Leitura de domingo
A grande
mídia parece ter acreditado na “verdade sobre o aeroporto” contada à Folha na
última quinta-feira pelo candidato da direita, Aécio Neves. Hoje a colunista Eliane Cantanhêde afirma que
“a indústria dá o troco”, comemorando o aumento
da arrecadação para a campanha tucana, que já seria maior do que Serra recebeu
em 2010. Sobre a credibilidade da Eliane, também conhecida por Tacanhede e
Tucanhede, vale a pena lembrar-se de suas “barrigas” e o sítio timeriverflow fez um bom resumo delas. Por outro lado, Jânio de Freitas salva a
edição ao comentar “para além das bombas” os
fins de Israel justificando os meios (massacres), e também os erros atrás de
erros do candidato da direita.
No
Estadão de hoje o “cessar fogo” não se refere ao
massacre praticado por Israel em Gaza, mas à disputa eleitoral em São Paulo,
comentada pela colunista Dora Kramer.
Desde a Unicamp aprendi que para ficar bem informado não basta ler as manchetes
de um jornal, mas é indispensável conhecer o dono desse jornal e o que ele
pensa para entender como ele escolhe conteúdo e forma de suas manchetes. Como os patrões da mídia escolhem seus
colunistas, também é indispensável conhecer essa gente que escreve a
soldo. O Tijolaço
dá uma boa contribuição para isto, assim como o YouTube.
O
pasquim sionista, que se esforça para varrer o aecioporto para debaixo do tapete, anima a oposição ao mostrar que “gravações
comprovam: CPI da Petrobras foi uma grande farsa”. Nada de novo.
Esse folhetim continua cínico, mercenário, demagógico e corrupto – quem não
se lembra de seu pautador, o Carlinhos Cachoeira? A quem não curte ver o horário político basta
abrir a Veja ou ver o Jornal Nacional, é claro.
A revista
Época se parece cada vez mais com a revista Caras, tornando-se cada vez mais
imprensa rosa, tablóide, revista de fofocas e toda sorte de superficialidades e
futilidades, que se presta ora à desinformação ora à difamação. Enquanto isso, o Globo permanece líder na
categoria imprensa marrom. Seus donos,
com uma mãozinha do nosso regime militar, amealharam a bagatela de vinte
bilhões de dólares, superando em seis vezes a família Civita, segundo a Forbes. Assim
como seus inspiradores Chambers, Murdoch e Newhouse, essa gente apátrida prefere
o país ou o dinheiro? O que você acha?
A IstoÉ
pergunta: “por que ninguém ouve a ONU?”. Israel e seus parceiros, Estados
Unidos e OTAN, não respeitam a ONU faz muito tempo, e isto não é segredo para
ninguém. O destaque da semana é que pela primeira vez, como nunca antes na
história deste país, o número de eleitores com estudo superior é maior que o de analfabetos.
Onde estão os revoltados seletivos que criticam a “falta de
investimentos” em Educação?
A CartaCapital
destaca a influência religiosa na política nacional e mundial, ao comentar
sobre o poder evangélico dos neopentecostais e a submissão norte-americana ao
judaísmo. Tanto a direita quanto a
esquerda, todos se curvaram ao bilionário Edir Macedo durante a inauguração do
chamado Templo de Salomão nesta semana.
Por outro lado, é impressionante a influência dos lobistas judeus sobre
os congressistas americanos. Dá para
concordar ou discordar da CartaCapital, mas ela é de longe a melhor fonte de
informação fora da blogosfera.
Por falar em
blogosfera, o blog do Nassif continua ótimo, destacando hoje as paradas para reabastecimento do helicóptero dos Perrela segundo a PF.

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