Leitura de domingo
O destaque da semana, sem dúvida, foi o trágico desaparecimento de
Eduardo Campos na quarta-feira, 13 de agosto, exatamente 9 anos depois do avô,
Miguel Arraes, fato lembrado por mim neste blog.
A mesma Folha que, como toda a mídia, hoje endeusa Eduardo e sua
substituta, em 2005 chamou Arraes de ícone da velha esquerda. Mal houve o
acidente e até agora, antes do enterro, se vê claramente o uso político dessa tragédia.
A farsa começou com afirmações da própria família do candidato e se
estendeu pelo resto da semana com teorias de conspiração de gente mal intencionada, espalhadas
por alienados nas redes sociais e até pela mídia golpista, especialmente em
programas de baixo nível da TV. Chegou-se a comparar Eduardo com o avô, e
até com Tancredo.
O pasquim da ditabranda usa os termos romaria, devoção, clamor, emocional, incerteza, esperança. Nas entrelinhas o jornal a serviço do conservador expressa o desejo de que Marina supere Dilma num eventual segundo turno. Ou seja, devido ao mau desempenho de Aécio nas pesquisas eleitorais, a direita e sua porta-voz, a grande mídia, já desistiu do playboy e tem agora apenas um objetivo: derrotar Dilma. Curiosamente o DataFolha mostra que a reprovação do governo recuou em São Paulo.
O Estadão destaca que Marina não embarcou no avião por providência divina. Como seu candidato não empolga no Nordeste, a ideia aqui é carrear os votos dessa região para a Marina. O risco assumido é vê-la passar o playboy antes do primeiro turno. É a estratégia kamikaze, o acionamento daquele famoso botão vermelho, a aposta no pior.
O pasquim dos Civita continua em sua campanha, ou melhor, em sua cruzada contra o PT e Dilma, cinicamente estampando Eduardo Campos e a estrela de Marina. Online agora o folhetim culpa Dilma pelo atraso da cerimônia e se alegra com as vaias à presidenta.
O Jornal do Brasil lembra que, segundo colunista da Veja, Marina empata tecnicamente e vence Dilma no segundo turno!
Para a revista IstoÉ, Eduardo Campos, que também é capa, construiu uma nova forma de fazer política no Brasil. Sem nepotismo, sem traição, sem incoerência?
A revista CartaCapital, que faz 20 anos, destacou a dura entrevista de Eduardo Campos no Jornal Nacional, da Globo, na terça-feira. De fato, deu até pena dele diante da inquisição feita por Bonner e Poeta. Parece que a IstoÉ não viu a entrevista, ou discorda totalmente.
Por incrível que pareça, o jornal O Globo é o melhor do dia. Destaca a revolta em Ferguson, Estados Unidos. Claro que o faz por vira-latismo, mas a boa nova é que expõe o problema do racismo recorrente no Império. Também destaca o mercado de escravos praticado por empresários (bandidos?) em SP com imigrantes haitianos e africanos. E extraordinariamente mostra que israelenses foram às ruas para pedir negociação com os palestinos. Isto demonstra que sionismo não é judaísmo, mas sim a causa do antissemitismo.
Aliás, o portal UOL mostra que jovens judeus europeus mudam para Israel por serem hostilizados. Também o editorial de O Globo merece ser lido hoje, ao tratar do perigo da intolerância religiosa.
Minha conclusão é que a direita continua tendo uma única saída para derrubar Dilma: o caos e a comoção popular. Já abandonou seu candidato e agora aposta em Marina. A bala de prata é a santa do pau oco, que deve ultrapassar o candidato da famiglia. E ela deve ficar em segundo lugar nesta guerra eleitoral que não terá segundo turno.
Este é meu primeiro post feito com o editor Leafpad no sistema operacional Raspbian, no Raspberry Pi - ver ilustração.
O pasquim da ditabranda usa os termos romaria, devoção, clamor, emocional, incerteza, esperança. Nas entrelinhas o jornal a serviço do conservador expressa o desejo de que Marina supere Dilma num eventual segundo turno. Ou seja, devido ao mau desempenho de Aécio nas pesquisas eleitorais, a direita e sua porta-voz, a grande mídia, já desistiu do playboy e tem agora apenas um objetivo: derrotar Dilma. Curiosamente o DataFolha mostra que a reprovação do governo recuou em São Paulo.
O Estadão destaca que Marina não embarcou no avião por providência divina. Como seu candidato não empolga no Nordeste, a ideia aqui é carrear os votos dessa região para a Marina. O risco assumido é vê-la passar o playboy antes do primeiro turno. É a estratégia kamikaze, o acionamento daquele famoso botão vermelho, a aposta no pior.
O pasquim dos Civita continua em sua campanha, ou melhor, em sua cruzada contra o PT e Dilma, cinicamente estampando Eduardo Campos e a estrela de Marina. Online agora o folhetim culpa Dilma pelo atraso da cerimônia e se alegra com as vaias à presidenta.
O Jornal do Brasil lembra que, segundo colunista da Veja, Marina empata tecnicamente e vence Dilma no segundo turno!
Para a revista IstoÉ, Eduardo Campos, que também é capa, construiu uma nova forma de fazer política no Brasil. Sem nepotismo, sem traição, sem incoerência?
A revista CartaCapital, que faz 20 anos, destacou a dura entrevista de Eduardo Campos no Jornal Nacional, da Globo, na terça-feira. De fato, deu até pena dele diante da inquisição feita por Bonner e Poeta. Parece que a IstoÉ não viu a entrevista, ou discorda totalmente.
Por incrível que pareça, o jornal O Globo é o melhor do dia. Destaca a revolta em Ferguson, Estados Unidos. Claro que o faz por vira-latismo, mas a boa nova é que expõe o problema do racismo recorrente no Império. Também destaca o mercado de escravos praticado por empresários (bandidos?) em SP com imigrantes haitianos e africanos. E extraordinariamente mostra que israelenses foram às ruas para pedir negociação com os palestinos. Isto demonstra que sionismo não é judaísmo, mas sim a causa do antissemitismo.
Aliás, o portal UOL mostra que jovens judeus europeus mudam para Israel por serem hostilizados. Também o editorial de O Globo merece ser lido hoje, ao tratar do perigo da intolerância religiosa.
Minha conclusão é que a direita continua tendo uma única saída para derrubar Dilma: o caos e a comoção popular. Já abandonou seu candidato e agora aposta em Marina. A bala de prata é a santa do pau oco, que deve ultrapassar o candidato da famiglia. E ela deve ficar em segundo lugar nesta guerra eleitoral que não terá segundo turno.
Este é meu primeiro post feito com o editor Leafpad no sistema operacional Raspbian, no Raspberry Pi - ver ilustração.


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