Um pouco sobre História e Misoginia
No mundo e na vida das pessoas sempre houve e provavelmente sempre haverá ciclos de guerra e de paz. O conflito é consequência da aversão às diferenças, do desentendimento e da disputa por recursos, território ou poder.
Do ponto de vista da Ciência, há mais de 30 mil anos, a espécie sapiens, nômades fracos da África, sobrepujou a espécie neanderthalensis, sedentários fortes da Europa.
Do ponto de vista das fábulas judaicas, há diversos exemplos. Caim matou o irmão Abel por ciúmes, por se sentir preterido. Moisés massacrou os madianitas, incendiou e saqueou suas terras. Enfurecido, repreendeu os comandantes: “Por que deixastes vivas todas as mulheres?”. A rota entre o Egito e Canaã, na Palestina, foi marcada por genocídio e espoliação. Sob domínio romano, os judeus preferiram a libertação do opositor Barrabás e a crucificação do conciliador Jesus.
Na Palestina, após a derrota dos turcos otomanos na Primeira Guerra Mundial, sob mandato britânico, o sionismo promoveu uma escalada terrorista que, após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, culminou com o atentado ao Hotel King David em Jerusalém em 1946 e finalmente com a criação do Estado de Israel em 1948. Apenas 19 anos depois, Israel tomou as terras ao redor, aumentando em cinco vezes seu território na conhecida Guerra dos Seis Dias. Infelizmente ainda hoje resiste em devolver as terras invadidas, mantendo uma tensão constante na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e nas Colinas de Golan, à revelia da ONU mas com apoio ianque.
Hoje o combate à pandemia da covid-17, digo, covid-19, politizou-se e é motivo de divergência entre conservadores e progressistas. Israel, mesmo sob um governo sionista, implementa ações orientadas pela Ciência, como o lockdown, a testagem e a vacinação em massa. Nos Estados Unidos sob Trump, a extrema direita não sionista, especialmente Ku Klux Klan, Alt-right e neonazistas, promoveu fake news nas redes sociais e chegou até a invadir o Capitólio, símbolo da democracia burguesa. No Brasil, pós-golpe de 2016, essa mesma extrema direita, que oportunisticamente saúda a bandeira israelita na caça pelos votos cristão-evangélicos, promove aglomerações, representa a indústria farmacêutica com remédios ineficazes e desdenha das medidas não-farmacológicas como o uso de máscaras.
Confrontada pela tropa de choque bolsonarista na CPI da Pandemia, após carta divulgada pela jornalista Monica Bergamo na Folha ( Bolsonaro tem inclinações nazistas e fascistas, dizem intelectuais judeus em carta - 30/05/2021 - Mônica Bergamo - Folha (uol.com.br) ), a microbiologista Natalia Pasternak respondeu: “Nós judeus já passamos por isso antes e nossa meta, como filhos e netos do holocausto, é nunca esquecer. Para que governos autoritários não coloquem em risco a vida e a saúde de suas populações” - veja o vídeo histórico.
O claro contraste ideológico entre essa importante cientista e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, a pervertida que pegou Jesus no pé de goiaba, nos faz lembrar da epístola pastoral de Paulo a Tito:
“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”.

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