Ah, gente, não é nada!


Desde o início do golpe (2013) até sua consumação (2016) o PIB (produto interno bruto) do Brasil tem diminuído até o patamar de 1,1%, que vem sendo seu crescimento durante os governos golpistas de Temer e Bolsonaro.  Agora, com a pandemia do novo coronavírus, deve piorar o cenário econômico do país, que já conta com 12 milhões de desempregados. Não bastasse a crise econômica, o presidente provoca uma crise política muito perigosa, ao flertar com a ditadura, sempre admirada por ele.  Com apoio dos setores conservadores da sociedade, especialmente a imprensa, cresceu o descrédito e consequentemente a rejeição aos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e à própria democracia, especialmente nas classes média e baixa.  Em um ambiente de carência nos segmentos básicos de educação, saúde e segurança pública, chegamos à situação típica de crime e castigo: de um lado, a impunidade, e de outro, o fanatismo evangélico.  Esse é o caldo cultural que propiciou a ascensão do bolsonarismo, a versão tupiniquim neointegralista do nazismo e do fascismo.  Com o aporte de recursos empresariais e a atuação ilegal de um juiz que depois virou ministro, a direita perdeu as eleições para a extrema-direita.  Hoje, o juiz que foi herói para os alienados, é considerado traidor enquanto a direita sofre na própria pele as consequências do golpe que saiu de controle.  O tiro saiu pela culatra. 

Infelizmente a mídia nacional, a reboque e patrocínio do movimento neoliberal, chocou o ovo da serpente e, como quem cria corvos, tem agora os olhos devorados.  Hoje profissionais da imprensa, como fotógrafos, repórteres e motoristas, foram brutalmente agredidos com chutes e socos por uma horda de criminosos incentivados pelo presidente e sua gangue ministerial e miliciana.  Ontem foram as enfermeiras as vítimas do radicalismo e do fanatismo dos seguidores do Napoleão de Hospício que ocupa o Planalto.

Parece que a ficha ainda não caiu para aqueles que faltaram às aulas de História, que preferem a TV aos livros, que só abrem jornal nas páginas de esportes e entretenimento.  Estes, que não têm ideia do que é o fanatismo, não descem do muro do conforto, mas acham que são exagerados e radicais aqueles que procuram manter-se informados e se preocupam com os rumos destes tempos distópicos, desta ponte para o passado sombrio.  Os tolos ainda nos questionam: "e daí?". 

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