A Pequena Loja da Rua Principal
É um filme tcheco de 1965 dirigido pelo húngaro Ján Kadár e
pelo tcheco Elmar Klos. Ambos nasceram
ainda na época do Império Austro-Húngaro, que englobava entre outros países e
regiões, as atuais República Tcheca e a Eslováquia. E dirigiram juntos “O Acusado” (Obzalovany,
1965) e “Desire Called Anada” ou “Adrift” (Touha zvaná Anada,1970), além de “A Pequena Loja da Rua Principal” (Obchod na korze).
Não vou contar o filme, mas farei um pequeno resumo. Nazistas de ocupação estavam nacionalizando
todas as empresas dos judeus, quando um carpinteiro eslovaco ficou encarregado
como “controlador ariano” de uma loja de botões, cuja gerente era uma velha judia. Já meio surda, ela não entendia
nada, nem que uma guerra estava acontecendo.
A comunidade judia achou melhor pagar o eslovaco para que ele fosse o
assistente dela, para que ela não fosse enviada para o extermínio. O drama vira suspense quando os nazistas
decidiram exterminar todos os judeus.
Bem, o fim deste filme é, ao mesmo tempo, triste e surpreendente. E, apesar da temática, destoa bastante
daqueles clichês hollywoodianos, como “O Menino do Pijama Listrado” (Mark
Herman, 2008) e “A Menina que Roubava Livros” (Brian Percival, 2013).
Menos aclamados do que o compatriota Milos Forman, de “Um
Estranho no Ninho” (1975) e “Amadeus” (1984), que também foi vítima do nazismo,
Kadár e Klos têm uma obra impressionante.
Recomendo, e muito. Mas só para
quem curte cinema como arte.

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