Máfia da mídia sonega e manipula; inclusive informações
Em “1984”, que foi escrito em 1948, George Orwell diz que
“a invenção da imprensa tornou mais fácil manipular a opinião pública, processo
que o cinema e o rádio levaram além”. A
mídia, isto é, o quarto poder é um instrumento para vender produtos, serviços
e, principalmente, ideias. Ao contrário
do que alguns veículos dissimulados apregoam, a imprensa não é e nunca foi
isenta, plural, apartidária e independente. A mídia, que é possuída e feita por pessoas,
naturalmente tem um lado. E infelizmente
este é o lado do capital, do rico, do poderoso, da direita. Isto é facilmente constatado ao se ler o
editorial de nossos jornalões, seja Folha, Estadão ou O Globo. Por ter um lado claro, o jornalismo muitas
vezes sonega e manipula informações.
Veríssimo disse que “às vezes a única coisa verdadeira num jornal é a
data". Se formos verificar, até a
data pode ser falsa. Mark Twain disse
que “os anúncios publicitários contêm as únicas verdades confiáveis em um
jornal”. Chegou mais perto da realidade,
se não considerarmos que os anunciantes mentem sutilmente para vender seus produtos
e serviços.
Há muitas frases famosas sobre jornalismo, imprensa,
mídia, jornais etc.
Mark Twain também disse que “se você não lê jornal, você
é desinformado. Se você ler, então você é mal informado”. E que “um jornal não existe para relatar a
notícia como ela é, mas para fazer as pessoas loucas o suficiente para fazer
algo sobre ela”.
Thomas Jefferson disse que “o homem que nada lê é mais
informado do que o homem que não lê nada além de jornais”. E que “não pega um
único jornal, nem lê um em um mês, e se sente infinitamente mais feliz por isso”.
Que “daquilo que não é verdade, você vai sempre encontrar em abundância nos
jornais”. Que “não se pode acreditar em nada que é visto em um jornal. A própria
verdade torna-se suspeita ao ser posta em tal veículo poluído”.
Malcolm X disse que “se você não for cuidadoso, os
jornais farão você odiar os oprimidos e amar os opressores”.
Lemony Snicket disse que “só porque algo é impresso, seja
num cartão de visita, num jornal ou num livro, isso não significa que seja
verdadeiro”.
William Faulkner disse que “a melhor ficção é muito mais
verdadeira do que qualquer jornalismo”.
Charles Baudelaire disse que “era incapaz de compreender
como um homem de honra poderia tomar um jornal nas mãos, sem um estremecimento
de nojo”.
Jerry Seinfeld disse que “é incrível como a quantidade de
notícias que acontece no mundo todos os dias sempre se encaixa exatamente num
jornal”.
Christopher Hirtchens disse que “se tornou um jornalista,
porque não queria depender de jornais para informação”.
Napoleão Bonaparte disse que “quatro jornais hostis são
mais temíveis do que mil baionetas”.
H.L. Mencken disse que “um jornal é um dispositivo para fazer
o ignorante mais ignorante e o louco mais louco”.
Gwendolyn Brooks disse que “uma das razões por que os
gatos são mais felizes do que as pessoas é que eles não têm jornais”.
Ben Hecht disse que “tentar determinar o que está
acontecendo no mundo pela leitura de jornais é como tentar contar o tempo
apenas observando o ponteiro dos segundos de um relógio”.
Nevil Shute disse que “estava feliz por não ter jornais
em um dado momento, e que estava muito melhor sem eles”.
Segundo Millôr, “a imprensa brasileira sempre foi canalha”.
Ele acreditava que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter
uma influência realmente maravilhosa sobre o país. Achava que uma das grandes
culpadas das condições do país, mais do que as forças que o dominam
politicamente, é nossa imprensa. E repetia que, apesar de toda a evolução,
nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não queria falar da televisão, que já
nasceu pusilânime.
Mas a minha citação preferida é esta: “uma imprensa
cínica, mercenária, demagógica e corrupta vai produzir com o tempo um povo tão
vil como ela mesma”, de Joseph Pulitzer.
Esta
semana a Reuters Brasil ilustrou bem que não somos paranoicos quando afirmamos
que a mídia no Brasil é composta por uma dúzia de famiglias que sonegam
e manipulam. Veja, com o perdão da
palavra, até que ponto essa máfia pode chegar: Nota
da Reuters abafando menção ao governo FHC na Lava Jato vira piada na rede.
A ideia aqui não é estimular ninguém a deixar de ler
jornais, mas, ao contrário, lê-los com senso crítico, conhecendo os
jornalistas, seus credos políticos, filosóficos e até religiosos, e seus
interesses ou os interesses que eles representam.
Graças à Internet, podemos lembrar, citando
Deuteronômio 29, que as pessoas em geral não têm um coração para entender, nem
olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje. Por isso, em vez de citar os jornalões e as
revistas semanais, hoje ficaremos com o Manchetômetro.


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