A Questão do Poder
Costumo pensar que para se conhecer bem uma pessoa, é necessário que ela fique numa posição de poder. Nessa condição, seu líder, seja ele seu parceiro, seu chefe, seu presidente etc normalmente se transforma em outra pessoa, ou passa a ser na realidade a pessoa que sempre foi, mas de forma velada, até então desconhecida. O historiador inglês John Emerich Edward Dalberg (1834-1902), também conhecido como lorde Acton, disse: “power tends to corrupt; absolute power corrupts absolutely”, ou seja, “o poder corrompe; poder absoluto corrompe absolutamente”. Mas talvez quem tenha mais razão seja Abraham Lincoln (1809-1865), décimo sexto presidente dos Estados Unidos, quando disse: “nearly all men can stand adversity, but if you want to test a man's character, give him power”, ou seja, “quase todos os homens podem suportar adversidades, mas se você quiser testar o caráter de um homem, dê-lhe poder”.
Já vi tanta gente mudar quando adquire alguma forma de poder! Democratas, liberais e libertários viram tiranos, com freqüência. Tinha razão o historiador americano Henry Adams (1838-1918) quando disse: “a friend in power is a friend lost”, ou seja, “um amigo no governo é um ex-amigo”.
Por falar em governo, lembro do que disse o geógrafo e etnólogo alemão Friedrich Hatzel (1844-1904): “Arbitrary rule has its basis, not in the strength of the state or the chief, but in the moral weakness of the individual, who submits almost without resistance to the domineering power”, isto é, “leis arbitrárias têm sua base, não na força do estado ou do chefe, mas na fraqueza moral do indivíduo, que se submete quase sem resistência ao poder dominante”. Sociedades de cultura autoritária acreditam que devem ser guiadas de forma autoritária, não importa por quem, desde que seja por alguém autoritário. Mesmo que seja alguém de baixa estatura moral ou de sexualidade duvidosa, como Hitler, por exemplo. Ou um idiota qualquer. Mas, como disse o escritor russo Denis Fonvizin (1744-1792), “a fool is very dangerous when in power”, ou seja, “um idiota no comando é muito perigoso”.
Bem, chega de falar em autoritarismo e autoritários. Conforme o escritor francês Jean de La Bruyère (1645-1696), “we should keep silent about those in power; to speak well of them almost implies flattery; to speak ill of them while they are alive is dangerous, and when they are dead is cowardly”, isto é, “devemos nos manter calados sobre os que estão no poder; falar bem deles quase significa bajulação; falar mal deles enquanto eles estão vivos é perigoso, e quando eles estão mortos é covarde”.
Desculpe as muitas citações, mas faço minhas as palavras dessas pessoas.
Já vi tanta gente mudar quando adquire alguma forma de poder! Democratas, liberais e libertários viram tiranos, com freqüência. Tinha razão o historiador americano Henry Adams (1838-1918) quando disse: “a friend in power is a friend lost”, ou seja, “um amigo no governo é um ex-amigo”.
Por falar em governo, lembro do que disse o geógrafo e etnólogo alemão Friedrich Hatzel (1844-1904): “Arbitrary rule has its basis, not in the strength of the state or the chief, but in the moral weakness of the individual, who submits almost without resistance to the domineering power”, isto é, “leis arbitrárias têm sua base, não na força do estado ou do chefe, mas na fraqueza moral do indivíduo, que se submete quase sem resistência ao poder dominante”. Sociedades de cultura autoritária acreditam que devem ser guiadas de forma autoritária, não importa por quem, desde que seja por alguém autoritário. Mesmo que seja alguém de baixa estatura moral ou de sexualidade duvidosa, como Hitler, por exemplo. Ou um idiota qualquer. Mas, como disse o escritor russo Denis Fonvizin (1744-1792), “a fool is very dangerous when in power”, ou seja, “um idiota no comando é muito perigoso”.
Bem, chega de falar em autoritarismo e autoritários. Conforme o escritor francês Jean de La Bruyère (1645-1696), “we should keep silent about those in power; to speak well of them almost implies flattery; to speak ill of them while they are alive is dangerous, and when they are dead is cowardly”, isto é, “devemos nos manter calados sobre os que estão no poder; falar bem deles quase significa bajulação; falar mal deles enquanto eles estão vivos é perigoso, e quando eles estão mortos é covarde”.
Desculpe as muitas citações, mas faço minhas as palavras dessas pessoas.

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