O Mundo Não É Plano, Mas A História Se Repete
Atribui-se
a Edmund Burke e a George Santayana a frase: "aqueles que não conhecem a
História estão fadados a repeti-la". Há variações como "um povo
que não conhece a própria História está condenado a repeti-la". Não
é à toa que depois da Revolução Constitucionalista de 1932, também
conhecida por Guerra Paulista, a extrema-direita começou a governar a cada 29
anos: Jânio em 1961, Collor em 1990 e Bolsonaro em 2019. Os dois primeiros não
terminaram o mandato. Este é um lembrete para a classe média que só abre jornal
nas seções de esportes e entretenimento. E para aqueles que faltaram às aulas
de História.
A
censura e a manipulação de informações sobre pandemias estão de volta.
Lembro-me dos tempos de ginásio em que a ditadura militar, negligente como o
atual governo, fez de tudo para esconder a epidemia de meningite, entre 1971 e
1975, que chegou à média de 1,15 mortos por dia. Agora, depois de 35 anos, depois de dois
ministros médicos demitidos, o general Pazuello, promovido a ministro interino
da Saúde, subservientemente esconde os números e a dimensão da crise causada
pelo novo coronavírus no Brasil. E seu futuro secretário do ministério, o
empresário bilionário Carlos Wizard, afirmou não pretender “desenterrar mortos”
com a recontagem de vítimas. Esse
governo tem apoio de muitos empresários, como aqueles das lojas Havan,
Riachuelo, Centauro e Polishop, das academias Smart Fit e Bio Ritmo, restaurantes
Coco Bambu e Madero, e até aquele golpista do famoso prostíbulo paulistano Bahamas
Hotel Club.
Os
governos militares, como esse que só tem fardado no Palácio do Planalto,
inclusive na pasta da Casa Civil, sempre foram e são testas de ferro dos
segmentos conservadores da sociedade. Ao
lado de empresários, muitos deles sonegadores e patrocinadores de fake news, há
uma parcela de religiosos, tanto na igreja católica como entre os dizimistas
evangélicos, que também são agentes desse estelionato eleitoral, como resultado
do movimento golpista iniciado em 2013.
Não podemos esquecer que, desta vez, o covarde golpe de 2016 veio pelas
luvas das togas e não pelas botas dos militares.
Ao
se referir ao governo dos milicianos, disse o ilustre ministro do STF, Celso de
Mello, “É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que
ocorreu na República de Weimar, quando Hitler não hesitou em romper e nulificar
a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar”.


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