Goodbye, Madiba!
Todo mundo se manifestou sobre a morte de Nelson Mandela,
que liderou o Congresso Nacional Africano, partido afiliado à Internacional
Socialista, na luta contra o regime de apartheid, até ser eleito presidente da
África do Sul em 1994, após ter ficado 27 anos na cadeia. Mandela e seu partido
permaneceram na lista americana de suspeitos de terrorismo até 2008, quando o
mentiroso Bush finalmente assinou uma lei revogando essa estupidez. Não foram apenas os ianques que apoiavam o
regime de segregação racial que durou de 1948 a 1994. A Inglaterra também. A dama de ferro, Margaret Thatcher,
recusou-se a impor sanções ao regime fascista da África do Sul, junto com
Ronald Reagan em 1987.
A nossa mídia golpista, porta-voz da direita, também prestou
homenagem a Mandela, cuja foto foi estampada hoje na primeira página da maioria
dos jornais. Até o Qwaack, aquele
suposto agente da CIA, que sempre fala mal do Brasil todos os dias à meia-noite
no Jornal da Globo, fez menção a Mandela.
Além de direitista, é fanfarrão.
Mas estou curioso mesmo é para ver a próxima capa da Veja, aquele
pasquim que pratica jornalismo de latrina.
Afinal, a editora Abril é 30% controlada pelo grupo racista Naspers,
imprensa marrom que praticou o mesmo parajornalismo que a Veja tem praticado
aqui. Ou seja, Naspers e Abril
abandonaram o jornalismo para se converter em partido político.
Para que os alienados se informem, vejamos a seguir alguns
pronunciamentos de Mandela que a direita faz de conta que não existiram.
Sobre um estado palestino: "A ONU tomou uma posição
firme contra o apartheid, e ao longo dos anos, um consenso internacional foi
construído, o que ajudou a por fim a este sistema iníquo. Mas nós sabemos muito
bem que a nossa liberdade é incompleta sem a liberdade dos palestinos”.
Sobre os Estados Unidos e a invasão do Iraque: "Se há
um país que cometeu atrocidades indescritíveis no mundo, este é os Estados
Unidos da América. Eles não se importam com os seres humanos. Se você olhar
para essas questões, você vai chegar à conclusão de que a atitude dos Estados
Unidos da América é uma ameaça para a paz mundial. Tudo o que Bush quer é o
petróleo iraquiano”.
Sobre Muamar Kadafi, seu apoiador de longa data: "É
nosso dever dar apoio ao líder irmão... especialmente no que diz respeito às
sanções que não estão atingindo apenas ele, mas as massas comuns do povo...
nossos irmãos e irmãs africanos".
Sobre Fidel Castro e a revolução cubana: "Desde seus
primeiros dias, a Revolução Cubana também tem sido uma fonte de inspiração para
todas as pessoas que amam a liberdade. Admiramos os sacrifícios do povo cubano
na manutenção da sua independência e soberania em face da perversa campanha orquestrada
pelos imperialistas para destruir o ganho impressionante feito na Revolução
Cubana... Viva a Revolução Cubana. Longa vida ao camarada Fidel Castro".
Sobre Israel: “Israel deve se retirar de todas as áreas que
tomaram dos árabes em 1967 e, em particular, Israel deve se retirar completamente
das Colinas de Golan, do sul do Líbano e da Cisjordânia”.
Vamos esperar então a capa do pasquim sionista para ver até
onde vai a hipocrisia da direita.


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