Mídia e outras empresas
É interessante o artigo da ScienceNews.org Unbiased
computer confirms media bias.
É uma pena que esteja apenas em inglês. Resumindo, o artigo comenta sobre
um programa de computador que confirma o viés ideológico e político da mídia ao
analisar a escolha que esta faz das citações (trechos de discurso) dos agentes
políticos.
Lá em Patópolis e Gothan City eles concluem não haver diferença entre o
badalado NYT e a horrível Fox. Aliás, um presidente americano (Lyndon B.
Johnson) resumiu o papel da mídia assim: "Se uma manhã eu andasse sobre a
água do rio Potomac, a manchete naquela tarde seria: 'O presidente não sabe
nadar’".
A mídia no Brasil está concentrada em uma dúzia de famílias, sendo mais
importantes as seguintes: Marinho, Frias, Mesquita, Civita, Saad, Abravanel e
Macedo. De tudo o que acontece no mundo inteiro e o tempo todo, essas
famílias escolhem o que, quando, onde, como noticiar - naturalmente de acordo
com os interesses de sua classe. Então é apenas marketing aquela estória
de imprensa livre, isenta, imparcial, independente, plural, apartidária e
democrática a serviço do país. E cabe ao leitor e espectador o cuidado
para não ser hipnotizado (plim-plim) e manipulado. Em tempo: nada como empresas sérias como as europeias, não? A legendária Volkswagen admitiu que onze milhões de carros estão equipados com software que frauda resultados de testes sobre emissão de poluentes. Imagina se fosse uma empresa latino-americana, brasileira! Saiba mais pela CNBC: http://www.cnbc.com/2015/09/22/vw-scandal-germanys-reputation-on-the-line.html
Não bastasse esse ato de “honestidade”
da empresa do primeiro mundo, em maio do ano passado soubemos de seu
envolvimento com a ditadura fascista implantada aqui em 1964: “Envolvimento da Volkswagencom ditadura brasileira questionado por acionistas”.


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