Nossa Língua
Costumo dizer que na fala do cotidiano é até aceitável falar-se "errado". Tudo depende do contexto, do meio, das pessoas com quem você estiver falando. Questão de adequação. Não vá querer falar português literário numa geral em pleno clássico de futebol. E nem tratar um juiz de direito como se estivesse se dirigindo a um conhecido num botequim. Mas na hora de escrever, cuidado. Recebo cada e-mail no ambiente profissional que nem acredito. Tudo bem que também não sou infalível. Mas juro que me preocupo quando estou escrevendo. Aliás, aceito toda e qualquer observação, sem levar para o lado pessoal. Porque tenho interesse em me aprimorar. Acho que vale para a escrita a seguinte passagem bíblica: "é melhor ficar calado e passar por idiota do que falar e dar essa certeza aos outros". Mesmo num chat dá para se notar o nível cultural das pessoas. Bem, toquei no tema porque "descobri" uma revista muito interessante sobre a nossa língua, a "Língua Portuguesa", da Editora Segmento. Estão ótimas as matérias sobre o gerundismo, na 1a. edição; e sobre a crase, nesta 2a. edição. Recomendo.

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