Estórias de Obama e Osama
Na semana passada, Obama, praticamente em campanha para reeleição, anunciou a morte de Osama. Em uma ação ilegal que humilhou o Paquistão, alguém - que pode ter sido Bin Laden ou não - foi assassinado mesmo estando desarmado e teve seu corpo jogado no mar. Com a maior desfaçatez, Obama, o Prêmio Nobel da Paz, disse que a justiça havia sido feita naquele dia. Justiça sem julgamento, direito a que até mesmo os nazistas tiveram. Ou seja, execução sumária, promovida por um país que executa oficialmente cerca de um condenado por semana. Depois foi a novela das fotos, ora falsas, ora não disponíveis para publicação. O PiG americano, mais exatamente a Fox, já tinha divulgado a morte do terrorista há dez anos, logo depois dos atentados de onze de setembro. Em meio a tantas estórias mal contadas, não dá para saber com certeza se a morte de Bin Laden é verdadeira ou não, mas sua divulgação deve interessar às duas partes, já que a Al Qaeda acabou por admiti-la também. Nos Estados Unidos a notícia da morte de seu inimigo “número um” foi motivo de alegria e festa, e a popularidade do presidente subiu oito pontos. Muito conveniente tudo isso, num momento em que Obama é alvo constante de críticas promovidas pela extrema direita americana.

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