Coxinhas hipnotizados defendem impeachment e golpe militar
A Falha destaca hoje que ‘brasileiros responsabilizam Dilma
por escândalo de corrupção na Petrobras’, segundo o DataFalha. E também a reedição da Marcha da Família com
Deus pela Liberdade, ocorrida em 1964 em resposta à ‘ameaça comunista’ porque
Jango feriu os interesses da classe média e da elite. Ontem a Marcha da
Discórdia, segundo o mesmo folhetim, reuniu 5000 marias-vão-com-as-outras no
centro novo de São Paulo, que pediram o impeachment da presidenta e o golpe militar.
O lesado cantor Lobão reclamou a ausência do Caiado e do playboy
derrotado. No final apareceu o carbonário
Zé Bolinha Çerra para botar lenha na fogueira e confessar na maior cara-de-pau
que, como governador irresponsável, se orgulha por ter atrasado o projeto do
trem-bala. Realmente a única coisa que
presta neste panfleto da famiglia Frias é a coluna do Janio de Freitas, que
hoje aborda o trabalho da Comissão
da Verdade.
O conservador confesso Estadão destaca que ‘satisfação com a
democracia volta a crescer’, segundo o Globope, mas festeja em editorial a volta
da ‘oposição de verdade’, mais parecendo uma nota oficial do PSDB. Ao mesmo tempo, o folhetim da famiglia
Mesquita aborda a institucionalização
do racismo em Israel, tema relevantíssimo para um jornal ‘brasileiro’. De qualquer forma o texto ilustra bem como
sionismo e nazifascismo são idênticos.
Devo admitir: O Globo está melhor do que os panfletos paulistanos.
Hoje destaca que as favelas da cidade
deixam de serem redutos de miséria. E
está ótima a opinião da Dorrit Harazin, esposa do jornalista Elio Gaspari, Cenas de
um Divórcio, abordando a questão racial em Patópolis. Aliás, recomendo “A Ditadura Envergonhada”, livro
do Elio Gaspari sobre o período entre os golpes de 1964 e de 1968 (que faz
aniversário no sábado que vem).
Nem vou comentar sobre as nossas revistas semanais, a não
ser que a revista QuantoÉ está cada vez mais a cara da VejaQueNojo. Essas revistas abandonaram o jornalismo para
se engajar na militância político-ideológica faz tempo. A única que vale a pena ser lida é a
CartaCapital, ainda.
O melhor da semana, em minha humilde opinião, está no Carta Maior, site que recomendo e que,
além de lembrar que a esposa do juiz da Lava Jato é assessora jurídica do vice
do governador tucano Beto Richa, traz o artigo do Beto Almeida destacando que, ‘sempre
que presidentes brasileiros tomaram medidas em favor dos trabalhadores, houve
implacável reação golpista’, prática repetida hoje, como ilustra a foto acima.



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