Aquarius
No feriado
fui ver em São Paulo o filme “Aquarius”, do Kleber Mendonça Filho, com a Sonia
Braga como atriz principal. Tive que ver em São Paulo simplesmente porque os
cinemas do ABC não o estão exibindo – por aqui só passam aqueles blockbusters
de Hollywood que os coxinhas tanto adoram.
O pernambucano Kleber já tinha dirigido “O Som ao Redor” (2012) e
“A Novela das 8”(2011),
ambos disponíveis no YouTube. Desta vez,
a estória é sobre a resistência de Clara (Sonia Braga) à demolição do prédio
onde mora e que empresta o nome ao filme.
Aquarius concorreu a melhor filme
na Holanda, na França, na Alemanha, em Israel e na Austrália, vencendo em
Amsterdam e Sydney. Em Cannes, onde Sonia Braga venceu como melhor atriz, ficou
famosa a manifestação contra o golpe, feita pelo elenco, dando causa à polêmica
sobre o filme ao irritar os coxinhas manipulados pela mídia, especialmente o “Tio
Rei” – aquele pena-de-aluguel da revista Veja e da rádio Jovem Pan, amigo do Zé
‘Bolinha de Papel’ Serra. O tal golpista
disse que “o dever das pessoas de bem é boicotar Aquarius”, frase que acabou
sendo incluída no cartaz do filme. Aqui, sites de direita enfatizaram que a
estreia do filme foi um fracasso, com apenas 20 pessoas em Copacabana. Na verdade, Aquarius teve a
segunda melhor estreia nacional do ano, com mais de 54 mil espectadores em um
fim de semana, conforme a Folha.
O filme agradou a crítica especializada ao redor do mundo, valendo a pena ler o
The
Guardian e o The
Telegraph, que agride os vira-latas ao dizer que o filme faz as pessoas
quererem se mudar para o Brasil.
Resumo: o
filme é ótimo, mas não é recomendado para a classe média mal informada, sem
cultura, hipócrita e preconceituosa, especialmente os tolos que foram e são
manipulados pela mídia golpista e sonegadora.


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