Veja o apogeu da enganação
A apenas quatro dias da virada do ano, e da posse da
presidenta, parte da mídia ainda está inconformada com a vitória popular nas
urnas. É o caso do Estadão, cujos
editoriais seguem aquela linha panfletária e reacionária da revista VejaQueNojo. O despeito fica claro no editorial de hoje, ‘o
consumo da informação’, ao festejar o resultado da Pesquisa Brasileira de
Mídia 2015, que ainda aponta o jornal como o meio de comunicação mais confiável.
Dos entrevistados, 58% confiam nos jornais enquanto que de 67% a 71% não
confiam em sites, blogs e redes sociais. Jornalão dos Mesquita fala em credibilidade
e ‘bom jornalismo’, mas esquece de que para isso é necessário isenção,
independência, apartidarismo e pluralismo.
Com medo da regulação da mídia, esquecem-se do princípio do
contraditório e da ampla defesa.
A Folha, para variar, está em cima do muro e dá um
refresco. O editorial ‘Dilma
2.0’ é um retrato disso. O melhor do jornalão dos Frias ainda é a coluna do
Janio de Freitas: ‘Como
um paredão’ aborda de forma equilibrada inclusive o novo ministério da
Dilma.
O Globo, embora cada vez mais parecido com a Época e seu
modelo, a Caras, dá uma lição sobre o contraditório e a ampla defesa, ao
abordar a questão do MERCOSUL e
incluir a opinião
do deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).
A VejaQue Nojo diz que pagou mico em 2014, o apogeu da
enganação. Não li e não vou ler, mas talvez
se refiram também à maior barriga jornalística de sua história, o caso Boimate.
A QuantoÉ dependente continua com aquela ladainha que é o
novo mimimi dos derrotados nas urnas, da ‘nova oposição’. Festejam a ascensão da velha direita, com
Caiado, Bolsonaro e os fascistas de sempre.
A Época, imprensa rosa, que inspira o jornal dos Marinho,
mal disfarça o pensamento coxinha que festejou Joaquim Barbosa e agora tieta
Venina Velosa da Fonseca. Jornalismo de esgoto não merece comentários.
Foi-se o Natal. Então
é Ano Novo. Feliz 2015 para todo mundo, inclusive os walking dead teleguiados por
nossa mídia sempre golpista.

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