Dias de Cinema
Sendo o lazer tão importante para a qualidade de vida
do trabalhador, resolvi ir duas vezes ao cinema nesta semana de tempos
excepcionais (eufemismo para o golpe em curso). Assisti a filmes tão bons
que gostaria de compartilhar:
- Até o Último Homem (Hacksaw Ridge), do Mel Gibson, que por sorte só dirige, com Andrew Garfield no papel de um soldado que serviu como médico na 2a Guerra Mundial e que nunca pegou numa arma por ser "objetor de consciência", adventista do sétimo dia. Drama que trata de caráter e valores, algo raro nestes dias excepcionais.
- Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures), do Theodore Melfi, com Taraji Henson no papel de uma brilhante matemática negra que participou do projeto espacial norte-americano, que sempre esteve atrasado em relação ao programa soviético (até a farsa do pouso lunar). Drama que trata da segregação racial, oficializada até o final dos anos 60 nos Estados Unidos.
São dois filmes que, embora hollywoodianos, são obras válidas para reflexão em qualquer lugar do mundo. Diferem daqueles filmes típicos de propaganda ideológica e colonialismo cultural. Não têm carros velozes batendo e pegando fogo, não têm heróis infantilóides, daqueles que usam capa e cueca por fora da calça, salvadores do mundo "livre". Não têm nada a ver com aquelas aberrações da Marvel e da DC Comics que tanto agradam aos regredidos e oligofrênicos. Por isso, recomendo ambos, exceto para leitores da Veja e telespectadores do Globo News.
P.S.: O alento da semana foi que algumas pessoas devolveram o que saquearam lá no Espírito Santo, inclusive essa pessoa de bens citada pelo mestre Hariovaldo: Filiada do PSDB devolveu produto de saque

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