Leitura de domingo
Os assuntos que mais repercutiram durante a semana foram o aeroporto
do Aécio e o massacre em Gaza. O
editorial da Folha
trata do “pouso do tucano”, sugerindo talvez que a intenção de voto no
candidato da direita deve cair nas próximas pesquisas eleitorais. O Estadão
aborda a cidade da família do tucano no blog do Marcelo Rubens Paiva, e parece
ter-se divertido com o fato de Aécio ter mudado itinerário após visitar parque
vazio onde esperava encontrar eleitores, junto com o Zé Bolinha Çerra e o
Picolé de Chuchu. Os nossos jornalões deixam
claro que não gostam dos tucanos de fora de São Paulo.
Por outro lado, as revistas semanais continuam ilustrando o
espectro ideológico de nossa mídia. O folhetim
da família Civita é o mais entusiasta porta-voz da direita e, como de costume,
traz outra daquelas capas que mais parecem panfletos de porta de fábrica no que
se refere à falta de isenção, pluralismo, independência e apartidarismo. O fato é que Veja tem um público tão vil como
ela mesma, nas palavras do visionário Joseph Pulitzer, jornalista americano de origem
judaico-húngara.
A revista Época, da família Marinho, questiona se o Brasil
deveria se envolver no “conflito” entre Israel e Hamas. Desaprovou a atitude do Itamaraty de chamar de
volta nosso embaixador e de não ter citado os foguetes do Hamas naquela nota
que irritou o “sub do sub do sub” porta-voz de Israel.
A IstoÉ, que se diz independente, deu espaço aos "mimimis" de
FHC, que tenta alavancar a campanha do Aécio ao criticar Dilma e espalhar
pessimismo. Mas, além da coluna do Paulo
Moreira Leite, vale a pena ler o artigo da Ana Weiss, “Hollywood
nazista”, mostrando o passado colaboracionista dos hoje sionistas estúdios
americanos. De fato, o cinema se
transformou na maior arma de propaganda ideológica, acima dos demais meios de
comunicação, da mídia.
A CartaCapital, que parece solidária com aqueles mascarados
covardes de junho, revela “o
passado revolucionário” de Aloysio PQP Nunes, o vira-casaca senador dos
coxinhas. Em 2010, muita gente desinformada e mal informada não queria votar na
Dilma por ela ter sido terrorista, mas votou no Aloysio sem saber que ele foi
motorista e guarda-costas do Marighella, tomando parte em diversas ações
armadas, inclusive assaltos a trem pagador.
Santa ignorância!
É realmente uma pena que muita gente troque os livros e a
imprensa escrita pelo cinema, pela TV e pelas redes sociais. A capacidade de reflexão e o senso crítico aparentemente
estão em extinção.

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