A Temeridade deste Sinistério e o Estado de Sitio
Para
denunciar ao mundo o golpe de estado que está em curso no Brasil, vamos mostrar
a camarilha
do golpe, apontando um por um de seus integrantes.
Hoje bastarão algumas palavras sobre o Ministro-Chefe do Gabinete de
Segurança Institucional, o general gaúcho Sérgio Westphalen Etchegoyen.
Conforme a Wikipédia,
sobre o relatório da
Comissão Nacional da Verdade, o primeiro militar da ativa a criticá-lo abertamente,
chamando-o de ‘patético e leviano’,
foi exatamente esse ministro. O nome de seu pai, o também general já falecido, Leo Guedes Etchegoyen, foi incluído entre os 377
nomes dos acusados por violações de direitos humanos na lista formulada pela comissão. Por discordar da inclusão de seu nome,
a família do general Leo Etchegoyen passou a estudar formas de contestar na
justiça o conteúdo do relatório. Consta
também da mesma lista o nome do tio do ministro, irmão do general Leo Guedes
Etchegoyen, o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, autoridade do CIE
responsável pela Casa da Morte, em Petrópolis, Chefe da seção de contrainformações do Centro de Informações do
Exército (CIE) de 1971 a 1974. Nota da Comissão
Nacional da Verdade sobre o questionamento da família Etchegoyen foi
publicada pela imprensa. Menciona a relação entre Leo Etchegoyen e Dan Mitrione. Seu nome foi incluído com base nas apurações
da Comissão do Rio Grande do Sul. Uma das testemunhas que apontou o nome do
General foi o ex-militar Melquisedec
Abrão Lopes Medeiros. A Comissão foi informada de que ao assumir a chefia
da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, Leo Guedes Etchegoyen contou
com o trabalho de Dan Mitrione, notório especialista norte-americano em métodos
de tortura, conhecido como "El Maestro de La
Tortura".
O Sul21
e o Mário
Magalhães também trazem informações sobre o general encarregado de conter a
previsível reação ao golpe. Precisa dizer mais alguma coisa? Ficou clara a
natureza do golpe?
O filme acima
é “Estado de Sítio” (État de Siège, 1972)
do grego Costa-Gavras, diretor também das joias “Z” (1969), “A Confissão”
(1970), “Sessão Especial de Justiça” (1975) e “Desaparecido
– Um Grande Mistério” (1982). Não são blockbusters para coxinhas trouxinhas, mas
recomendo todos eles. “Sessão Especial de Justiça” lembra bem o nosso
acovardado STF, por sinal.

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