Homenagem à direita brasileira
Hoje você é quem manda. Falou, tá falado. Não tem discussão. A minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão, viu. Você que inventou esse estado e inventou de inventar toda a escuridão, você que inventou o pecado, esqueceu-se de inventar o perdão.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia, como vai proibir quando o galo insistir em cantar, água nova brotando e a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento, esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro. Todo esse amor reprimido, esse grito contido, este samba no escuro. Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de desinventar. Você vai pagar e é dobrado cada lágrima rolada nesse meu penar.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Inda pago pra ver o jardim florescer qual você não queria. Você vai se amargar vendo o dia raiar sem lhe pedir licença. E eu vou morrer de rir, que esse dia há de vir antes do que você pensa.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Você vai ter que ver a manhã renascer e esbanjar poesia. Como vai se explicar vendo o céu clarear de repente, impunemente? Como vai abafar nosso coro a cantar na sua frente?
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Você vai se dar mal etc e tal...
Esta é minha homenagem aos senhores Antônio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen, José Carlos Aleluia, Tasso Jereissati, Geraldo Alckimin, Arthur Virgílio, Roberto Freire e outros estalinistas que compuseram com a direita, os pelegos da Força Sindical, seu braço na mídia, especialmente O Globo, Época, O Estado de S.Paulo e Veja, e enfim, desculpem-me se não consigo incluir a todos. Aceitem de coração esta canção do Chico Buarque, oferecida antes a seus amigos de fardas.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia, como vai proibir quando o galo insistir em cantar, água nova brotando e a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento, esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro. Todo esse amor reprimido, esse grito contido, este samba no escuro. Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de desinventar. Você vai pagar e é dobrado cada lágrima rolada nesse meu penar.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Inda pago pra ver o jardim florescer qual você não queria. Você vai se amargar vendo o dia raiar sem lhe pedir licença. E eu vou morrer de rir, que esse dia há de vir antes do que você pensa.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Você vai ter que ver a manhã renascer e esbanjar poesia. Como vai se explicar vendo o céu clarear de repente, impunemente? Como vai abafar nosso coro a cantar na sua frente?
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Você vai se dar mal etc e tal...
Esta é minha homenagem aos senhores Antônio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen, José Carlos Aleluia, Tasso Jereissati, Geraldo Alckimin, Arthur Virgílio, Roberto Freire e outros estalinistas que compuseram com a direita, os pelegos da Força Sindical, seu braço na mídia, especialmente O Globo, Época, O Estado de S.Paulo e Veja, e enfim, desculpem-me se não consigo incluir a todos. Aceitem de coração esta canção do Chico Buarque, oferecida antes a seus amigos de fardas.

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