Veja e Época pisaram no tomate
Não, não posso acreditar em meus olhos! Isso foi o que
primeiro veio à minha mente quando vi a capa da Veja. Ao me recuperar do choque, raciocinei: a
mídia golpista, de braços dados com a oposição, virou mesmo uma nau sem rumo. Estão sem assunto, sem programa, sem
proposta. Correção: a proposta deles é o
aumento dos juros e do desemprego. O
tomate, ou seu preço sazonal, levado à capa da Época e da Veja só confirma a orquestração
dos conservadores. Será que um dia esses
veículos deixarão de fazer propaganda partidária e ideológica para fazer jornalismo? É inacreditável que eles tenham perdido tanto
a vergonha e a noção. É por isso que são
chamados de PiG, partido da imprensa (e mídia) golpista. Será que alguém ainda leva a sério esses
pasquins fascistas? É preciso ser muito
ingênuo e mal informado para imaginar que Veja e Época possam ter ainda alguma
credibilidade, na remota hipótese de que um dia tiveram tal qualidade típica do
bom jornalismo. É claro que isenção,
pluralidade, independência e apartidarismo a Globo e a Abril nunca
tiveram. Os reacionários nem precisam
nos rotular de contrários à liberdade de imprensa porque nós não vamos exigir o
controle dessa imprensa literalmente vendida.
É bom que essa gente possa perder a vergonha e se expor cada vez
mais. Assim a gente fica sabendo quem é
quem. O Estadão, por exemplo, tem o
mérito de se assumir conservador. Essa
transparência, infelizmente, ainda falta à Folha e à Globo. Como o melhor
controle parece mesmo ser o remoto, nós apenas não vamos mais comprar essas
revistas e jornais, nem ver esses canais de TV e nem ouvir essas rádios. Vamos cancelar as assinaturas e procurar
alternativas mais decentes na Internet.
Como disse a presidenta, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao
silêncio da ditadura.

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