suas idéias. No entanto, são. E não somente nas ditaduras, nos regimes de exceção. Isto acontece no mundo todo, mesmo nas democracias mais consolidadas. Senão, não haveria preconceito e perseguição a pessoas que simplesmente são diferentes ou pensam diferente. Que bom seria se todos levassem em conta o que disse Voltaire: "Posso não concordar com o que você tem a dizer, mas eu defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Tratamento justo e respeitoso às pessoas - este deveria ser um dos valores mais importantes para a humanidade.

Comentários

Anônimo disse…
oi Luizão, votei sim tambem. Sabemos o alcance de uma decisão dessas e quanto a humanidade caminhou ate aqui. A rejeição ao desarmamento tem implicações muito importantes....
-A humanidade ainda cre no "olho por olho, dente por dente", apesar de dizesem-se Cristãos,
-Vivemos a égide do medo e os governos ditos "democraticos" nunca fizeram tanta força (e mesmo trapaças!) para manterem o estado autoritario e policial
-alias, o estado policial é fundamental para que o Imperialismo atinja sua maturidade
etc, etc,
-muitos inocentes continuarão pagando com suas existencias o privilégio de alguns,

Uma coisa me anima, esta cada vez mais dificil ao "apolitico" dizer-se inocente. A água chegou no traseiro e agora eles tambem tem que posicionar-se.... ou morrem por um tiro perdido (ironia, não?), por um furacao, por uma tzunami, e por ai afora.

Força amigo, a verdadeira revolução esta a caminho e não tem como "barrar o parto" assim como não existe "meio gravida"

Abração
Roberto

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