Acidentes de trabalho, desemprego e a mídia
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| Sítio é mais importante que Cunha e helicóptero com 500 kg |
Você sabia que a cada 15 segundos, 153 trabalhadores
sofrem um acidente relacionado ao trabalho, sendo que 1 deles morre? A
fonte é a OIT (International
Labour Organization), que tem homepage também em português e cujo lema é
"promover empregos e proteger pessoas".
Dados de 2001-2005 colocam o Brasil em 4º lugar em número anual de acidentes fatais, atrás apenas de China, Índia e Indonésia, mas em 100º lugar (entre 119 países) em termos de taxa de mortalidade (19,7 acidentes fatais por ano sobre o total de empregados dividido por cem mil). Para comparação, os Estados Unidos estão em 10° lugar em número anual de acidentes fatais, mas em 19° lugar em termos de taxa de mortalidade (4,9).
Embora a nossa mídia tente nos fazer crer que apenas no Brasil existe crise, impressionam os números do desemprego na união europeia e na zona do euro: 9,10% e 10,40% respectivamente, com destaque para França (10,60%), Eslováquia (10,63%), Áustria (10,90%), Itália (11,40%), Eslovênia (11,70%), Portugal (11,90%) e Espanha (20,90%), além das repúblicas dos Balcãs Montenegro (17,24%), Sérvia (17,30%), Albânia (17,50%), Croácia (17,90%), Grécia (24,47%), Macedônia (25,48%), Kosovo (35,30%) e Bósnia-Herzegovina (42,73%)! Hoje a taxa de desemprego no Brasil está em 6,90% enquanto que nos Estados Unidos, 5.00% . Curiosidade: enquanto só no primeiro mandato do FHC o desemprego subiu 38% (de 6,5% para 9%), em 10 anos este governo trabalhista diminuiu o desemprego em 305%(de 13,1% para 4,3%)!
Outro dado interessante, lembrado pela mídia somente quando cai, é o índice nacional de expectativa do consumidor, com média de 110 em 20 anos. Em 2014 estava acima da média mas, com a reeleição da presidente, caiu 10 pontos em 4 meses e mais 4 pontos em um ano, estando atualmente em 96. O curioso, e que a gente não vê na mídia, é que mesmo caindo 14 pontos ao iniciar este mandato, este índice ainda é maior do que o de FHC ao começar seu segundo mandato: 89. E adivinha qual foi o pico desse índice! 121, em outubro de 2010, final do mandato de Lula.
Números são sempre melhores do que argumentos, mas é preciso sempre tomar cuidado com as fontes e também compreender o contexto comparativo. Embora distintas fontes dão preferência a comunicar fatos diferentes, quando os fatos são os mesmos é comum as fontes interpretá-los diferentemente. Isto fica claro quando comparamos as revistas Veja e Carta Capital, por exemplo. Quem assina a Veja, a Folha ou o Estadão, e é Globo dependente provavelmente não tem ideia do que representam a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) para a liberdade de expressão e a democracia.
Dados de 2001-2005 colocam o Brasil em 4º lugar em número anual de acidentes fatais, atrás apenas de China, Índia e Indonésia, mas em 100º lugar (entre 119 países) em termos de taxa de mortalidade (19,7 acidentes fatais por ano sobre o total de empregados dividido por cem mil). Para comparação, os Estados Unidos estão em 10° lugar em número anual de acidentes fatais, mas em 19° lugar em termos de taxa de mortalidade (4,9).
Embora a nossa mídia tente nos fazer crer que apenas no Brasil existe crise, impressionam os números do desemprego na união europeia e na zona do euro: 9,10% e 10,40% respectivamente, com destaque para França (10,60%), Eslováquia (10,63%), Áustria (10,90%), Itália (11,40%), Eslovênia (11,70%), Portugal (11,90%) e Espanha (20,90%), além das repúblicas dos Balcãs Montenegro (17,24%), Sérvia (17,30%), Albânia (17,50%), Croácia (17,90%), Grécia (24,47%), Macedônia (25,48%), Kosovo (35,30%) e Bósnia-Herzegovina (42,73%)! Hoje a taxa de desemprego no Brasil está em 6,90% enquanto que nos Estados Unidos, 5.00% . Curiosidade: enquanto só no primeiro mandato do FHC o desemprego subiu 38% (de 6,5% para 9%), em 10 anos este governo trabalhista diminuiu o desemprego em 305%(de 13,1% para 4,3%)!
Outro dado interessante, lembrado pela mídia somente quando cai, é o índice nacional de expectativa do consumidor, com média de 110 em 20 anos. Em 2014 estava acima da média mas, com a reeleição da presidente, caiu 10 pontos em 4 meses e mais 4 pontos em um ano, estando atualmente em 96. O curioso, e que a gente não vê na mídia, é que mesmo caindo 14 pontos ao iniciar este mandato, este índice ainda é maior do que o de FHC ao começar seu segundo mandato: 89. E adivinha qual foi o pico desse índice! 121, em outubro de 2010, final do mandato de Lula.
Números são sempre melhores do que argumentos, mas é preciso sempre tomar cuidado com as fontes e também compreender o contexto comparativo. Embora distintas fontes dão preferência a comunicar fatos diferentes, quando os fatos são os mesmos é comum as fontes interpretá-los diferentemente. Isto fica claro quando comparamos as revistas Veja e Carta Capital, por exemplo. Quem assina a Veja, a Folha ou o Estadão, e é Globo dependente provavelmente não tem ideia do que representam a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) para a liberdade de expressão e a democracia.


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