A TV e a História
Hoje o Google nos lembra que a TV está fazendo
90 anos. Como disse Groucho Marx, "I find
television very educating. Every time somebody turns on the set, I go into the
other room and read a book". Em uma tradução livre seria algo mais ou menos
assim: "Acho a TV muito educativa. Sempre que alguém a liga, vou
para outro cômodo e leio um livro". É o que todo mundo devia fazer,
para não ficar parecido com a pessoa da ilustração abaixo, que assiste a Globo
usando a camisa da CBF.
Quem assistir bastante TV
hoje deve ganhar assinaturas da Veja e do BBB 2016 ao vivo em tempo real 24
horas. SQN.
Agora é sério: que tal, neste aniversário da TV, desligar a
televisão e abrir um livro?
Acabei de
ler "1968 o tempo das
escolhas" da Catarina Meloni, Editora Nova Alexandria, 2009.
Para quem não sabe, a Catarina era da Ação Popular, do Betinho, do José Serra,
do Aldo Arantes e de muitos outros do grupo que inaugurou a resistência armada
com o episódio da bomba no aeroporto dos Guararapes (Recife, 1966).
Muita
gente não gosta de História. Alguns gostam, mas daquela História de
tempos e lugares exóticos, distantes. Cá entre nós, conheço muita gente
que cabulou as aulas de História.
Ainda que
não se dê conta, a História não é algo apenas do passado, ela não parou, ela
continua, ela acontece agora, neste momento. E para entender esse tempo,
é necessário conhecer a História. O tempo de hoje será objeto de estudo
daqui a uma década, um século, um milênio. Lembrando Burke, "aqueles
que não conhecem a história estão fadados a repeti-la" e isto se aplica
não apenas a pessoas, mas também a povos, nações, países.


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