Leitura de domingo - Mídia e Judiciário elegerão o candidato do retrocesso?
A Folha, um jornal a serviço do conservadorismo, continua a
favor de Aécio, mas sem assumir em seu editorial de hoje, em que faz de conta
que é neutra. Vale a pena dar uma olhada
na coluna da ombudsman (por que não ombudswoman?) Vera Guimarães Martins, mas
quem salva a edição é o Janio de Freitas, que comenta a censura
imposta pelo TCE a uma semana do segundo turno.
O Estadão, que não dissimula e se declara conservador,
ilustra bem seu partidarismo hoje no editorial 'a
esperança contra o ódio'.
O Globo, como era de se esperar, apoia a censura do TSE a esta
altura do jogo por causa do “desvirtuamento da campanha eleitoral”, em
editorial claramente oposicionista.
A Veja, claramente de direita, continua em sua apaixonada
cruzada contra o PT, Lula e Dilma, estampando o doleiro Youssef, segundo o qual
em 2010 a campanha de Dilma recebeu dinheiro desviado da Petrobras.
A IstoÉ, que agora parece reivindicar o título de porta-voz número
um da direita, estampa “Corrupção: você aceita isso?”, afirma que a campanha de
Dilma usa a mentira como arma, e comemora Aécio ‘13’ pontos na frente.
A revista Época, da Globo, jornalismo rosa, está cada vez
mais parecida com a “Caras” e o destaque, além da torcida por Aécio, é a foto
dele beijando as mãos de Marina, que aparece nas redes sociais como a “noiva cadáver”. Aliás, ela tinha dito que não subiria no
palanque do PSDB, mas novamente mudou de ideia e fez
isso no Pará. É a ‘nova política’ da santa do pau oco.
Das revistas semanais a exceção é a CartaCapital, a única
favorável à reeleição da Dilma e não alinhada ao jornalismo subordinado aos
interesses dos Estados Unidos e de Israel. Aliás, destaca esta semana que prisioneiros
de guerra de 1948 a 1955 sofriam com miséria, falta de higiene, fome, doenças,
trabalho forçado, tortura e tentativas de fuga punidas com execuções em campos
de concentração de Israel para palestinos.
Como pudemos acompanhar nos últimos meses, a mídia não mudou
de lado: é conservadora e combate todo e qualquer governo que tenha a ousadia de
ficar do lado do povo e do trabalho em detrimento das elites e do capital. Foi assim com João Goulart de 1961 a
1964. E tem sido da mesma forma nos
últimos 12 anos. Elegeu Collor em 1989 e
o forçou a renunciar em 1992. Domingo
que vem veremos se ainda tem força para eleger e derrubar presidentes no
Brasil. Está perto de seu objetivo, já que desta vez tem o apoio do
Judiciário. Quem duvida, basta lembrar
que o mensalão original, tucano, prescreveu.
E, como lembrou Dilma no debate da Bandeirantes, não há sequer um
condenado cumprindo pena pelos diversos escândalos promovidos pelo PSDB durante
a gestão FHC e os governos estaduais tucanos.
A Justiça é como as víboras, que só picam os pés descalços. Outro fator
que vai pesar nestas eleições é o renascimento do fascismo, que já cresce na
Europa e nos Estados Unidos, agora entre nós, como bem lembra o Paulo
Moreira Leite.
Hoje o blog indicado é o do PML, citado acima.
A hora é de esquecer divergências e votar
conscientemente para garantir que o país mude
mais, com mais democracia e mais justiça social. Para isto, reitero meu voto em Dilma. Boa semana a todos.

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