Leitura de domingo
A Folha
de hoje traz a seguinte manchete: "Governo de Minas faz aeroporto em
terreno de tio de Aécio". Aécio gastou R$ 14 milhões para construir aeroporto
em terras da família no fim de seu segundo mandato como governador do Estado. Um homem que não passa tempo com sua família
jamais pode ser um homem de verdade, não é mesmo? Agora, pelo Facebook, e não
podia ser por outra mídia, o candidato da direita desmente a Folha dizendo que
critérios foram técnicos. Acredite se
quiser.
O Estadão
lembra que Israel já fez 410 vítimas em 13 dias, mas o site da Veja mostra
apenas que o cessar-fogo em Gaza durou menos de uma hora, destacando a acusação
israelense de que a culpa foi do Hamas. Ou
seja, o folhetim da família Civita tem claramente um lado: Israel. Por outro
lado, na sexta-feira o Estadão destacou que Putin pediu uma investigação rápida
sobre a queda do avião malaio na Ucrânia.
No entanto, a Veja
rapidamente julgou e condenou Putin, estampando em sua capa que a culpa é dele!
Fica novamente claro o engajamento desse pasquim. De quebra, e para não perder o costume,
vaticina que os números do Datafolha devem piorar para Dilma. De fato, este pasquim sionista não sabe o que
é isenção, pluralidade, independência e apartidarismo.
A IstoÉ
aborda a queda do avião malaio de uma forma ponderada e durante a semana
destaca que Israel invade
a Faixa de Gaza por ar, terra e mar.
A Época
dá destaque ao vice de Aécio, o ex-terrorista Aloysio “PQP” Nunes Ferreira,
segundo o qual as críticas contra o governo federal ajudaram a unir o PSDB e a
oposição, negando também o caixa dois do PSDB, ou seja, o mensalão original,
que os tucanos inventaram em Minas.
Assim caminha a nossa mídia, “com passos de formiga e sem
vontade”.

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